Música Gospel é destaque nas plataformas digitais

Dias atrás o Spotify divulgou em seu site de notícias, um relatório de atividades e resultados da plataforma em todo o mundo. Entre diversas informações que demonstram claramente o crescimento do mercado da música e do streaming no mundo, uma informação chamou a atenção, em especial, para o segmento da música gospel no Brasil. O Spotify destacou os gêneros de maior crescimento em consumo na plataforma em termos mundiais e o gênero “Brazilian Gospel Music” figura na nona posição no Top10. Vale ressaltar que apenas 2 gêneros de música brasileira entraram neste ranking, o funk brasileiro na quinta posição e a música gospel brasileira na nona posição. Confira mais informações acessando https://news.spotify.com/br/2016/12/01/wrapped-2016/

E agora, a Vevo, maior plataforma de vídeo premium do mundo, que alcança somente no Brasil mais de 1,5 bilhões de views por mês também divulgou algumas informações de sua performance. Com o ano chegando ao fim, a Vevo divulga os 10 videoclipes e canais mais visualizados em 2016 no Brasil e no mundo.
Em primeiro lugar está Justin Bieber com a música “Sorry”. O cantor acumulou mais de 1,5 bilhões de views no mundo, sendo que 13,42% (mais de 211 milhões) dessas visualizações foram no Brasil. Outros dois vídeos do artista também figuram no Top 10, como “Love Yourself”, que ficou em 8° lugar com mais de 88 milhões de views, e na 10ª posição aparece “What do You Mean?” com mais de 81 milhões no Brasil.

Entre os artistas brasileiros, apenas dois aparecem na lista: a dupla sertaneja Matheus e Kauan e a banda gospel Preto no Branco. Os sertanejos Matheus e Kauan, foram destaque e dois de seus videoclipes aparecem no Top 10. O “Nosso Santo Bateu” ocupa o 3° lugar da lista com mais de 150 milhões de visualizações, sendo que mais de 580 mil fãs interagiram com o vídeo. A música “Que Sorte A Nossa” aparece na 5ª posição com mais de 115 milhões de views e mais de 365 mil interações.

O hit gospel “Ninguém Explica Deus”, da banda Preto no Branco aparece em 9° lugar com mais de 56 milhões de visualizações e quase 500 mil interações. A diva pop Rihanna figura o 2° lugar da lista com o videoclipe de “Work” e seus 105 milhões de views e quase 1 milhão de interações dos fãs.

No Top 10 de Canais mais assistidos no Brasil, quatro artistas nacionais integram o ranking. A dupla sertaneja Matheus e Kauan aparece em 1° lugar, com mais de 723 milhões de visualizações. Na 7ª posição está o canal da Xuxa, com 383,2 milhões de views, seguido pelo também infantil Mundo Bita, com 252 milhões de visualizações. Já o canal da banda gospel Preto no Branco está no 10° lugar com 118,5 milhões de views. Atualmente a Vevo possui mais de 48 milhões de canais de artistas no Mundo.

Os 10 vídeos mais acessados na plataforma no Brasil totalizam 53,2 milhões de horas assistidas, já o Top 10 mundial soma quase meio bilhão de horas, ou 484 milhões mais especificamente.

Cinco dos vídeos musicais mais vistos em 2016 no YouTube, divulgado recentemente pela empresa são de canais da Vevo. São eles: Fifth Harmony (Work from Home), Calvin Harris (This Is What You Came For), The Chainsmokers (Closer), Rihanna (Work) e Sia (Cheap Thrills).

Veja abaixo a lista completa de canais e vídeos mais assistidos da Vevo:

Vídeos mais assistidos no Brasil 

1°) Justin Bieber – Sorry

2°) Rihanna – Work

3°) Matheus & Kauan – O Nosso Santo Bateu

4°) Fifth Harmony – Work From Home

5°) Matheus & Kauan – Que Sorte A Nossa

6°) Adele – Hello

7°) Drake – Hotline Bling

8°) Justin Bieber – Love Yourself

9°) Preto no Branco – Ninguém Explica Deus 

10°) Justin Bieber – What Do You Mean

Vídeos mais assistidos no Mundo 

1°) Justin Bieber – Sorry

2°) Adele – Hello

3°) Fifth Harmony – Work From Home

4°) Rihanna – Work

5°) Justin Bieber – Love Yourself

6°) Calvin Harris – This Is What You Came For

7°) Justin Bieber – What Do You Mean

8°) The Chainsmokers – Closer

9°) Mark Ronson – Uptown Funk

10°) Drake – Hotline Bling

Canais mais assistidos no Brasil 

1°) Matheus & Kauan

2°) Justin Bieber

3°) EMI Music

4°) Rihanna

5°) Calvin Harris

6°) Fifth Harmony

7°) Xuxa

8°) Mundo Bita

9°) Katy Perry

10°) Preto no Branco

 

