Da Cracolândia para o Coral da Cristolândia

Cerca de 200 ex-viciados formam o conjunto comandado pelo maestro Roberto Minczuk, evangélico e titular da Orquestra Sinfônica Brasileira
Dependente de LSD e de todo tipo de psicotrópico desde jovem, Ailton da Silva Ferreira, de 52 anos, que já tinha chegado ao crack, considera-se recuperado há dois anos. Francis Almeida, de 36, que foi da maconha à cracolândia em uma década, também conta uma história de final feliz. Hideraldo Pussick Laval, de 34, entrou no vício há três anos, recém-chegado de Guiné-Bissau, e se diz “limpo” há 1 ano e 8 meses.
Os três fazem parte do Coral da Cristolândia, conjunto formado por 200 ex-viciados recolhidos na cracolândia, centro de São Paulo. Sob a batuta do maestro Roberto Minczuk, regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, eles apresentam amanhã o Coral das Luzes na Praça Princesa Isabel, também no centro.
O programa de recuperação de viciados é uma iniciativa da Primeira Igreja Batista de São Paulo, cujo templo fica na própria praça, a menos de 500 metros da cracolândia. Livres das drogas, Ferreira e seus companheiros se dizem agora “viciados em Jesus”. Eles enchem os pulmões para cantar em altos brados versos como “Senhor, eu sou livre para te adorar”.
Muito agradecido à Igreja, que tem 3 milhões de cristãos no Brasil, Laval diz que, em seu tempo de cracolândia, a Prefeitura não fazia “nada de representativo para recuperar os viciados”. “Passavam expulsando a gente.”
O maestro Minczuk, que é evangélico, acredita que sua participação no concerto “é pequena, em comparação com o resgate de vidas que os voluntários vêm realizando”. “Sou paulistano, moro na Praça Roosevelt, no centro da cidade, e estou muito próximo da realidade dura dos viciados em crack.”
‘Radicais’. Soraya Machado, de 46 anos, coordenadora do projeto, explica que trabalha com um grupo de 14 “radicais”, como são chamados os jovens voluntários de todo o País que vão à cracolândia tentar recuperar viciados. “Primeiro, nós os atraímos para um café da manhã. O alimento é uma ferramenta importante”, diz ela, que estima em 300 o número de ex-viciados que hoje são fiéis da Igreja, 80% deles homens.
Entre o café, a recuperação em clínicas parceiras e reabilitação social dos ex-viciados, o pastor Paulo Eduardo Vieira, de 48 anos, presidente da Igreja, diz que já foi gasto R$ 1 milhão. Não há colaboração de órgãos públicos. “São só donativos de fiéis”, conta.

Fonte: Estadão / Jornal Gospel News

Nicotina pode abrir a porta para consumo de cocaína, diz estudo

A nicotina provoca mudanças no cérebro que podem abrir a porta para o consumo de cocaína, revela um estudo publicado nesta quarta-feira (3) na revista “Science Translational Medicine”.
Estudos anteriores relacionaram o consumo de álcool e tabaco com o uso progressivo de outras drogas, como a maconha, mas agora o professor Amir Levine, da Universidade de Colúmbia, analisou a base biológica deste efeito e descobriu em um estudo com ratos que a nicotina aumentou a resposta à cocaína.
A resposta do animal foi mais positiva para cocaína quando os ratos que foram “pré-tratados” com nicotina depois receberam doses de nicotina e cocaína ao mesmo tempo.
Os pesquisadores sugerem que a nicotina aumenta a habilidade da cocaína para aceder e aumentar a expressão do gene FosB, que codifica uma proteína que é um fator de transcrição, ou seja, que regula muitos outros genes envolvidos na resposta conductual perante a cocaína, explicou à Agência Efe Ruben Baler, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.
Baler apresenta também junto com a diretora deste Instituto, Nora Volkow, um estudo em perspectiva relacionado com o de Lavine, centrado nas mudanças epigenéticas (processos genéticos que não envolvem mudanças na sequência de DNA do animal) da nicotina.
Baler indicou que o tema geral tem a ver com a teoria de que as drogas são usadas em sequência, “primeiro as pessoas começam a usar uma droga que seja mais leve e pouco a pouco tendem a usar drogas mais pesadas, mais perigosas”.
Segundo o pesquisador, porém, “não está claro por que há uma sequência, se acontece por uma mudança morfológica que vai ocorrendo no cérebro e torna a pessoa mais vulnerável ao uso de drogas mais pesadas, ou se simplesmente a pessoa usa o que é mais acessível no início e depois usa outra coisa mais pesada”.
Para Baler, “possivelmente é uma combinação de ambos os fatores”, já que há evidências de que ocorrem mudanças estruturais funcionais em vários níveis no cérebro, de modo que o animal é mais sensível à cocaína.
“O que este estudo mostra de maneira bastante contundente em um modelo animal é que o uso crônico da nicotina durante sete dias de exposição muda basicamente parâmetros muito importantes no cérebro, o que faz com que o animal seja mais vulnerável e sensível aos efeitos da cocaína”.

