O NATAL SE FOI… E AGORA?

Ele vemJesus cresceu, cumpriu Sua missão e voltou para o Seu lugar de origem, as cortes celestiais. Só que Ele foi incompleto. Sem você, a vida no céu não teria a menor graça. Ele quer você junto Dele, afinal, foi por amor a você que Ele fez todo esse sacrifício. Então Ele vai voltar para te buscar, porque agora Ele quer curtir você, o grande trofeu de Sua vitória; Ele quer ter você com Ele para juntos viverem pela eternidade. Isso não é fantasia, porque Ele prometeu voltar(leia João 14:1-3). Tão certo como foi o Seu nascimento será a Sua volta. Leia o capítulo 24 do evangelho de Mateus; ali estão os sinais da volta de Cristo que Ele mesmo deixou para que pudéssemos saber a proximidade do Seu retorno. Você irá pasmar ao ver que todos os sinais ali descritos estão tendo o seu cumprimento com incrível exatidão. Dizia o Pr. Enoque de Oliveira: “Posso ouvir os passos de um Deus que se aproxima”. Sim, porque estamos bem no final da história deste mundo. Amigo, Deus não está de brincadeira com o ser humano. Está diante de você a escolha mais importante de sua vida. Móveis, imóveis, automóveis, genialidade, beleza, fama, tudo passa. A vida é frágil. Viver sem Deus é medíocre e não faz sentido. Sugiro a você que faça uma opção por Ele, colocando-O no topo de suas prioridades. Aceite-O no comando de sua existência. Até que um dia iremos nos despedir deste imundo lugar para vivermos num lugar onde não haverá mais injustiças, morte, dor, guerras, tristeza, choro, sofrimento; ali teremos felicidade plena, onde estaremos para sempre com o nosso Criador e Salvador.

FELIZ ANO NOVO!

Por: Rubens Silva

O BERÇO DE NOSSA SUPREMA ESPERANÇA

natal..Você já deve ter percebido que o nível de alegria ou contentamento vai diminuindo com a idade. E faz sentido, porque é quando o homem vai gradativamente perdendo a juventude, a energia e fragilizando a saúde, sendo lentamente direcionado para o seu ocaso. Mas para quem de fato acredita na volta de Jesus, o contentamento não deveria ser progressivo com a idade, sabendo que finalmente estaríamos chegando ao nosso lar definitivo? O medo da morte não seria uma desconfiança da suprema promessa messiânica de vida eterna? O que tememos de fato, é a aproximação da morte ou as mazelas da velhice? Ou porque estamos despreparados para ambas as coisas? A resposta a estas perguntas irá determinar se de fato temos convicção na fé que um dia abraçamos. É claro que o medo da morte é natural porque temos um imenso senso de nossa origem divina estampada no coração, visto que originalmente o homem não foi desenhado para morrer.  A verdade é que a cruz de Cristo não trouxe apenas uma razoável esperança de dias melhores, mas trouxe junto a certeza da salvação. Entenda que a cruz de Cristo não é folclore, muito menos fantasia. A própria história secular confirma que de fato existiu um Cristo histórico. O motivo pelo qual existiu a cruz do calvário não foi em vão. Neste mundo de sofrimento e corrupção, a cruz de Cristo é a única saída que oferece a solução para uma sociedade marcada pela perversão e sofrimento. Mas Ele não permaneceu na cruz! Ele Ressuscitou e prometeu voltar para resolver definitivamente o problema do pecado. A volta de Jesus não será algo abstrato e sim a concretização de um sonho baseado numa esperança concreta, que breve se tornará numa realidade visível e palpável. Amigo, nada disso seria possível e estaríamos todos perdidos, se um dia Jesus Cristo recusasse deixar as cortes celestes para baixar até nós como o Infante de Belém. Ele dividiu a história secular para  unir a humanidade com a eternidade. Como não amá-Lo! Certamente que neste natal você irá presentear amigos e familiares; mas não deixe o seu Salvador de lado; afinal, Ele é o grande motivo do natal, da nossa alegria e esperança de dias melhores. Como muitos dão dicas do presente que desejam receber, Ele também deixou uma dica: “Filho meu, dá-me o teu coração” Prov. 23:26.

FELIZ NATAL!