Bruna Moura

Gospel l Sony Music

SBB alcança a marca de 150 milhões de Bíblias produzidas

 

A produção, contabilizada desde a criação da Gráfica da Bíblia, em 1995, reafirma a posição do Brasil como o país que mais divulga as S

agradas Escrituras no mundo.

 

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) acaba de alcançar a marca de 150 milhões de Bíblias e Novos Testamentos produzidos desde 1995, ano em que inaugurou a Gráfica da Bíblia, hoje um dos maiores complexos mundiais dedicado à produção d

e Escrituras. Considerado o país que mais divulga o Livro Sagrado no mundo, o Brasil amplia sua visibilidade graças aos esforços da SBB para levar a Palavra de Deus a todas as pessoas, oferecendo publicações em diferentes formatos, em sintonia com os avanços tecnológicos e aos mais altos padrões de qualidade. Rudi Zimmer, diretor executivo da SBB, atribui a marca de 150 milhões de Bíblias e Novos Testamentos produzidos nestes 21 anos ao engajamento das igrejas cristãs brasileiras, cuja missão só pode ser realizada com eficácia quando associada à entrega da Palavra de Deus. “Nas últimas décadas, mais do que em qualquer outro período, as igrejas brasileiras têm se envolvido de forma crescente com esta divulgação, transformando o Brasil no país em que se realiza a maior operação de distribuição das Escrituras Sagradas no mundo, atualmente”, comemora Zimmer.

Outro ponto ressaltado pelo diretor executivo é que as igrejas brasileiras são as que mais enviam missionários para outras partes do mundo, fato que tem colaborado para a expansão da Causa da Bíblia. Entretanto, ele ainda vê a disseminação da Palavra como um desafio: “No Brasil, estamos passando por uma crise política, social e econômica que também afeta bastan

te a semeadura da Palavra de Deus”.

 

Destaque global

Inaugurada em 1995, a Gráfica da Bíblia tem sido essencial para que a SBB cumpra a sua missão de semear a Palavra que transforma vidas. “Ela é um dos dois maiores centros de produção de Escrituras do mundo, e os 150 milhões de Bíblias e Novos Testamentos produzidos vêm confirmar essa posição de destaque mundial”, enfatiza o secretário da Gráfica da Bíblia, Luiz Forlim.

Essa poderosa estrutura permite que a SBB exporte para mais de 100 países das Américas, África, Ásia e Europa. De suas instalações saem exemplares em português, espanhol, inglês, francês, árabe e até em ioruba, idioma falado em países africanos. Do total de Escrituras produzidas, cerca de 20% são destinados ao mercado externo.

Atualmente, 216 colabo

radores trabalham na Gráfica, onde um dos principais diferenciais é o conhecimento técnico na impressão e encadernação de papel fino. “Aliados a isso, há o comprometimento e o envolvimento na missão de levar a Palavra de Deus com qualidade e inovação”, complementa Forlim.

O secretário de Tradução e Publicações da SBB, Paulo Teixeira, ressalta a importância de se oferecer as Escrituras aos mais diferentes públicos. “Traduzir, publicar e distribuir a Bíblia é permitir que a mensagem de vida que há em Jesus alcance todas as pessoas em nosso país”, afirma.

A SBB oferece Escrituras para pessoas com deficiência visual e auditiva, crianças e jovens. Volta-se, ainda, aos enfermos, aos encarcerados, imigrantes, às famílias, aos estudantes, aos pastores e aos líderes. “Para cada grupo, a SBB procura desenvolver e publicar Escrituras em formato e linguagem adequados”, comenta Teixeira, lembrando que a SBB também oferece

a Bíblia em formato digital, como o aplicativo Bíblia Plus, e e-books variados.

