Missões na família

Quando a humanidade se debruça para rever “a obra de suas mãos”,  vê assustada, o resultado desastroso da história que escreve: o mundo está mergulhado na violência.

O Brasil carrega nas costas o saco de lixo social que foi acumulando nos cestos de gabinetes frios de seus mandatários, desde a descoberta. São promessas de melhor distribuição de renda e o rascunho do discurso eleitoreiro que se especializou para arrancar os votos sofridos da população aniquilada. O cidadão morre, porque os projetos oficiais indicam a solução para o próximo milênio e quase ninguém agüenta mais esperar.

A tarefa de “anunciar o Evangelho a toda criatura” tem se esbarrado na falta de recursos. Os cidadãos sensíveis às Missões Nacionais são muito poucos, todavia, o  esforço concentrado na obra já alcançou a regiões distantes. Como obedecer ao Ide de Jesus? Como proclamar o Evangelho, se os obreiros são tão poucos numa seara tão grande ?

O campo missionário mais importante é aquele que está no Lar, na Família.. Por incrível que pareça precisa-se de missionários para milhões e milhões de lares. Quantos se perdem dentro de casa? Por que não fazer uma campanha de resgate dos excluídos que perambulam “anônimos” na família? Ou seja, um mutirão familiar em prol daqueles que agora estão desorientados, sem encontrar o Caminho?

Pais, usem a mídia para evangelizar seus filho. Poste diariamente um pequeno texto bíblico. Conte uma linda história da Bíblia. Esta geração não suporta nada muito longo, demorado, enfadonho. Tudo tem que ser muito rápido. Chega de tanta foto de churrasco e festa nos WhatSapp. Seu filho quer algo mais precioso. Ele quer ouvir uma palavra de você. Cadê os avós  missionários?

Hoje, quando os meninos de rua, fabricados ao sabor da irresponsabilidade, atropelam os olhos e o coração de toda a sociedade e os presídios superlotados agridem o mais elementar princípio do direito humano, o apelo de Missões na Família ecoa, a partir do mundo que se avista, a começar daqui. Ficou cada vez mais perto o limite para o início do trabalho missionário.

Sem desprezar jamais o avanço da obra e nunca se deter na ampliação do campo missionário no Lar, o guerreiro de Cristo define-se como aquele que abraça e adota a Pátria como filho amado.  Foi Jesus quem determinou: IDE ! Ou você vai ou paga alguém pra ir.

Como a voz do que clama no deserto, o apelo chega aos ouvidos sensíveis, reclamando por socorro espiritual para o descanso de suas almas e resposta aos anseios. É preciso ir e ficar. Ir, levando a chama olímpica do bom soldado que não se nega de partir aos campos de batalha. Ficar, orando e sustentando na base a saúde espiritual da família. Quem vai ou fica é guerreiro de Cristo, veste a farda celestial do “bom combate”.

Ivone Boechat

 

 

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