Fonte: UOL / Jornal Gospel News

Levantamento recente aponta que a Fé ajuda derrotar vícios em bebidas e drogas

Um levantamento aponta que as pessoas que se apegam à fé, tem mais chance de conseguir abandonar vícios como o alcoolismo, por exemplo. Uma reportagem publicada pelo jornal Diário do Grande ABC, da Região Metropolitana de São Paulo, relata casos de pessoas que por anos foram dependentes e que após terem um encontro com o cristianismo, encontraram forças para se recuperar.
A região do ABC, segundo o levantamento, possui cerca de 5.800 pessoas que são dependentes de álcool ou drogas e que buscam atendimento junto às autoridades. Grupos cristãos que trabalham com recuperação de viciados, auxiliam no tratamento dessas pessoas, que após frequentarem um culto ou uma missa, renovam suas esperanças de se livrarem da dependência de álcool e drogas.
A força de vontade, coragem, persistência e desejo de viver são os motivos mais citados pelos entrevistados, que além de tratamento médico, recebem auxílio baseado na fé. “Eu me via abrindo a minha cova. Não sei o que acontecia. Sabia que estava fazendo mal comigo e com minha família, mas, mesmo assim, não conseguia seguir o caminho certo da vida”, afirma André, 27 anos de idade e há 4 meses livre da dependência.
André, atualmente passa por um tratamento numa clínica mantida pelo Padre Fernando Sobrereo, da Paróquia de São Judas Tadeu. O trabalho desenvolvido pelo padre atende 70 pessoas que passam por desintoxicação e recebem acompanhamento para serem reinseridas na sociedade, participando inclusive de grupos de autoajuda promovidos pela Pastoral da Sobriedade.
Segundo André, ele se tornou viciado quando era jovem, pois na escola sofria bullyng dos colegas: “como era muito magro e tinha 22 graus de miopia, era muito zoado na classe”, conta. Segundo ele, para ganhar respeito dos demais, passou a fumar e beber com os alunos mais velhos. “Depois disso foi só desgosto para a minha mãe”.
Sobre o trabalho desenvolvido com jovens como André, o Padre argentino Fernando Sobrero, que chegou ao Brasil em 1998, afirma que criar a Pastoral da Sobriedade na região foi a escolha certa: “essa foi uma maneira de a igreja criar métodos de ajuda de acordo com o tempo atual. Não tínhamos mais como fugir deste tema”. Os dados divulgados apontam que cerca de 1000 pessoas recebem o mesmo tipo de atendimento na região, em trabalhos mantidos por igrejas católicas e evangélicas.