Por: Rubens Silva

EU ESTOU AO SEU LADO

079b6c2f04ea9890fd5c5561eb4664a1Deus não corre riscos. Ele nunca errou e jamais erra. O motivo de Deus não errar, não se dá pelo fato de Ele ter a capacidade de ver o fim desde o princípio, mas porque Nele habita toda a plenitude da perfeição – Ele é Deus e único neste vasto e infinito universo. Tudo o que Ele faz é perfeito e para o bem de Suas criaturas e criação. Então, por que não confiar a minha vida nas mãos Dele?
Vivemos num mundo outrora condenado, mas com um brilhante destino, a saber, a sua purificação e eternidade àqueles que foram feitos à imagem de Deus. Mas enquanto esse dia não chega, vivemos sob diários riscos, tentações, perigos e aflições, onde o príncipe das trevas luta ardentemente pela supremacia de nossa existência. Estamos em tempos difíceis, onde a linha entre a verdade e o erro tem se mostrado tênue; onde misturas ideológicas tem buscado confundir a mente, mesmo dos mais piedosos filhos de Deus. A sociedade tem se distanciado de Deus a tal ponto de tornar-se Sua ferrenha inimiga. Mais do que nunca, vemos diante de nossos olhos o inimigo deturpando a beleza da criação natural e original de Deus, mesmo naquele que foi criado à Sua imagem e semelhança. Não bastando tal fato, o inimigo tem sido criativo e feito esforços inimagináveis em suas contrafações para impedir que saibamos qual seja a vontade de Deus para nossa vida. Ele tem tentado abortar os Seus propósitos na vida de cada filho de Deus. É preciso apegar-Se ao nosso Pai, o Eterno, Todo Poderoso, o Único guia seguro que pode nos defender e mostrar o caminho certo. O caminho para o céu é estreito, pedregoso e traiçoeiro, mas que compensa caminhar nele porque não é um caminho sem saída; e chegar ao seu fim fará valer a pena ter passado por todos os percalços, obstáculos e sofrimentos do seu longo percurso. Como ainda vivemos neste mundo de pecado, estamos sujeitos ao erro e o cometemos a cada dia. Mas o sangue de Jesus Cristo nos torna favoráveis a Deus quando vamos a Ele em busca do perdão. Sim, podemos até perder algumas batalhas, mas temos a certeza de que a guerra já foi ganha na cruz do calvário. Não há o que temer quando temos Deus ao nosso lado. Ele nos orienta, nos capacita, nos conforta e nos dá forças para nos manter no Caminho. Ainda que seja difícil, a presença de Deus suaviza o nosso caminhar. Jamais desistamos, porque é Ele mesmo Quem disse: “Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”(Mat. 24:13) Como é confortador saber que não estamos sozinhos… caminhamos de mãos dadas com o nosso Pai. Ele prometeu: “Não te deixarei, nem te desampararei”.(Heb. 13:5)


Por: Rubens Silva

O ASPECTO LEGAL DO PECADO

evil justiceDe acordo com o texto sagrado, pecado é a transgressão da lei (I João 3:4). Outra versão do texto usa a palavra “iniquidade”. O conceito de iniquidade é tornar normal o que é pecado, não sentir culpa pelo pecado cometido, de tanto uma pessoa cometer o mesmo pecado ou coisa errada, não se arrepender,  pois já acha o que fez absolutamente normal. A versão americana NLT é bem explicativa: “Todo aquele que peca está  quebrando a lei de Deus,  porque todo pecado é contrário à lei de Deus.