Não por acaso, a organização brasileira é destacada pelas Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) – aliança mundial da qual a SBB faz parte e que está presente em mais de 200 países e territórios –, por estar na vanguarda da distribuição de Escrituras. Somente em 2015, distribuiu 7,62 milhões de Bíblias, superando todos os outros países do mundo. “É evidente que a Sociedade Bíblica do Brasil desempenha um papel fundamental na missão global do movimento das Sociedades Bíblicas e estamos particularmente gratos por seu compromisso de levar a Palavra de Deus às pessoas vulneráveis”, declara o diretor geral das SBU, Michael Perreau.

A SBB – A Sociedade Bíblica do Brasil é uma entidade beneficente de assistência social, de finalidade filantrópica, educativa e cultural. Sua finalidade é traduzir, produzir e distribuir a Bíblia Sagrada, um verdadeiro manual para a vida, que promove o desenvolvimento espiritual, cultural e social do ser humano, provocando, assim, a transformação daquele que com ela entra em contato. Para cumprir a missão de distribuir, de forma relevante, a Bíblia a todas as pessoas desenvolve programas de assistência social em todo o País. Fundada em 1948, construiu sua trajetória com base na missão de “promover a difusão da Bíblia e sua mensagem como instrumento de transformação e desenvolvimento integral do ser humano”.

A SBB faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma aliança mundial fundada em 1946 com o objetivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua. As SBU reúnem 149 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.

 

Informações para a imprensa:

Luciana Garbelini: (11) 99292-2131

Pastor

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O pastor é profeta, porta-voz de Deus. “Não havendo profecia o povo se corrompe…” Pv 29:18. Nunca duvide, porque Deus mostra mais coisas ao pastor do que se imagina… Ele tem informações privilegiadas, vindas do céu, no tempo e no espaço. ”Ele é o anjo da igreja” Ap 2:8. “Com certeza o Senhor Deus não fará nada, sem antes revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7). O profeta Jeremias diz que “É Deus quem dá pastores ao povo”. O pastor não é um empregado da Igreja; é um servo exercendo o ministério recebido do céu, convocado por Deus. “E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com ciência e com inteligência” Jr 3:15. O dinheiro que gera o salário do pastor é de Deus, fruto do dízimo que as pessoas devolvem à Igreja. O patrão é o Senhor. É com o dinheiro dele que se sustenta a obra. A Igreja apenas administra e obedece ao que lhe foi ordenado: “Digno é o obreiro do seu salário”. Lc 10:7.

O pastor é sentinela da verdade. Doa a quem doer, se Deus mandar o pastor tem que pregar o que lhe foi ordenado. “Jamais deixei de anunciar todo o desígnio de Deus” At 20:27.

O pastor é um guardião do Evangelho e das doutrinas: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” Gl 1:10.

O pastor é mensageiro de Deus, conselheiro, irmão na fé, porém, não é super-homem. É humilde servo do Senhor, chamado para o cumprimento da missão. Ele precisa do apoio, das orações, de cooperação para não fraquejar nem esmorecer nas tentações. É um ser solitário na dimensão humana. Mesmo casado, não pode desabafar com a esposa, por misericórdia, as experiências dolorosas e agruras que sofre. Ora e chora aos pés do Senhor.

O pastor precisa preparar, por ano, mais de cento e cinquenta mensagens só para o púlpito, e mais, muito mais ainda, para os cultos e eventos fora da Igreja, para as  emergências, aconselhamentos. Ele precisa ler e se atualizar sempre para não ficar repetitivo; a sua aparência deve estar ótima, distintamente vestido como requer sua opção pastoral, o humor em nível altíssimo, a paciência deve ser inesgotável. Se errar dificilmente será perdoado por seus pares.  Com missão tão gloriosa e árdua a cumprir os pastores se esforçam para agradar, e sofrem quando percebem que não são amados na mesma proporção que amam.

Quando se lê na Bíblia a vida e a obra dos servos de Deus; as falhas; os pecados; as fraquezas e retumbantes vitórias, está tudo detalhadamente descrito para que ninguém tenha dúvida de que o pastor é um homem comum. Ele está sujeito a erros, mas, com uma diferença: é um ser humano que ouviu a chamada divina,  obedeceu, está disponível para a obra de Deus. “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” Hb 13:17.