Fonte: Gospel+ / Jornal Gospel News

“As drogas eram minha diversão”, diz pastor recuperado dos vícios

Rudi Sano, ex-viciado, hoje ajuda os que querem deixar as drogas e toca a ONG Espaço Vida Cristo Cross
Olhar para o pastor Rudi Sano e tentar decifrar quem ele é e sua história pode ser uma tentativa sem sucesso. Os 35 anos se transformam em 80 quando ele começa a falar sobre a sua vida. A reportagem de OCP esteve com ele em um ambiente onde a arte do grafite enche os olhos de quem observa as paredes cobertas por painéis, e o chão, onde se caminha por dois enormes discos de vinil. O Espaço Vida Cristo Cross fica no Centro de Jaraguá, na rua Ângelo Schiochet. O projeto, uma ONG, existe desde 2004, mas ganhou uma sede em 2008 quando Rudi se mudou de São Paulo, sua cidade natal, para Jaraguá. Ele veio trabalhar ao lado do pastor Darci Nilton na Comunidade Batista Vida Nova. Antes, o projeto ia até a comunidade, através dos Cras (Centros de Referência de Assistência Social), a convite dos moradores, levando algumas das oficinas que são realizadas atualmente no local.
Desde que o espaço foi criado, as oficinas de grafite, dança de rua, Hip Hop, discotecagem e capoeira agitam as noites e tardes do local. O público alvo do projeto é formado por adolescentes e jovens, meninas e meninos. Crianças são atendidas nos bairros. “Tem gente que eu conheço desde 2004, porque eu já vinha fazer alguns trabalhos aqui, mas não sei o nome de verdade. Pelo apelido sim: Assombro, Terror, Torrada, Nego”, diz. Os painéis multicoloridos são resultado das oficinas de grafite. Apenas algumas telas permanecem no espaço, outras, os autores levam quando finalizam. Na hora da dança, batalhas de b-boy (dançarinos disputam a melhor performance). Enquanto alguém maneja a pick up (instrumento da discotecagem, onde se coloca os discos de vinil para a mixagem), outros dois fazem uma batalha de MCs. “Aqui dentro não é permitido nenhum tipo de agressão física e verbal, nem fumar e beber. Fora daqui, eu não controlo, mas aqui dentro peço para que não façam”, comenta Rudi.
O Espaço Vida Cristo Cross é mantido pela comunidade Batista Vida Nova e não cobra nada dos interessados em participar das oficinas. Os recursos para manter o projeto são da igreja e de doações. O imóvel é alugado e há pouco tempo o proprietário o pediu de volta. “Estamos procurando outro local para alugar. Aqui é muito bom por ser no Centro, uma oportunidade de tirar essas pessoas do ambiente onde vivem, regiões mais periféricas”, afirma o pastor. Embora o projeto esteja ligado à instituição, é aberto para todos. Os participantes não precisam frequentar a Igreja Batista. “Alguns acabam adotando o cristianismo, mas o objetivo do projeto é alcançar as pessoas independente da fé que tenham. O espaço é para todos”, ressalta. Muitos dos frequentadores, segundo Rudi, saíram do mundo do crime e do vício. “A gente sempre aproveita para injetar valores. A ideia é recuperar esses jovens. Hoje todos trabalham e estudam”, orgulha-se.
Depois de anos dependente, a mudança de vida
O despertar do pastor Rudi para o auxílio ao outro se deu depois de anos de um histórico de vícios. Aos 10 anos, ele começou a beber e a fumar. Segundo ele, ninguém lhe ofereceu, mas Rudi foi movido pela curiosidade. Com pouco tempo, estava usando maconha. “Mas não continuei porque minha pressão baixava”, lembra. Aquela foi a porta de entrada para experimentar cocaína. Rudi usou a substância por alguns anos. “Eu injetava cocaína e cheguei a compartilhar seringas durante três anos. Tive muita sorte em não ter contraído nenhuma doença”, comenta. Mesmo com o vício, Rudi continuava estudando e trabalhando. “As drogas eram minha diversão. Eu tinha como estilo de vida”, afirma. Na época, Rudi morava com os pais. Ele conta que nunca passou por dificuldades financeiras e é de família de classe média. A mãe é professora universitária e o pai, engenheiro.
Depois de anos dependente da cocaína, Rudi começou a usar crack, quando a droga ainda não era popular no Brasil, nos anos 1990. Durante a faculdade, cursou história em uma renomada universidade de São Paulo. Se os colegas não se encorajavam em entrar nas bocas de fumo para comprar droga, ele se dispunha. “Assim, acabava conseguindo comprar o meu também”, recorda. Rudi lecionava para turmas de cursinho pré-vestibular, mas parou e ficou em função da dependência. “Eu era o que os caras chamam de triatleta: bebia, fumava e cheirava”. Um dia, Rudi consumiu 30 pedras de crack ininterruptamente e passou mal. Ao chegar ao hospital, ele observou que um de seus braços estava roxo. As consequências do uso do crack ocasionaram uma lesão muscular, que se não fosse tratada, iria para o coração. “Eu me dei conta do que estava fazendo comigo e resolvi procurar minha família e pedir ajuda”, diz.
Rudi ficou durante nove meses em uma clínica de recuperação para dependentes químicos no interior paulista, em São José do Rio Preto. Usou drogas dos 10 aos 25 anos e há dez anos está limpo, mas explica que continua em tratamento. “A droga é uma doença que você adquire e tem de estar sempre cuidando”.
Rudi estudou teologia quando foi para o seminário e, ao se formar, iniciou os trabalhos com a Igreja Batista. Conheceu sua esposa em 2000 em um evento da igreja e em um ano se casaram. Em 2008, tiveram o primeiro e único filho. “Eu achava que estava fazendo a coisa certa. Hoje, aqueles que querem e acham que podem mudar o rumo de suas vidas, eu pretendo ajudar. Todas as semanas, nós auxiliamos alguém que quer se tratar”, finaliza.