Uma transgressão é configurada a partir da ciência da lei pelo indivíduo, baseada na fidelidade de sua interpretação pessoal em consonância com a incorporação de valores pessoais, ou seja, o indivíduo somente será responsável pelo conhecimento adquirido. De certa forma, o homem já nasce com um código de ética embutido no coração; ou seja, está nele uma natural intuição do que é certo ou errado, sem a necessidade de um prévio conhecimento da lei. Por ex. não é necessário conhecer a letra da lei para saber que matar ou roubar é errado. A transgressão da letra da lei ordena a condenação, porém o que legitima a condenação é a culpa do transgressor. Pecado não é a transgressão da letra da lei e sim a sua transgressão voluntária;  porque é possível transgredir a lei sem ter  culpa – e sem culpa, não há punição. Transgressão sem culpa não é pecado. O erro é um resultado do pecado universal, mas errar nem sempre é pecado. Todo pecado é um erro, mas nem todo erro é pecado. Tropeçar numa quina é um erro, mas não é um pecado. Errar um cálculo também não é um pecado. O erro pode gerar um pecado, dependendo da reação do sujeito, por ex. você pode errar o cálculo ao tentar pular uma poça d’água e cair no meio dela – o que falar em seguida pode gerar um pecado. Acidentes não causados por negligência, são erros que não devem ser punidos, pela ausência da culpa. Neste caso, é possível matar alguém sem cometer o pecado do assassinato. É inegável que a vítima de estupro teve uma relação sexual ilícita; pela letra da lei deveria ser punida porque o ato foi consumado, mas a ausência da culpa leva a vítima a absolvição, uma vez que não ficou configurado o pecado do adultério voluntário. Você pode tirar um produto do mercado sem pagar por ele, sem ganhá-lo e ainda não cometer o pecado do furto; basta o funcionário Caixa olvidar o seu registro. É possível trabalhar no sábado sem transgredi-lo – basta ajudar alguém em situação de emergência. Também é possível mentir sem pecar – basta dar uma informação equivocada com sincera convicção – porque tudo o que não é a exata expressão da verdade passa a ser o seu oposto. Não existe uma verdade parcial. Uma omissão consciente equivale a uma transgressão absoluta. Você pode desobedecer a seus pais sem transgredir o quinto mandamento – basta recusar um pedido de comprar cigarro ou droga na esquina. Enganar-se também é um erro que não implica em pecado, desde que não seja causado pela omissão do conhecimento. Uma transgressão causada pela desatualização do conhecimento, pelo medo da posterior responsabilidade é considerada pecado. Racionalizar uma transgressão não é o mesmo que justificá-la, e pode induzir à ratificação da culpa.

Portanto, jamais o individuo deve apegar-se somente à letra da lei. Essa foi a intensa luta de Jesus Cristo com os doutores da lei e fariseus do Seu tempo. Ele, o próprio Legislador,  veio dar a devida interpretação ao real sentido da lei; porque a aplicação da lei não está encerrada num pacote fechado e acabado de procedimentos comportamentais fixos. Para estabelecer a justiça na apuração da culpa, é preciso que a interpretação da lei esteja baseada numa análise criteriosa dos fatos que circundam uma transgressão, confrontados com o conhecimento do transgressor. O radicalismo e fundamentalismo exacerbado levam à intolerância religiosa pela lei distorcida, a grande responsável por  massacres ao longo dos séculos. Porém, antes de julgar qualquer caso, esteja ciente de que somente Deus, o Criador, tem o poder de fazer a leitura necessária para a apuração de uma verdade. O homem não tem a capacidade de fazer tal leitura, então utiliza-se da tecnologia e de toda uma parafernália  de recursos forensicos de  investigação criminal para se chegar a uma verdade, às vezes equivocada. Não é em vão que a justiça humana é chamada de “trapos de imundícia”. Submetamos nossa vida ao grande Deus, o Criador do universo e  juiz de toda terra. É Ele mesmo que graciosamente diz a você e a mim hoje: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”. Isa. 43:25