Ivone Boechat

O valor da família

A família é resultado do projeto divino.

Todavia, a história de inúmeras famílias descrita no livro sagrado desaponta pelo retumbante fracasso, não do modelo traçado por Deus, mas, sim, pelo homem desobediente à orientação do Criador.

Num dos episódios da vida de Abraão, “pai da fé”, Deus recomendou:

“Sai-te da tua parentela”. Como não houve obediência, as conseqüências foram terríveis.

Abraão, não ouviu o que Deus determinou e “resolveu” dar uma carona ao sobrinho, Ló, e o resto da história é o resumo da história de muitas famílias, que têm a mania de, indiscriminadamente, carregar a parentada no banco de traz e na maioria das vezes, no banco da frente.

No casamento os noivos assumem o compromisso no altar de sustento mútuo, mas é comum encontrar um kit completo esperando por eles lá do lado de fora! Inúmeras vezes, do lado de dentro e o novo casal vai morar junto… E se encosta!

Na arca de Noé, quem entrou? Sua família.

Por que será que conviver com parentes é tão complicado assim? É diferente de viver em família: pai, mãe, filhos. Parentes são tios, sobrinhos, primos, cunhado, nora, genro, sogra…encostos… E a sogra, campeã de perseguições, vem carregando uma carga negativa de antipatia, rejeição, discriminação. Geralmente a sogra sofre injustiças, principalmente, com as pesadas malas deixadas por irresponsáveis nas costas dela. O sujeito se encosta na sogra e reclama de invasão de privacidade!

Um dos mais poderosos mísseis lançados no espaço familiar vem dos maus parentes agregados à família, e muitos nem disfarçam, chegam de olho nos “erros”, nas “falhas”, na herança, nas benesses. Nenhum esforço fizeram para se apossarem das vantagens conseguidas com suor e sangue dos outros e ainda julgam que têm pouco, são parentes… e aí…querem mais. Há parentes que colam na árvore genealógica  como planta daninha e querem derrubar o mito de uma família feliz e daqueles que se esforçaram para exercer o amor e a responsabilidade mútua.

A prioridade da família é a família. Não significa fechar os olhos ou encolher os braços para negar socorro. Pronto socorro é uma coisa, exploração perpétua é outra. O sujeito finge doença, pobreza e pasmem…feiúra! Até cirurgia plástica é cobrada por parentes!!

Jesus estava numa festa de família em Betânia e os olhudos estavam do lado de fora. Críticas não faltaram nem ao Mestre. Judas disse mais ou menos assim:“Com tanto pobre lá fora e você permitindo que se derrame sobre os seus pés um perfume tão caro?” E a resposta perfeita não faltou: “Pobres, sempre os tereis convosco”.

Esse “pobre que sempre tereis convosco” é aquele que bisbilhota a festa dos outros, os bens do outro, querem tirar proveito na sombra.  Querem comer e beber de graça! Ficam na espreita, com uma língua afiada desse tamanho!

Não precisa generalizar, na parentela, há pessoas grandiosas, muito especiais, mas “pobre sempre tereis convosco”: braços cruzados, preguiçosos, folgados, invejosos, exploradores, prontos pra achar que o seu perfume é caro, o carro do ano é luxo (enchem a paciência se vão de carona) para esses tudo está errado, tudo é desperdício: a casa na praia, o sítio, enfim, ao invés de irem à luta, não, ficam espionando o progresso do parente, do lado de fora, pior que a maioria fica dentro mesmo!

Ivone Boechat

Uso inteligente da Internet

A Internet está disponível nas mãos de um número fantástico de pessoas, ao redor do mundo: muito mais de 3,2 bilhões!  Onde nem se imagina já chegou o lap top, o celular, WhatsApp, tablet, chips e recursos criados pela nanotecnologia com recursos cada vez mais incríveis, mostrando, ao vivo, uma seleção, quase sempre, do desequilíbrio, do mal, do feio, do que não deu certo, da desorganização, do destempero social.