Fonte: o correio do povo / Jornal Gospel News

Testemunho Cristão : Não siga a Multidão

“Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus.  Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.  Pois não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém” (Provérbios 4:14-16)
“Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane, minha amiga, escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais:”
“Eu era uma jovem ‘sarada’, criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis.  Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas paquitas do programa da Xuxa.  Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava.  Estudava no melhor colégio de ‘Floripa’, Coração de Jesus.  Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.
Nos finais de semana frequentava shoppings, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 2004.  Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau.  Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego.  Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no ‘Bude’, famoso barzinho na Rua XV.
À noite fomos ao ‘PROEB’ e no ‘Pavilhão Galego’ tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco.  Aquela movimentação de gente era ‘trimaneira’. Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada.  Na quinta feira, primeiro dia de OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP.
Que sensação legal!  Curti a noite inteira ‘doidona’, beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os ‘meganha’, porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os ‘otários’ não percebiam.
Lá pelas 4hs.  da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros…  Deram-me umas injeções de glicose para melhorar.  Quando fui ao apartamento quase ‘vomitei as tripas’, mas o meu grito de liberdade estava dado.  No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual.  No sábado conhecemos uma galera de S.  Paulo, que alugaram um ‘ap’ no mesmo prédio.  Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.  Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 hs.  da manhã fomos ao ‘ap’ dos garotos para curtir o restante da noite.
Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado ‘Cigarro de Maconha’, que me ofereceram.
No começo resisti, mas chamaram a gente de ‘Catarina careta’, mexeram com nossos brios e acabamos experimentando.  Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.  O garoto mais velho da turma o ‘Marcos’, fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína.  Ofereceram-me, mas não tive coragem naquele dia.  Retornamos a ‘Floripa’ mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino ‘DRUGS’.
Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria.
Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia para diluir o pó.
No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível.  Comecei a comprar a ‘branca’ a R$ 10,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 20,00 a boa, e eu precisava no minimo de 5 doses diárias.
Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus ‘novos amigos’.  Às vezes a gente conseguia o ‘extasy’, dançávamos nos ‘Points’ a noite inteira e depois…  farra!
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida…
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas…  Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem.  Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro.  Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando.  Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.  Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.  Quando eu saía da Clínica aguentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente.  Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.  Em dezembro de 2007 a minha sentença de morte foi decretada – descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem proteção.
Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha.
Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando – família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo.
Meu pai e minha mãe fizeram de tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo.  Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca…  Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.”
Obs.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a enfermeira Danelise, que cuidava dela, comunicou que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde depois que escreveram essa carta, de parada cardíaca e respiratória em consequência do vírus da AIDS.
REFLEXÃO: “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça…  ” (Êxodo 23:2-3)
“Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus.  Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.  Pois não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém” (Provérbios 4:14-16)

Fonte: estudoscristaos.com / Jornal Gospel News

Veja os efeitos do oxi no corpo humano, combustível e cal usados na produção pioram os efeitos da droga.

