MEROS INTERESSEIROS…

balançaComo é desconfortável quando você descobre que a visita tão agradável que recebeu naquela gostosa tarde de domingo foi calculada. A tanto tempo não se viam e depois de uma conversa descontraída seguida de um delicioso lanche, o amigo pede algo emprestado ou algum outro favor, e se vai, voltando apenas na próxima necessidade… e sem devolver o que emprestou. É claro que temos prazer quando podemos ajudar um amigo em necessidade e ficamos felizes com sua visita, mas que decepção ao recebê-lo somente quando precisa de algo, sendo às vezes até mal recebidos quando vamos a sua casa.
Jesus vivia diariamente cercado por milhares de pessoas. Sua imensa popularidade chegava a incomodar as autoridades locais. Multidões deixavam suas casas e iam até Ele em busca de cura física, alimentação, libertação do mal, conselhos ou apenas para satisfazer a curiosidade; e a todos atendia de forma bondosa e gratuita. Contudo, mesmo com toda essa audiência, rodeado por tanta gente, Jesus morreu sozinho e abandonado até pelos discípulos – por que?  porque a grande maioria era de meros interesseiros; queriam apenas as bençãos e não o Doador da benção. Recebiam o pão e a cura que os interessava e sumiam.  Jesus chegou a dizer que de 10 leprosos que Ele curou de uma só vez, somente 01 voltou para agradecê-Lo. Num dado momento, Ele mesmo chegou a reclamar de tanta desfeita, desafiando os próprios discípulos a se retirarem – “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:67-68).
Amigo, pare um pouco e reflita: por que você vai a igreja? Por que entrega os dízimos e ofertas? Por que faz o culto doméstico? É fato que esses detalhes são de importância vital na vida cristã, mas é possível que tudo isso seja feito apenas por interesse de algum benefício pessoal ou por manter a reputação através de uma  aparência de religiosidade; especialmente se estando fora de casa ou da igreja se esquece de Deus. Alguns são muito fiéis no dízimo, mas o encaram apenas como amuleto de prosperidade, aliás é bem comum grupos religiosos terem a teologia da prosperidade como principal doutrina e ênfase de pregação. É lamentável que há aqueles que usam a igreja como mecanismo de status e poder pelos cargos que detém ou apenas como um velado clube de entretenimento, onde se evidencia o exibicionismo de talentos naturais. Se a real motivação não for ADORAR a Deus e celebrar a SALVAÇÃO, repense seus motivos e valores. Deus quer abençoar o seu trabalho e o seu lar com prosperidade, mas Seu maior interesse está na sua salvação pessoal.  A palavra de Deus afirma: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).  Jesus fez muitos milagres quando esteve entre nós, mas o objetivo central pelo qual deixou as cortes celestes foi o de salvar a humanidade – tenha  isso sempre em mente. Receber a benção de um milagre e a prosperidade tão almejada são coisas bem especiais, mas que o meu foco esteja integralmente nas coisas de valores eternos.

Por: Rubens Silva

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