A Igreja está 24 horas no ar! Elas têm que mostrar para que foram criadas e muitas mostram com eficácia: a mensagem de boas novas, o caminho de esperança, o plano de salvação, a música com seus corais e quartetos maravilhosos, e mais… com hinos inesquecíveis, uma orquestra(50 decibéis) enfim… o que Jesus ensinou: conectar-se na tv a acabo do bem e deixar que a glória de Deus seja revelada à humanidade.

Mas… é preciso avaliar o que outras, e são muitíssimas Igrejas, têm feito. Elas têm a oportunidade nas mãos e não se conscientizaram da responsabilidade pelo uso do recurso online, de forma competente, inteligente, eficaz.

Evidentemente, se as atividades da Igreja forem transmitidas ao vivo, seja pela TV ou pela Internet, o formato tem que ser diferente daquele que se faz no dia a dia, dentro do recinto, no púlpito. Isto não significa que se deve descuidar de tudo, quando não vai se mostrar a programação da Igreja para milhões de pessoas ao redor do mundo. Nem pensar. Hoje não se tem mais controle exato do número global de expectadores. As barreiras do tempo, do limite, do espaço foram rompidas. O ser humano está cada dia mais exigente, mais crítico, mais objetivo, mais apressado e informado. O improviso não cabe mais em absolutamente nada do que se faz, ainda mais na obra do Senhor.

A comunicação digital amplia acertos e erros. É bom cuidar da dicção, do tom da voz; cuidado com a cor da cortina, com as cores da roupa do orador (não é a etiqueta), como se vestem os irmãos do louvor, cuidado com a iluminação, com a imagem de gente andando pra lá e pra cá ou dormindo no coral…Vai tudo ao vivo. Cuidado! “Não há nada encoberto debaixo do sol…”

É bom rever e planejar e reavaliar os devocionais, hoje, na maioria das Igrejas, de uma hora e meia com as pessoas muitas vezes de pé, com instrumentos em último volume, com letras quilométricas (repetitivas) e mal feitas, com “som” irritante, aviso, aviso, avisos, e o número de jovens minguando, desanimando… porque acham o modelo de culto cansativo e chato; quando se tem hinos lindos, vozes ávidas para cantar num coral, gente preparada nas igrejas para ensinar, tudo de bom.

Imagina uma transmissão pela Internet, quando o internauta, não membro de nenhuma igreja, dá de cara com uma igreja que começa o culto batizando, ou fazendo uma lenta reunião de condomínio, com avisos, desde quem nasceu, até quem está em no hospital, com longas notícias de UTI, ou comemoração de bodas, lançamento de cd, homenagem à mãe mais idosa, apresentação de bebê, campanha disto ou daquilo, etc…etc…etc.. (assuntos internos, de interesse exclusivo dos membros da Igreja). Quando é um testemunho de vida, ainda bem. Não precisa também ser de uma hora e tanto. Quem está na Internet e foi convidado por um amigo para se ligar no culto desta ou daquela igreja, vai à procura de uma mensagem da Palavra de Deus, de conforto para a sua vida e seria impactado por um hino inspirado, por um belo coral, só que ele vai ter que esperar hora e meia para isto acontecer! Não vai esperar. Desiste! Sabe por que? Os irmãos não planejaram o culto para se transmitir ao vivo e quem sabe nem ao morto. Já que avisos e assuntos internos da igreja são necessários, que se faça isto fora do ar, no culto de 4ª.feira, num painel de avisos, no boletim…

O recurso está aí. Pode parecer até agressivo dizer tanta coisa assim, nesta avaliação. O educador está aflito, vendo tudo isto e as pessoas repetindo erros de metodologia. Há de se fazer uma produção.  Se a Igreja decidiu que vai transmitir, dominicalmente, pela TV ou pela Internet, a linguagem e o formato do culto têm que ser diferentes. Deve-se valorizar profissionais como produtor, cinegrafista, editor de imagem, para não expor ao ridículo o povo de Deus.

Até quando a gente vai continuar sofrendo ao ver tudo tão lindo que os crentes sabem e podem fazer, mas alguns não fazem, porque se esqueceram de atualizar o formato?

Ivone Boechat

A Escola de Cristo e a escola dos homens

Hoje, fala-se na educação moderna, discutem-se leis e métodos que poderiam socorrer os “cansados e oprimidos” da escola dos homens, todavia, os especialistas da educação se esqueceram de estudar e analisar a estrutura e o funcionamento da escola que Jesus propõe à humanidade.