Cal afeta o sistema respiratório, enquanto combustível age no digestório.
O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal  prepara um estudo para entender melhor as características de uma nova droga que chegou ao país em 2011: o oxi. Os resultados só devem ser divulgados no início de junho, mas por enquanto os médicos e químicos já sabem algumas coisas. Por exemplo: a droga é uma versão potente e perigosa da cocaína.
As primeiras apreensões aconteceram no Acre, mas o tóxico já chegou ao Rio Grande do Sul e passou por São Paulo.
A droga é um derivado da cocaína em forma de pedra, para ser fumado — como o crack. O psicofarmacologista Elisaldo Carlini explica que é preciso adicionar um solvente e uma substância de caráter básico (o contrário de ácido, neste sentido) à pasta base para fazer tanto o crack quanto o oxi.
A diferença entre as duas drogas está no quê exatamente é utilizado. No crack: éter, acetona e bicarbonato de sódio. No oxi, até onde se sabe, gasolina, querosene e cal virgem.
“Os compostos usados no crack são menos agressivos”, resume Carlini, que é professor titular de pós-graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid).
Os ingredientes mais tóxicos usados na fabricação do oxi são também mais baratos.
O dependente químico nem sempre tem escolha”
Ana Cristina Fulini, especialista em dependência química
“O dependente químico nem sempre tem escolha”, argumenta a especialista em dependência química Ana Cristina Fulini, coordenadora terapêutica da clínica Maia Prime.
Ela diz que, muitas vezes, o usuário aceita qualquer produto, e que o oxi normalmente é vendido mais para o fim da madrugada. Depois de consumir várias pedras de crack, os clientes ficam na “fissura” e compram o produto. Uma noite inteira de crack não só aumenta a necessidade do uso de mais drogas, como também acaba com o dinheiro dos dependentes. “Não duvido que alguém acabe escolhendo o oxi pelo preço”, afirma Fulini.
O G1 conversou também com a médica psiquiátrica Marta Jezierski, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que explicou o que a droga faz no organismo. Veja abaixo:
Como se pode perceber, alguns dos problemas são causados pelas substâncias adicionadas, e é por isso que o oxi é considerado mais tóxico e perigoso que o crack.
“Tanto a cal quanto o combustível são irritantes, não servem para o consumo humano. Eles descem assando tudo”, diz Jezierski.
Fulini, que trabalha com a reabilitação de usuários, destaca a dificuldade de superar tais problemas. “Quando a gente fala de crack e oxi, a questão não é só a morte, mas o tanto que a pessoa fica debilitada”, ressalta a especialista, que diz que muitos de seus pacientes desenvolveram problemas psicológicos.
É mais forte?
Até por se tratar de uma droga muito nova na maior parte do país, o oxi ainda gera relatos contraditórios. Fulini se baseia no que disseram alguns pacientes de sua clínica e acredita que o oxi tem efeito mais forte e mais rápido que o crack.
“Estão aparecendo usuários de crack que consumiram uma pedra diferente, oleada”, ela conta. “Alguns usuários relatam que o efeito é mais rápido, outros falam que deixa um gosto muito ruim na boca”, prossegue a especialista.
Por outro lado, Carlini, do Cebrid, não vê na composição química motivo para que o oxi tenha um efeito diferente em relação ao crack, e faz uma comparação. Segundo ele, há traficantes que adicionam fezes de animais à maconha, pela semelhança visual. “Às vezes, a pessoa fuma as fezes e chega a sentir o efeito da maconha, porque está condicionada”, explica o psicofarmacologista, buscando uma explicação psicológica.

