Raio X do Culto Racional

Como tudo começou?

Felipe – Um projeto de resgate que Deus fez em nossas vidas… Quando eu estava desviado em 2006, sem propósito nenhum de vida, fui fazer uma visita na Igreja Quadrangular do Bairro Ipiranga e ali Deus impactou meu coração de uma forma diferente. Então eu disse: Deus hoje eu quero começar uma nova história. Um mês depois de eu ter me reconciliado com o Senhor, teve um festival de talentos lá nesta Igreja. Embora não houvesse um nome ou caráter de grupo começamos um projeto de usar o rap como forma de evangelismo para ganhar almas.

Como se deu a formação do Grupo?

Felipe – Em maio de 2006. A formação era eu o Carlinhos e o Sandro, que hoje faz parte do grupo Eficaz. O espaço para o Rap Gospel era muito carente, as portas eram muito fechadas com relação ao Rap. Conheci o Carlinhos que era Diácono da Igreja e começamos uma amizade muito grande. O Carlinhos era sedento para ganhar almas. Eu tinha uma experiência com Rap e o Carlinhos tinha experiência com Deus, o que ele tinha faltava em mim e o que eu tinha faltava pra ele e Deus nos usou para unir as coisas.

Paulista – Eu congregava na mesma Igreja, eu e o Carlinhos somos irmãos de sangue. Fui convidado pra bater foto das apresentações do grupo e achava bacana o que Deus tava fazendo e Ele falou ao meu coração através do Rap, pois nunca tinha visto aquilo dentro da Igreja.

Mirian – Eu vim do Rio Grande do Sul, nasci num lar cristão, desde os 09 anos cantava no coral da Igreja e toda minha família canta e são músicos. Sempre fiz parte do Ministério de louvor. Vim morar e congregar em São José na Igreja dos guris, e quando surgiu a noite dos talentos me vieram com o convite para fazer o “back” pra eles. Nunca tive pretensão de cantar rap, sempre fui mais de louvor e adoração. Então fui orar pra ver se era da vontade de Deus que entrasse pro grupo – sempre levei a obra de Deus muito a sério. Deus já tinha falado comigo, mas nunca imaginei que seria através do Rap…

Cris – Eu já tava formado no colegial, gostava de rap por gostar, tava só trabalhando com Sonorização que aprendi na Igreja, mas recebi convite pra trabalhar no mundo também. Tanto em evento gospel como secular, só que eu vi que daquele jeito tava me afastando da igreja. Conheci os meninos cantando em eventos gospel, nunca passou pela minha cabeça ser DJ ou entrar numa banda de rap. Mas orei, pedi pra Deus um ministério pra poder ficar mais firme porque eu vi que aquele ali não era o meu caminho.

No que consiste o projeto?

Felipe – Nós determinamos que não importaria quem nos escutasse, o que aconteceria o objetivo era ganhar almas pra Jesus. O Carlinhos sempre falava uma coisa muito importante: “A gente tem que ser acima de tudo homens de Deus, não só ir lá e cantar as músicas, temos que ser homens de Deus”.

Quem compõe as músicas?

Carlinhos – O Felipe me ensinou a escrever para Honra e Glória do Senhor e a gente divide a maioria das composições. Mas, todo mundo participa e escreve.

Qual a mensagem que o Culto Racional procura transmitir através das suas músicas?

Carlinhos – Em primeiro lugar a Glória de Deus manifesta, na seqüência o testemunho vivido, a gente não canta coisas que a gente nunca viveu. A gente prega aquilo que a gente já passou e aquilo que a gente ta passando e vivendo.

Felipe – A gente procura passar nas músicas a solução não os problemas. O rap tem muito disso, mostrar o problema, nós mostramos em todas as nossas músicas a solução. Relatando o que Deus fez em nossas vidas, o que Ele pode fazer.

Houve renuncia pra levar adiante o projeto?

Felipe – Quando eu convidei o Carlinhos pra fazer parte do Culto Racional eu disse:”Cara tu quer mesmo fazer isso?” Então esquece todos os outros compromissos, com exceção da família é claro, e vamo embora, nós vamo ter que ensaiar. E ele Meu vamo aí… Porque isso ardia muito no nosso coração.

Qual a mensagem que o Culto deseja deixar pros leitores?

Carlinhos – Algo mais importante que quero deixar até mesmo de referência pras outras bandas, pros outros grupos é a Honra. A honra é uma palavra que faz toda a diferença na vida de quem quer ta fazendo a obra de Deus, pra quem quer ta nessa pegada. Porque tu honrar o teu pastor, ser submisso, saber a hora certa de ir, saber ouvir, se calar, principalmente receber o não. Se o Pastor disser que hoje não vamos cantar, não cantamos, pode ser marcha pra Jesus, SC Gospel Festival, se ele falou não é não. Ele é o nosso visionário, foi ele que Deus constituiu como nosso Pastor. E, se isso é quebrado, o grupo sofre conseqüências até mesmo de acabar. É de extrema importância ser submisso ao pastor, respeitar a liderança da Igreja, freqüentar os cultos e não só fazer shows, ser membro verdadeiramente da sua Igreja.

Os pastores são que nem os pais, eles sabem o que é melhor para nós bem mais do que as ovelhas.

A obediência quebra a maldição.

Como vocês encaram o ministério do Culto Racional?

Carlinhos – É muito especial, é de muita seriedade cada vez que a gente sobe no altar, pode ter 10 ou 10.000 pessoas, a gente pá mano, a gente não sobe de qualquer jeito e Deus sempre tem nos surpreendido. Tem coisas que a gente faz pra Deus que as câmeras não registram, temos ido a presídios, centro de recuperações, febens, trocamos nossos momentos de sono, de descanso muitas vezes para estarmos ministrando pras mais diferente pessoas. Já ministramos pra milhares de pessoas num só evento, mas nada substitui a alegria de tu ter um tempo pra ministrar, contar teu testemunho, fazer um apelo e ver as pessoas ali aceitando a Jesus.

Como vocês vêem o Culto Racional em si?

Paulista – Pra mim é minha segunda família, toda honra e toda glória seja dada a Deus. Mas, foi o projeto que me resgatou.

Cris – Pra mim é o amor de Cristo pelas almas, a gente só ta devolvendo aquilo que ele nos deu, assim como ele nos ama, nós estamos falando do amor Dele pra quem não conhece.

Mirian – É uma família, eu digo que os meninos são meus outros irmãos, a gente ta muito ligado, entrelaçados.

Carlinhos – Pra mim é: Corpo de Cristo, Obra de Deus e estilo de vida.

Felipe – Deus usa a vida deles pra manter a minha vida e se pudesse botar o Culto Racional no meu sobrenome seria a minha vida. Não falo de rap, não falo de música nem de subir no palco. Falo de Culto Racional, falo disso aqui que tu ta vendo e de cada um porque eu não consigo mais viver minha vida sem eles, porque já são parte de mim.

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