Mãe


Mãe, morada primeira do ser que se candidata à vida,
tabernáculo de admissão ao mundo,
onde a alma ganha corpo e este a liberdade: laboratório de Deus.
Mãe, braços quentes, colo farto, serenidade e amor,
elo que liga a corrente da união que gera força,
criatura frágil que traduz o mistério da vida no ventre e
se deixa fortalecer na grandeza da maternidade.
Mãe, missionária aventureira das poeiras do passaporte da vida,
calor que faz pulsar corações,
nas oficinas mecânicas de suas entranhas:
doce milagre de oferecer o conforto da possibilidade de existir.
Mãe, altar edificado no desencontro,
especialista da seção de achados e perdidos,
estandarte branco da paz pendurado na janela do perdão,
companheira anônima na estrada sem retorno do amanhã.
Mãe, você plantou esta flor que hoje lhe oferecemos, no seu Dia,
tivemos a alegria de trazê-la,
é homenagem com o cheiro das manhãs radiosas que você regou de lágrimas, orando por nós.
Deus ouviu. Ele escuta as mães que oram com fé.
A resposta está aqui, porque viver é uma graça, é um milagre.
Estamos vivos e com saúde para abraçá-la.

Ivone Boechat

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