Fonte: G1 /Jornal Gospel News

Ex-dependentes químicos na sala de aula

Dar oportunidade para quem quer aprender. Com esse objetivo o Governo de Biguaçu, através da Secretaria de Educação, está apoiando a educação dos jovens do Centro de Reabilitação Especializado em Dependência Química (CREDEQ), situado na localidade de Santa Catarina. Na manhã desta quarta-feira, 23/02/2011, foi realizada a aula inaugural do programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA) na unidade.
O Vice-Prefeito Ramon Wollinger, que representou o Prefeito José Castelo Deschamps, parabenizou os jovens pelo novo desafio. “Não levamos nada de material da vida, vejam o exemplo do antigo dono dessa casa, que perdeu tudo. Nosso maior patrimônio é o conhecimento e isso ninguém nos tira”, comentou, abordando o fato de que a propriedade em que o CREDEQ funciona ter sido de um traficante que foi preso.
Além do Vice-Prefeito, estiveram presentes a Secretária de Educação, Maria de Fáveri, a Diretora de Ensino e Coordenadora do EJA em Biguaçu, Luciane Garzo, o Major da Polícia Militar, Oldemar Vieira, o Subtenente Sérgio Francisco Vicente e o Sargento Alexandre Dionísio de Souza, ambos do Corpo de Bombeiros, e os Conselheiros Tutelares Ana Paula de Campos e Dioney de Faria.
A Secretária de Educação explicou que essa parceria foi possível porque o CREDEQ é uma instituição sem fins lucrativos. “É muito bom estarmos aqui, pois acreditamos nesses jovens. Estamos trazendo a eles o direito que todos os cidadãos possuem de estudar e construir um futuro melhor”, declarou Maria.
A Coordenadora do EJA relata que é a primeira vez que a Secretaria de Educação destina uma professora do programa para um centro terapêutico. “Desejamos muito sucesso a todos os alunos, e que o estudo possa ser um aliado na reabilitação deles”, afirmou Luciane.
A professora Jacira Giacomelli será a responsável pelas aulas no CREDEQ, que serão ministradas de segunda a quinta-feira, durante duas horas por dia. “Os alunos estão muito interessados e demonstram entusiasmo em sala de aula, além de serem pessoas extremamente carinhosas”, observa a educadora.
O Coordenador Geral da instituição, Luiz Otávio Guimarães, agradeceu o apoio da Prefeitura. “Essa contribuição está sendo fundamental para nossa missão de reabilitarmos os jovens e mantê-los longe das drogas”.
Morando no CREDEQ há cinco meses, o jovem C.O.R., que completou 15 anos na última terça-feira, conta que parou de estudar na 4ª série: “agora, com essa oportunidade, vou terminar os estudos e ser um homem honesto”.
Prefeitura Municipal de Biguaçu
Gerência de Comunicação Social
Luiz Lunardelli – (48) 7812.0093
Equipe: Ariane Cidral, Evandro Duarte e Martha Huff
Fones: (48) 3279-8017 | FAX: (48) 3243-4230
www.bigua.sc.gov.br