Por: Rubens Silva

DÊ O SEU MELHOR…

melhor1Eu teria um imenso prazer em convidar Jesus Cristo para entrar na minha casa e jantar comigo; mas teria muita vergonha de convidar o Dr. Puccinelli. E então fico pensando… Jesus Cristo é uma pessoa concreta ou abstrata na minha vida? Interessante que para agradar o Dr. Puccinelli, chego sempre cedo no trabalho, faço cursos de especialização, me esforço sempre fazendo o meu melhor, ficando até horas após o expediente – quem sabe eu consiga aquela tão almejada promoção! Mas quando o “chefe” é Jesus Cristo, não me importo de chegar atrasado ou até mesmo faltar no “trabalho”, de fazer coisas de última hora e de qualquer jeito. Então, devo repensar meus motivos, a ver se de fato acredito em Deus ou se essa coisa de religião é apenas uma forma de entretenimento onde tenho 0 privilégio de viver numa comunidade “legal” e ter a chance de matar minha velada sede de exibicionismo. Brincar de religião pode não me fazer perder o emprego mas pode me fazer perder a salvação – e que “promoção” perdida! Quem sabe eu vá a igreja por desencargo de consciência ou pela herança recebida dos pais. De qualquer forma, ir à igreja tem sua utilidade, mesmo porquê,  tem também um imenso valor terapêutico – ainda que não for com o objetivo de adorar a Deus e ouvir a Sua palavra. Pode até ser que, em alguma dessas reuniões, eu me renda a Ele por algum apelo do Espírito Santo diretamente ao meu coração, através de alguma mensagem que acabou me “incomodando”. Mas o meu recado de hoje não é para esses meros expectantes e sim especificamente àqueles que fazem o trabalho do Senhor exercendo papeis de liderança nos seus diversos departamentos. É sabido de todos que igreja não salva ninguém, porém não deixa de ser uma “agência” de salvação. Portanto, é grande a responsabilidade daqueles que nela atuam, entendendo que estão sendo obreiros do próprio Deus e não de homens. Na construção da arca e do tabernáculo do deserto, Noé e Moisés receberam orientações detalhadas sobre os procedimentos de construção. Os trabalhadores foram escolhidos a dedo e tudo foi feito criteriosamente conforme  a orientação dada por Deus. Nada do que foi feito se fêz “mais ou menos”. Tudo foi cuidadosamente checado para que o lider certificasse que estava exatamente dentro dos  detalhes da planta de Deus. A mesma coisa acontecia com relação às cerimônias e liturgias. Porque Deus é um Deus de ordem e reverência. Ele não exige 101%, mas não aceita 99%. E o 100%  que Ele pede é proporcional ao melhor que você e sua igreja têem a oferecer. Isso está diretamente ligado à maximização dos juros dos talentos que Deus nos confiou e cobrará no dia final de acerto de contas. Está também diretamente ligado à eficácia do trabalho de evangelismo da igreja.  Amigo, Deus não aceita nada “mais ou menos”. Ele não aceita uma adoração “mais ou menos”; não aceita ser um cristão “mais ou menos”; não aceita ser “mais ou menos” obediente; “mais ou menos” fiel; “mais ou menos” verdadeiro. Porque Ele não nos salvou “mais ou menos” e nem é “mais ou menos” Deus. Não se esforce para ser o melhor, mas faça sempre o seu melhor, porque Deus deu a você o melhor – Jesus Cristo.

Por: Rubens Silva

PEQUEI… de novo!

pequei de novoVivemos num mundo complicado, rodeados por nuvens de tentações de todos os tipos, onde precisamos estar em guarda permanente das entradas de nossa alma. Mas precisamos reconhecer que, mesmo sendo cristãos, às vezes caímos, ficamos desanimados, decepcionados e até deprimidos pelos erros que cometemos. O pecado nos separa de Deus, e o inimigo se aproveita de nossas fraquezas e quedas para nos manter no solo. Mas não precisamos ficar no chão!  Jesus Cristo sempre toma a iniciativa e estende Sua mão em nossa direção,  nos oferecendo o Seu gracioso perdão. As duas naturezas que recebemos ao nascer continuará em luta ferrenha pela supremacia, vencendo aquela que for mais alimentada; e assim será até a volta do Senhor, quando Sua igreja passará da categoria de militante para a de triunfante, e nós receberemos uma eterna natureza glorificada. Portanto, não devemos focalizar a atenção em nossos erros e fracassos. Em vez disso, devemos olhar para a cruz de Cristo e nunca desanimar da fé,  porque foi Ele mesmo Quem prometeu: “…e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37. Podemos perder algumas batalhas, mas temos a certeza de que a guerra já foi ganha na cruz do calvário! Em nome de Jesus podemos ser mais do que vencedores e nunca desistir,  porque “aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.” Mateus 24:13.  Amigo, jamais permita que suas fraquezas te afastem dos caminhos de Deus.
Fazendo um balanço no final do dia, comecei a enumerar todas as minhas ações. Fiz coisas boas como orar, escrever, ler a Bíblia, dei uma esmola na cidade, ajudei meu vizinho da frente, fiz caminhada, mas a lista logo chegou ao fim. Então vieram as coisas más, como xingar escondido, pensamentos ruins, *#$%!@, falar mal de alguém, kyrbgyrpxm, comi demais, 6HÜ&*Ln, senti inveja, utmw#&)@, raiva no trânsito, ft&$m¨8b,… – desisti de contar. Sentado ali no sofá da sala, vi minha sombra projetada na parede e confesso que fiquei com vergonha da sombra. Fiquei bem chateado comigo mesmo; pensei em orar mas não tive coragem – que vergonha! Eu estava sozinho em casa. Levantei-me dali pedindo desculpas em voz alta e fui para a cama. Me virava de um lado para outro, por horas, incomodado com aquela lista indesejável – simplesmente não conseguia dormir com aquele constante peso pela culpa que me torturava a mente. De repente, ouvi uma voz suave, como se fosse meu anjo falando comigo – e um diálogo se seguiu:
ANJO: eu vi tudo o que você fez, mas durma tranquilo… sua oração foi atendida;
RUBENS: mas eu nem orei!;
ANJO: quando você fazia a lista das coisas boas, eu fiquei preocupado porque percebi certo orgulho da sua parte, mas quando
você começou a enumerar seus erros, pude ver no seu semblante e no coração, o seu pesar, a sua tristeza… vi que você
estava realmente arrependido;
RUBENS: mas eu estava com tanta vergonha de Deus que não tive coragem nem de orar;
ANJO: eu lia o seu coração naquele momento. Sentei do seu lado e te abracei ao ver a sua intensa luta – por isso estou
aqui, vim te acalmar…;
RUBENS: eu não deveria ter feito aquilo… vou pedir perdão agora mesmo!;
ANJO: Meu filho, quando você se levantou do sofá, eu ouvi aquele seu brado e te perdoei naquele momento! Durma tranquilo…
já apaguei a sua lista, sou Jesus Cristo.
RUBENS: Obrigado Senhzzzzz…

