Entrevista: TATIANA MALAFAIA FALA SOBRE MISSÕES NA BOLÍVIA

Cantora conta, com exclusividade, os objetivos de sua viagem missionária
Para cumprir o propósito que Deus colocou em seu coração, Tatiana Malafaia embarcou na quarta-feira (17/10) para a Bolívia onde terá oportunidade de fazer a obra missionária durante dez dias. Em entrevista, a cantora conta como surgiu o desejo de fazer missões naquele país e os projetos que pretende acolher para serem aplicados aqui no Brasil. Tatiana, que lançou há pouco tempo o seu segundo CD Tempo de Romper pela Central Gospel Music, revela também que parte do dinheiro arrecadado com as vendas do álbum serão doados para missões.
Confira abaixo detalhes da entrevista de Tatiana Malafaia:
CGM: Essa é a primeira vez que faz uma viagem missionária?
TM: Sim, é a primeira vez. Já estive em outros países, mas não em missões. Agora, sinto que devo chegar aos confins da terra. Posso dizer que a Bolívia inaugura o campo das missões transculturais na minha vida.
CGM: Em qual cidade da Bolívia fará missões?
TM: Em Santa Cruz, Jorochito. Visitarei o trabalho do missionário e pastor Roberto Luis. É uma obra muito linda que pode ser conhecida, com detalhes, pelo site www.ameibs.org. Meu desejo é captar recursos para a obra, pois são escassos. São muitos projetos, mas o lugar é pobre e precisa que os irmãos se levantem e contribuam.
CGM: Quando surgiu a ideia de viajar para fazer missões em outro país?
TM: Na minha adolescência, o Senhor já ministrava ao meu coração sobre missões, que se trata de uma responsabilidade de toda a Igreja. Nem todos podem ir, mas podem contribuir e interceder. Quanto à minha ida, por várias vezes o Senhor usou pessoas para confirmar esse chamado. A Bolívia, inclusive, foi o primeiro país que o Senhor me revelou. Aos 15 anos, eu sonhei que estava em um outro país, mas não sabia qual era. De repente, um jovem com a pele bem morena, como a de um índio, com uma camisa cor de tijolo e cabelos negros muito lisos se apresentava diante de mim e começava a falar numa língua que eu não entendia. Foi quando ouvi uma voz que dizia: “Você não pode entendê-lo, pois ele fala quechua”. Acordei nesse exato momento e comecei a procurar o que era “quechua”, pois nunca tinha escutado essa palavra. Pesquisando, descobri que quechua é um idioma de índios nativos da Bolívia. Fiquei pasmada, mas guardei aquela palavra no meu coração. Até que nesse ano, o missionário Roberto esteve em nossa igreja e, durante a apresentação das fotos do trabalho da missão, mostrou a foto de uma índia quechua. Eu quase caí da cadeira, pois na hora aquele sonho voltou à minha mente. Perguntei ao Senhor: “Mas, Deus, e agora, o que vou fazer? Qual o próximo passo?”. E a resposta foi: “Ide! Filha, eu já te mandei ir! Não disse para que você espere um convite. Vá você mesma!”. Meu coração se animou sobremaneira e comecei a preparar tudo.
CGM: Você vai sozinha daqui do Brasil?
TM: Eu vou com minha tia Kátia, que também tem sido chamada por Deus, e o missionário Roberto. É um lugar muito difícil e pobre. Pretendo visitar o máximo de projetos que puder, inclusive as aldeias indígenas. Algumas delas já possuem trabalhos evangelísticos estabelecidos. Mesmo sem luz elétrica ou templos, os irmãos se reúnem para adorar e falar de Jesus para aquele povo.
CGM: Como nasceu a vontade de doar parte do dinheiro das vendas do CD Tempo de Romper para a obra missionária na Bolívia?
TM: Acredito que veio do Senhor. É uma maneira das pessoas adquirirem um produto e saber que também estão contribuindo para uma boa causa. A venda de CDs é um meio, um instrumento, não uma finalidade. Devemos usar esse meio da maneira mais proveitosa possível para a obra de Deus. Penso que devemos doar para o Reino, e não tirar Dele.
CGM: Que tipos de projetos missionários você pretende trazer para a igreja no Brasil?
TM: Meu primeiro projeto é acender ainda mais a chama de missões nos corações e ampliar horizontes. Meu propósito é ir, conhecer, analisar as necessidades e trazê-las para o Brasil, a fim de mobilizar a igreja. A Bolívia é o meu primeiro paradeiro. Lá há projetos lindos, como o café da manhã para crianças. São cerca de 400 crianças beneficiadas, porém mais umas 300 aguardam na fila para serem atendidas. Há também o lar de idosos que oferece hospedagem, alimentação, cuidados médicos. Uma expansão está sendo feita, porém a igreja precisa de materiais de construção. Já estou planejando mais duas viagens para dois outros países, com contextos culturais e necessidades totalmente diferentes. Fico imensamente feliz em ver que o meu chamado está tomando a forma que o Senhor sempre desejou.

Fonte: Central Gospel Music / Jornal Gospel News

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