Fonte: Jornal Gospel News

Alcoolismo apressa divórcio, diz estudo

E quem abusa do álcool também demora se casar
Quem abusa do álcool demora mais para se casar. E, depois da união consolidada, divorcia-se mais rápido. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, que analisou o consumo de bebidas e as relações matrimoniais de mais de 5 mil pessoas.
Segundo o advogado Gustavo Bassini, vice-presidente da Associação Brasileira dos Advogados de Família (Abrafam), o abuso de álcool e outras drogas é um problema também para os casais do País. “É um dos principais motivos de divórcio. E, nos últimos quatro ou cinco anos, percebi um aumento de até 300% em casos desse tipo”, diz.
De acordo com a pesquisa, a dependência entre as mulheres está associada a um risco 23% maior de não se casar até os 30 anos – para os homens, esse índice é de 36%. Quando casados, homens e mulheres alcoólatras têm duas vezes mais risco de se separar. O levantamento também constatou uma proporção maior de homens com o problema: 23%, contra 8% de mulheres.
A pesquisadora Mary Waldron, uma das autoras, afirma que esse é o primeiro projeto relacionado ao assunto que analisa uma gama tão variada de faixas etárias. No início do recrutamento, em 1980, os voluntários tinham entre 28 e 92 anos. Eles foram acompanhados por cerca de 10 anos.
Bassini conta que 25% dos casos de divórcio atendidos em seu escritório de advocacia estão relacionados ao consumo abusivo de álcool e drogas por um dos parceiros. Em 80% das ocorrências, o parceiro problemático é o homem. Em situações como essa, a separação acaba em briga judicial.
“Após várias tentativas de curar o cônjuge e internações em clínicas, a mulher acaba desistindo do marido.” Então, entra com o pedido unilateral de divórcio e, muitas vezes, a outra parte nem responde ao processo. “Nessa fase, a pessoa não tem interesse em nada a não ser consumir a bebida”, destaca.
Para a psicóloga Vânia Patrícia Teixeira Vianna, da Unidade de Dependência de Drogas (Uded) do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o alcoolismo é um grande fator de risco para o relacionamento familiar. “Não se pode dizer que ele é o único, mas é um dos elementos que podem levar a desentendimentos e à separação precoce”, explica.
Patrícia acredita que é importante estar atento aos sinais de alerta para o consumo exagerado. Constatados os fatores de risco, o ideal é procurar ajuda de um profissional especializado. Na Uded, é possível participar da triagem para tratamento pelo telefone (11) 5549-2500.
Sinais de alerta
Um desses fatores, isolado, não caracteriza alcoolismo, mas a associação entre eles pode indicar um comportamento de risco:
– A pessoa, que antes bebia só aos finais de semana, passa a beber quase todos os dias;
– Começa a faltar em compromissos por causa da ressaca;
– Desenvolve problemas de saúde potencializados com o uso de álcool, como gastrite ou úlcera;
– Passa a frequentar só lugares com bebidas (por exemplo, deixa de ir a uma festa infantil porque lá não haverá álcool);
– Faz várias tentativas de beber menos, mas não consegue cumprir suas metas.
Ping Pong com a professora Mary Waldron
Por que estudar a relação entre alcoolismo e casamento?
Poucas pesquisas examinaram o impacto do consumo excessivo de álcool no tempo de casamento. Vários reportam associações entre o consumo precoce com futuro alcoolismo e também com casamento precoce, mas a maioria desses trabalhos não seguiu os indivíduos depois dos 30 anos.
O resultado surpreendeu?
Sim, surpreendeu especialmente os resultados sobre casamentos tardios. Vários trabalhos anteriores haviam reportado associação entre consumo de álcool precoce com casamento ou coabitação precoce.
Há relação entre quantidade de bebida consumida e qualidade do casamento também?
Não examinamos a quantidade ou a frequência da bebida nem a qualidade do casamento. Nossa análise era da relação entre história de vida da dependência do álcool e o tempo das transições matrimoniais.