Por: Rubens Silva

VITÓRIA DA FRAQUEZA

vitoriaVivemos numa sociedade perversa, mas que rotula maus cidadãos. Esse fenômeno está dentro de uma normalidade previsível, porque mesmo uma sociedade inimiga de Deus necessita de um código moral e de conduta para manter o bom andamento das comunidades. Na igreja  não é diferente. São necessárias normas e regras para manter o bem estar dos fiéis, que devem ser baseadas na única regra de fé, a palavra de Deus. Bom seria se a sociedade secular adotasse o código moral do decálogo; assim teríamos menos hospitais, prisões e empregos para os aplicadores da lei. O problema surge quando a igreja começa a absorver a proposta secular de justiça. É lamentável que em alguns casos, no exercício da aplicação disciplinar, a balança da justiça pende para o lado legalista onde a compaixão, a misericórdia e a restauração são deixadas de lado, em nome do “zelo”. Há casos em que o crente pecador é rotulado e tirado de circulação e o inimigo sai vitorioso. Dessa forma, muitos abandonam a fé, sentindo a maldição de um Deus que supostamente seria ilimitado em perdoar, sendo-o de fato. Deixam de ir à igreja porque mantém algum vício, algum pecado ou mesmo não possuem roupas adequadas – tudo por vergonha, medo da rejeição, críticas ou mesmo receio de serem marginalizadas. É claro que é preciso admoestar e aplicar a disciplina, afinal, vivemos numa coletividade; mas até para isso, Jesus já deixou toda a orientação por escrito para evitar qualquer confusão ou caprichos pessoais, sendo a regra para tal, o amor e a restauração. Jesus Cristo disse: “Os sãos não necessitam de médico, e sim os doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” Marcos 2:17  Se a igreja é um hospital, por que os bem “doentes” devem ficar fora dela, principalmente aqueles que estão em “estado terminal”? O evangelho de Cristo não se contradiz e tem o objetivo de receber e salvar o pecador. “O que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37  é o próprio Jesus Cristo afirmando. Todos erram, mas alguns erram mais não é? E para esses que erram muito, dou o meu recado de hoje.
Deus tinha um grande projeto para José, mas ele era um ser arrogante. Como resultado, sofreu humilhação e a dura vingança dos irmãos. Finalmente aprendeu a lição e ficou apto para assumir o governo egípcio e trazer a família de Israel para o Egito.
Deus tinha um grande projeto para Moisés, mas ele era um ser violento, chegando mesmo a cometer um assassinato. Sofreu um castigo de 40 anos no deserto, até que ficou manso e apto para assumir a solene missão de tirar o povo de Israel do Egito.
Paulo  executava pessoas friamente, mas caiu do cavalo e foi humilhado até aprender a lição da misericórdia e humildade. Finalmente foi escolhido como o grande apóstolo aos gentios.
Pedro era violento e genioso. Traiu o Mestre e chorou amargamente. Mas com apenas um penetrante olhar de Jesus, teve sua vida transformada. Finalmente estava apto para ser o apóstolo aos Judeus e líder da igreja primitiva.
O rei Davi era mulherengo e sanguinário; sofreu muito, mas arrependeu-se até o pó. Foi o grande rei de Israel e considerado o homem segundo o coração de Deus.
Amigo, se você tem muitos defeitos ou aquele defeito enorme e por ele sofre alguma consequência, não desanime. Aceite humildemente a repreensão de Deus; pode ser que através dela é que Deus esteja preparando-o para um grande projeto que somente você poderá realizar. Quando somos humildes diante de Deus e buscamos o Seu perdão, não há defeito que nos desqualifique para cumprirmos Seus projetos.

