OS PERIGOS DA SOLIDÃO

Crazy-pics-of-old-people9Criado como ser social, o homem não foi feito para viver sozinho. Se o próprio Deus afirmou: “não é bom que o homem esteja só…”(Gên. 2:18) – significa que não é bom viver sozinho nem tendo Deus na vida – já pensou! Existem aqueles que fazem voto de castidade ou os que fazem do celibato uma opção, porém ninguém faz da solidão uma opção de vida. Alguém pode até ficar revoltado com a injustiça social ou fofocas de amigos e recolher-se por algum tempo, mas todos necessitam de alguma companhia, quer seja de um amigo, consorte ou ambos. Com muitos ou poucos, todos necessitam dessa relação. Mas existem algumas circunstâncias na vida onde amigos e companheiros se vão, principalmente aquelas que envolvem perdas, especialmente a financeira. E então surge a solidão, que vem de forma cruel, alcançando todas as camadas da sociedade, podendo trazer consigo sérias consequências. Aprender a conviver com a solidão pode até resultar em ajustes na personalidade, mas pode também ser muito perigosa pelo alto nível de vulnerabilidade. Além de casos de desnutrição, é nela que se desenvolvem vícios e outros prazeres que acabam mantendo a pessoa num cativeiro difícil de sair dele. Isso ocorre devido ao desespero por preencher um vazio, que começa por fora e depois vem para dentro da alma; então buscam-se subterfúgios sob alguma forma de prazer como fuga, compensação ou substituição da companhia ou problema, com o objetivo de atenuar o sofrimento causado pela solidão. O ser humano, mesmo dos mais passivos, sempre toma alguma atitude para compensar e amenizar o sofrimento da alma. Então, quando alguém estiver lutando dentro de algum cativeiro, jamais o censure. Não pense que vícios ou outra dificuldade causada pela solidão seja uma possessão demoníaca; se assim fosse, o julgamento a fofoca e o orgulho também o seriam. Não faça perguntas inconvenientes tampouco dê conselhos óbvios e simplórios a um ser solitário. Apenas ofereça o ouvido e o ombro amigo. Ore em secreto pelo sofredor e lute para que você mesmo mantenha-se em pé nos momentos de solidão. Todos passam por dificuldades na vida; e nesses momentos geralmente acontece o abandono dos amigos e até de familiares; então vem a decepção, o recolhimento e a solidão. Muitos buscam no álcool, nas drogas, no sexo ilícito, no comer compulsivo, no fumo, etc… recursos para preencher o vazio causado pela solidão; são manias prazerosas? Sim, do contrário ninguém as desenvolveriam, porém são formas de autodestruição, que caso não sejam resolvidas a tempo, podem tornar-se crônicas e com resultados irreversíveis. As causas que podem levar a solidão podem ser: desemprego, divórcio e afins, perda material, fofoca, doença contagiosa, culpa, entre outras. São ocorrências que abalam a estrutura emocional e levam a pessoa ao descrédito, baixa estima e consequentemente ao afastamento social. Existem também outras causas da solidão como a viuvez, filho único, cadeirantes, navegantes, solteiros maduros, andarilhos, idosos em asilos, etc… Logo, jamais cometa o equívoco de pensar que todo solitário está dentro de algum círculo vicioso ou que todo cativeiro acontece unicamente porque a pessoa afastou-se de Deus. Nunca diga que a solidão seja um problema unicamente espiritual. Algo deve ser resolvido na raiz para que o problema receba a solução. Em época de festas de fim de ano é que muitos destes seres sofrem a ausência de companhias. Foi bem numa época de festas que Jesus passou por uma terrível solidão que culminou com Sua morte. Naquele momento todos O abandonaram… Ele sentiu até o abandono do próprio Pai. Mas finalmente saiu vitorioso! E hoje está a destra do Pai e também do nosso lado. Sim, Ele sabe muito bem o que significa estar só. Já sabendo da possível solidão humana, Ele mesmo recebeu o nome Emanuel, Deus conosco, que veio para nos curar deste terrível mal. Ainda hoje Ele coloca a Sua companhia à minha e à sua disposição. Ele diz: “não te deixarei, nem te desampararei.” Heb. 13:15 – “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.” Mar. 28:20

Por: Rubens Silva

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