O Serviço de Orientação Educacional tem funcionado, na maioria das escolas, como delegacia de polícia, para onde são encaminhadas crianças com problema; depois, por falta de pedagogia, são transferidas, expulsas, discriminadas, reprovadas e registradas no rol da evasão.

Cristo fez tudo diferente.

Certa vez, o Mestre estava na Galiléia e as crianças, como sempre o rodearam, porém, os discípulos (agentes de disciplina) ficaram preocupados e começaram e levá-las para longe. Só que foram severamente advertidos: “Deixai vir a mim as crianças” (Lc. 18:16).

O conselho de classe geralmente consiste no encontro periódico do corpo docente para “avaliar” o desempenho dos alunos na aprendizagem. É um julgamento apressado. O aluno é culpado por todo tipo de fracasso. Só ele falhou, só ele mora longe, ele é mal educado, não se interessou e não aprendeu. Sob a batuta de “especialistas”, vem o resultado, ano após ano: reprovação em massa. O réu é condenado e, se algum professor “bonzinho” erguer sua voz em defesa, quase é massacrado:

– Assim a educação não vai pra frente!

– Você vai aprovar todo mundo?

Cristo fez diferente.

Um dia, Ele estava no templo, ensinando, quando “professores, escribas e fariseus” lhe trouxeram uma aluna que havia cometido uma falta grave. Já haviam realizado o conselho de classe entre eles e resolveram reprová-la. Uns citavam artigos da Lei de Moisés (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), outros alegavam seu comportamento, porém queriam ouvir a palavra final do Mestre. Perplexos, viram quando Ele se dirigiu não a eles, mas a ela: “Vai e não peques mais” (Jo. 8:11).

Jesus criou o conselho de classe para avaliar o processo educacional, onde destaca, sobretudo, o professor. Isto ficou muito claro, principalmente, no dia em que se colocou no meio de seus discípulos e perguntou: “E vós quem dizeis que eu sou?” Estava criada a auto avaliação.

Nem seria preciso dizer, mas a gente diz que o sistema de recuperação que se implanta por aí não recupera. Na Escola de Cristo é diferente. O aluno Pedro estava em recuperação e o Mestre preparou um teste oral, com apenas três perguntas:

– Pedro, amas-me?

– Senhor, tu sabes que te amo.

– Pedro, amas-me?

– Senhor, tu sabes que te amo.

– Pedro, amas-me?

– Sim, Senhor, tu sabes que te amo.

Foi uma prova duríssima, mas Pedro foi aprovado e ainda levou o dever de casa: “Apascenta minhas ovelhas” (Jo. 21:16). Jesus criou a recuperação para recuperar o aluno e não a nota. O aluno recuperado recupera a nota!

Os estudantes da Escola Profissionalizante de Cristo saem habilitados como “pescadores de homens”. Líderes para atuar em todas as Eras.

O problema da evasão é tratado com muita firmeza: “Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, perdendo uma delas, não deixa noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida, até que a encontre?” (Lc.15:4). Jesus orava preocupado com a estatística de um aluno perdido na turma de 100. E nós? De cada 100 alunos matriculados na 1ª série do Ensino Fundamental, somente oito chegam ao Ensino Médio.

Jesus se mostrou preocupado não só com alunos perdidos, que abandonam a escola, ao contar a parábola dos que se perdem dentro da escola: “varrer a casa, buscando-o até encontrá-lo” (Lc. 19:5).

Quem fundou a obra educacional de recuperação dos meninos de rua foi Jesus (Mc. 9:42). Ele criou também o Centro de Estudos Supletivos. Havia aulas durante todos os dias da semana: manhã, tarde e à noite. Zaqueu, chefe dos publicanos, cobrador desonesto de impostos, fez sua matrícula de cima da árvore e começou a estudar, naquele mesmo dia, em casa (Lc. 19:5). Nicodemos, príncipe dos judeus, preferiu estudar à noite, levando no caderno de anotações as suas dúvidas. Após a primeira aula, levou a resposta de tudo e uma advertência: “Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?”