Por: Rubens Silva

NO FUNDO DO POÇO

depressionAlguém me disse: às vezes me sinto no fundo do poço – e a conversa tomou esse rumo… Mas o que será realmente esse fundo do poço? É justo que alguém saudável, com comida e um teto para morar sinta-se no fundo do poço? Então, o que é poço? o que significa estar no fundo dele? A postura diante de um mesmo problema pode variar dependendo da estrutura emocional ou o temperamento do sujeito que o carrega; o que é poço para um pode ser poça para outro. Na verdade, estar no fundo do poço é quando se perde o chão e permanece num profundo sentimento de fragilidade, tendo a estrutura emocional abalada por erros repetidos ou pelas vicissitudes da vida que pegam de surpresa; por ex. perda patrimonial, vícios, doença, divórcio, prisão, etc… É quando se perde o respeito e  também a dignidade; quando os amigos fogem, familiares desprezam e sente-se até o abandono de Deus. Essas perdas progressivas comprometem a autoestima e põe o indivíduo diante de um muro intransponível de descrença e ausência de solução. Como sair dessa situação é algo que envolve muita paciência e perspicácia. O  melhor a fazer com alguém que está no fundo do poço é o silêncio amigo e compreensivo ou uma ponderação razoável de quem passou por problema similar. Fuja dos argumentos simplórios e da impulsiva inconveniência. Mesmo ao falar sobre Deus é preciso usar de prudência e aguardar em silêncio pelo momento oportuno de receptividade. É preciso entender que existe uma força superior que sustenta o ser, mesmo nos momentos que este se encontra no fundo do poço. É sóbrio compreender que Deus não é apenas tema de religião entre adoradores saudáveis. Ele é uma realidade sustentável e concreta. Deus não é o responsável pelas misérias da vida, mas respeita as escolhas individuais.  Ainda assim, Deus jamais nos deixa a mercê das circunstâncias, nos abandonando na hora que mais precisamos Dele, mesmo culpados. É preciso admitir nossas fragilidades e não abandonar a Deus só porque nos encontramos vulneráveis. Minhas fraquezas não significam necessariamente que eu não ame a Deus, assim como um conflito no casamento também não significa necessariamente a ausência de amor. Essa atitude humilde e sincera diante de Deus me manterá mais próximo dEle. Não se incomode com aqueles que, sem conhecer suas lutas, se dão ao trabalho de julgar, acusar e condenar com o único objetivo de destruir em nome de um zelo equivocado; alguns o fazem apenas por cruel entretenimento. Assim é a vida. Desanimar e não aceitar os problemas da vida significa negar a própria humanidade. O Mestre do perdão disse: “No mundo tereis aflições, tende bom ânimo…”(João 16:33). 