Fonte: Correio do Estado / Jornal Gospel News

Ao contrário do que se pensa, o consumo de droga é maior em escola privada

O consumo de drogas é maior em escolas privadas que em públicas, aponta levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) divulgado ontem.
Mapeamento feito com 50.890 estudantes de todas as capitais brasileiras constatou que, na rede privada, de cada 100 alunos, 30 já consumiram psicotrópicos, como maconha, cocaína e crack, contra 24 na rede pública.
Na faixa etária de 16 a 18 anos, a proporção de estudantes de escolas particulares que já usou essas drogas pelo menos uma vez na vida é ainda maior: 54,9%. Na pública, essa porcentagem é de 40,3%.
A relação de consumo entre os dois tipos de escolas se inverte quando se analisa o uso frequente (declaração de consumo de seis ou mais vezes no mês anterior à pesquisa): nessa faixa, a rede pública ultrapassa a privada por uma pequena margem – 0,9% contra 0,8%.
Quanto ao uso pesado (vinte ou mais vezes), os alunos da rede pública “superam” os da privada por 1,2% a 0,8%. Ou seja: embora sejam consumidas mais drogas pelos alunos da rede privada, na pública a frequência de uso é maior entre os dependentes.
O estudo do governo federal, feito em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), trouxe números da rede privada pela primeira vez. Estudantes do ensino fundamental e médio foram submetidos a um questionário aplicado em 789 escolas. Segundo a Senad, cerca de 94% das públicas convidadas aceitaram participar, contra 70% das privadas.
“Não entendemos como grave a recusa (das privadas). Pode ter, sim, a ver com o fato de ser a primeira vez que se faz uma pesquisa sobre esse tema (com elas), enquanto a rede pública já tem uma tradição”, disse a secretária-adjunta da Senad, Paulina Duarte.
Públicas
Os dados da pesquisa anterior, de 2004, permitem uma comparação do cenário das drogas nas escolas públicas. O consumo de maconha – pelo menos uma vez ao ano – caiu de 4,6% para 3,7%; de solventes/inalantes (como lança-perfume), desceu de 14,1% para 4,9%; de anfetaminas, de 3,2% para 1,6%; quanto ao crack, a redução foi de 0,7% para 0,4%. O uso de cocaína, no entanto, subiu de 1,7% para 1,9%.
“O aumento em relação à cocaína foi relativamente pequeno e vai merecer do governo uma análise mais acurada. Não temos uma explicação neste momento”, disse Duarte. “A redução do consumo de drogas é um fenômeno que não está ocorrendo apenas no Brasil, há no mundo uma tendência de estabilização do consumo e até mesmo de diminuição. O Brasil vem acompanhando essa tendência mundial, há maior percepção da população sobre os riscos de consumo”.
Para a secretária-adjunta, os números mostram um consumo pequeno de crack entre os estudantes – na rede privada, o índice foi de 0,2%. Uma possibilidade para o resultado é o fato de os usuários da droga na faixa etária estudada (de 10 a 19 anos) não estarem em sala de aula.
“Isso poderia estar vinculado ao fato de o crack ser uma droga potencialmente muito mais danosa que devasta com muito mais rapidez a vida das pessoas, o que poderia fazer com que (essas pessoas) estivessem fora da escola”, observou Duarte.
Quanto à prevalência de uso no ano de tabaco e álcool, entre estudantes de ensino fundamental, a pesquisa apontou redução no consumo entre 2004 e 2010. No primeiro caso, de 15,7% para 9,8%; no segundo, de 63,3% para 41,1%. Na opinião da secretária-adjunta, as escolas estão hoje mais preparadas para lidar com a questão. “A escola brasileira hoje vem discutindo a questão de drogas de uma forma bastante pragmática, saindo daquela questão polarizada, do fundamentalismo ou da banalização do consumo”, avaliou.

Fonte: Agência Estado

Ex-atleta torna-se cantor gospel depois de usar drogas

André Neles mergulhou fundo no álcool e nas drogas. Curado, já compôs mais de 100 músicas e lançou três CD´s.
O atacante André Neles deixou sua marca no Vitória, quando foi um dos principais destaques no elenco de 2002. Tinha futuro pela frente, mas mergulhou fundo no álcool e nas drogas. Oito anos depois, porém, ele está curado e com dupla profissão. Além de jogador de futebol, ele virou cantor gospel.
Em matéria publicada na revista Placar do mês de dezembro, o atacante revela como já compôs mais de 100 músicas e lançou três cd´s. “Eu acordava de madrugada e cantava coisas que nunca tinha ouvido falar. Vinham do nada e eu as gravava no celular”, diz.
Para abandonar a vida desregrada, André Neles, antes tido como André ‘Balada’, passou a frequentar cultos evangélicos, onde descobriu a veia artística. Mas o futebol continua em sua vida. Ele, que está prestes a fazer 33 anos, defendeu o Icasa na Série B deste ano. Em 2002, ajudou o Leão a conquistar o Supercampeonato Baiano e marcou mais de 30 gols na temporada.
Além de Vitória e Icasa, o atacante ‘gospel’ já defendeu clubes como o Atlético-MG, Figueirense, Fortaleza e Ceará, no Brasil, e Benfica e Marítimo, em Portugal. André Neles diz que passou a cantar como forma de agradecimento. “O que aconteceu em minha vida foi um milagre. Já era para eu estar morto”.

Fonte: IBAHIA