Amigo, você está no fundo do poço não é? Pois foi do fundo do poço que José do Egito renasceu para o brilho e mudou a história de Israel. Foi do fundo de uma cova cheia de leões famintos que Daniel viu o seu anjo, e dali saiu para ser o grande porta-voz  de Deus. Interessante que Deus não impediu que esses homens passassem por essas horríveis experiências, mas foi exatamente lá do fundo que Ele manifestou-Se a eles. Saiba que mesmo se você for o culpado pela sua situação atual, algo maravilhoso poderá acontecer para tirá-lo de onde você se encontra neste exato momento, porque “Ele veio salvar o que se havia perdido”(Mat. 18:11). Ele mesmo disse: “Aquele que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.”(João 6:37) Pense nisso…

Por: Rubens Silva

CANDIDATO AO INFERNO

dinheiro2LUCAS 18:22(primeira parte)”Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: uma coisa ainda te falta…”

Aqui está um rapaz com o perfil que toda moça bem intencionada sonharia em ter como  marido: Boa aparência, inteligente, rico, honesto, da igreja, talentoso e conhecido na comunidade pela boa reputação que possui. Mas, apesar dessas qualidades, ele foi reprovado por Jesus e classificado como candidato ao inferno. E sabe por quê? Porque  faltava-lhe apenas uma coisa. Fazia tudo certinho, mas faltava um só detalhe e por isso foi desclassificado. Quanto prejuízo causado pelo desprezo de um aparente simples detalhe, mas que custou-lhe a salvação. Conhecendo o íntimo daquele moço, Jesus foi direto ao ponto de sua fraqueza – o seu bolso. Embora fosse um jovem correto, era insensível às necessidades dos outros. Pensava apenas em si próprio, no seu conforto e em seu bem estar. No fundo,  aquele moço transgredia toda a lei, porque uma vez que o resumo da lei é o amor, ele não amava ao próximo; e como amaria a Deus, se não amava ao próximo! Na verdade, Jesus estava  levando aquele jovem a entender o que realmente ocupava o primeiro lugar na vida dele. Ele não estava disposto a exercer qualquer desprendimento.  É claro que não seremos salvos somente pelas boas obras que praticamos, mas seremos cobrados por aquilo que deixamos de fazer, podendo fazer; porque a omissão é pecado. E não adianta tentar escapar do dever de servir apenas orando pelo necessitado;  porque a oração não substitui a ação. Não adianta ser PhD em Teologia,  um eloquente orador,  assíduo frequentador das reuniões da igreja ou acumular nela cargos, e no entanto ser insensível às necessidades dos outros – seja quem for,  amigo ou não, conhecido ou não. O perfil de quem entrará no reino de Deus encontra-se exatamente em Mateus 25, ou seja, aquele que vive a prática do evangelho. É impossível viver a prática do evangelho sem desprender-se, quer seja através de dinheiro, tempo e talentos; e quando se mexe no bolso, há crente que sai  em fuga na velocidade da luz! Jesus nunca disse que o dinheiro é a raiz de todos os males, mas afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. E o jovem rico transferiu todo o amor que deveria ter por Deus e pelo próximo para os seus bens materiais, status e poder. E Jesus arrematou afirmando que “ dificilmente um rico entrará no reino de Deus”(Mat. 19:23). Que declaração pesada, mas feita pelo próprio Criador. Significa que tudo o que coloco acima de Deus é idolatria – e o dinheiro pode se transformar no ídolo na minha vida.  Isso me leva a concluir que quando luto para ganhar dinheiro, além das minhas necessidades, estou lançando a minha candidatura ao inferno. Agora vai um alerta; porque  posso também idolatrar tanto o dinheiro como a falta dele. É possível que alguém gaste energia em exibir uma falsa piedade através da sua pobreza material. É possível que alguém ame mais a sua única bicicleta incrementada do que a Deus. Existem também pessoas que são tão pobres que a única coisa que possuem é dinheiro. Você e eu estamos envolvidos em um conflito cósmico entre o bem e o mal, onde o inimigo busca ardentemente a supremacia de nossa existência. E nessa luta ele apresenta seus ardis em suas diferentes faces. Sendo conhecedor de nossas fragilidades, ele personaliza suas investidas de acordo com a vulnerabilidade de cada um. Assim busca ele derrubar o cristão apresentando em forma de disfarces, articulações e manobras mentais subestimando o efeito do pecado. Dessa forma ele desvia a atenção das coisas pequeninas. A isso chamamos detalhes.

Acabamos de ver a importância da caridade, mas se a motivação para exercê-la não for um amor legítimo, ela não subirá como um cheiro suave ao trono do Eterno. Deus não Se compra nem Se deixa manipular através da falsa caridade,  reputação, posição social ou herança religiosa. Jesus chamou a isso, hipocrisia. Deus a tudo vê e conhece as verdadeiras intenções do coração. Todos nós precisamos correr atrás do sustento, mas que essa correria não se transforme numa pedra de tropeço que possa comprometer a nossa entrada  no reino de Deus. Alguém disse que “quem não vive para servir não serve para viver”.  Jesus Cristo dedicou Sua vida servindo, e no fim do Seu ministério, cingiu-Se com  uma toalha e começou a lavar os imundos pés dos discípulos. Era a divindade baixando até nós para nos ensinar a grande lição de um serviço desinteressado em prol de outrem. Deus deixou seus tesouros para usarmos com sabedoria, não somente em função de nossas necessidades, mas também do próximo – somos apenas seus despenseiros e administradores, “Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.”1 Crônicas 29:14

Jesus desqualificou aquele  moço rico e “santo”  e exaltou uma moça pobre e pecadora – não porque ele fosse rico ou porque ela fosse pobre, mas porque Maria Madalena escolheu a boa parte e esse detalhe fez a grande diferença. Ela assentava-se aos pés de Jesus;  não penso que Maria ficou triste ao derramar nos pés e na cabeça de Jesus, o dinheiro que fez em um ano de trabalho – que detalhe impressionante! Amigo, não troque o céu por pequenos prazeres, ou manias. Não subestime a justiça de Deus.  O amor de Deus não e irresponsável, permissivo ou impulsivo. Deus é justo e imparcial. Que Deus seja o Primeiro, o Último, o Melhor e o Tudo de nossa vida. Que seja Ele somente a ocupar o topo de nossas prioridades.

Por: Rubens Silva

UM ASSUNTO LEGAL

Cumberland_School_of_Law_Justice_and_Mercy_2Vamos dizer, numa hipótese, que roubei 25 milhões de dólares há vinte anos. Mas me arrependi, fui até a polícia local e confessei o meu crime. Irei receber o perdão do juiz? Certamente que NÃO. Como a legalidade não prescreveu, irei preso imediatamente, no correto cumprimento da lei. Mas, e se arrependido, eu for até Deus e com humildade e tristeza pedir-Lhe perdão, será que Ele irá me perdoar? Ele assegura que SIM(Prov. 28:13). E nem irá me entregar para a justiça dos homens, porque o Seu perdão é soberano. Percebe a diferença entre a justiça de Deus e a dos homens? Deus não vai pedir para eu fazer qualquer restituição, porque sabe que não será possível fazê-la. Foi o que aconteceu com o rei Davi. Ele se arrependeu amargamente. Após secreta confissão, foi absolvido por Deus, pelo perdão recebido; não perdeu a coroa e nem pagou pelo que fêz, porque a vida de Urias não tinha preço. Mas se Davi tivesse cometido esse crime no Estado do Texas/USA, por ex., certamente e segundo as leis do Estado, teria ido para o corredor da morte. Então, Deus é injusto? Não. Acontece que somente Deus conhece o coração do homem. Somente Ele sabe quando o nosso arrependimento é genuíno. Entenda que o perdão de Deus é completo e QUITADO. Ele não fala: vai lá e devolva, depois volte para receber o perdão. Se a qualificação para o perdão de Deus fosse a restituição, alguns pecados jamais seriam perdoados, como exemplos, o assassinato e o estupro, que não tem como devolver à vítima. A justa devolução material, quando possível, atenua o agravante, sendo um benefício para a reputação do réu, mas não opera a justiça de Deus. Mas lembre-se, Deus não é um Deus de impunidade. Ele visita a maldade do transgressor, e ai daquele que cai pelas Suas mãos. A pena estabelecida por Deus para o transgressor obstinado é a morte, e morte eterna. As consequências não são um pagamento pelo erro e sim um resultado inevitável da transgressão; a vítima não recebe qualquer benefício material pelas naturais consequências do réu.
O amor e a justiça de Deus são temas que jamais se esgotam. Não cabe ao homem avaliá-Lo, tampouco questioná-Lo. Deus é justo em todos os Seus caminhos.
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia;” Isa. 64:6

Por: Rubens Silva