Na Escola de Cristo, estudavam ricos e pobres. Quando fundou a Educação Especial, após a aula, curou a todos. Não temos esse poder, todavia, temos o dever de respeitar os deficientes físicos e também a obrigação constitucional de fazê-los parte integrada do sistema educacional (Mt. 15:31-32). Estava criada a educação inclusiva.

E a merenda escolar?  Basta ler a narração bíblica da multiplicação dos pães para responder a pergunta. Todas as vezes que o Mestre ministrava suas aulas, ele mesmo providenciava a merenda (Mt. 14:17; Mt. 15:36; Lc. 15:32).

Jesus sempre trabalhou em equipe, não fazia o que os discípulos podiam fazer. Em Betânia,  choravam pela morte de Lázaro e ele mesmo chorou, quando chegou à cidade. Seguido por grande multidão (suas turmas eram enormes), foi visitar o túmulo, mas uma pedra o impedia de ver o aluno-defunto. Com seu poder, bastava ordenar e a pedra se tornaria pó. Não. Preferiu trabalhar em equipe: “Tirai a pedra” (Jo 11:39).Jesus sempre fazia a chamada. Dentro do cemitério, se não fosse feita a chamada nominal do aluno Lázaro, seria uma ressurreição em massa: Quem deveria “sair para fora?” Sairiam todos!

Na prova final de Pedro, Jesus lhe deu “cola” ao aluno. Ele errou a última questão: cortou a orelha do centurião romano. Não foi reprovado nem ficou em recuperação. Continuou na Escola, porque o Mestre sabe que o erro é pedagógico.

Quem foi que criou módulos para o ensino à distância? E os módulos foram escritos pelos próprios alunos, Mateus, Marcos, Lucas e João, observando o universo vocabular…

O alunos da Escola de Cristo são tratados com justiça e igualdade. Judas que tanto lhe perturbou o magistério não foi expulso nem transferido: estudou na sua escola até o fim.

Cristo implantou a inclusão digital: “Pedro, tudo o que ligares na Terra será ligado no céu.” Providenciou a globalização do ensino: “Ide por todo o mundo”… para que os homens se religassem na Internet divina e navegassem na mídia celestial: fé@graça.comJesus

A palavra rede(web) “hoje” é ultra moderna, todavia, Jesus a usou como palavra chave na Sua Escola e deu aula aos discípulos de web: “Lança a rede para o lado de lá”. Ou seja, para o lado do Bem.

Ao criar seu twiter, olhou para Pedro e disse-lhe: segue-me. Hoje, o Mestre tem milhões de seguidores ao redor do mundo.

 

Ivone Boechat

Extraído do livro Escola Comunitária-4a.edição-Reproarte-Rio 2004

 

A arte de viver

 

 

 


Viver é
se aproximar e, ao mesmo tempo, livrar-se de si mesmo, das angústias e egoísmos. Viver é um dom magnífico. Viver é participar desta misteriosa matemática da sincronização do universo: o mortal desfrutando de experiências materiais numa concessão espiritual. Viver é transcender através da participação na história, pelas marcas deixadas no caminho, no resplandecer de gerações que se sucedem.

Viver é mobilizar e envolver-se para afastar comportamentos que empobrecem a participação na vida, buscando valores e refazendo idéias que desbotam a aventura de sobreviver, em meio ao disparate humano na conquista do impossível.

Viver é proporcionar, reabastecendo-se no manancial da fé, inundando a vida com todas as possibilidades de cada dia. É investir minutos e minutos, colorindo de esperança as horas. É aprender com as manhãs a iluminar obstáculos, não se importando com a escuridão da noite. “Basta a cada dia o seu mal”.

Viver, lutando, incessantemente, para desarmar veículos que levam à violência. Fazer do comportamento um elo que une as pessoas umas às outras para formar a grande corrente de otimismo. A força nascerá e há de acontecer o milagre para o qual o homem foi criado: viver no paraíso.

Viver com alegria e na certeza de ser útil, como fiel mordomo do seu próprio corpo, oferecendo-o em holocausto para a felicidade daqueles que compõem este painel de realidades.

Viver é, sobretudo, preservar. É educar-se para viver em harmonia com o tempo e o espaço, coordenando fantasias e verdades para o equilíbrio e a razão.

Viver e não interromper a apoteose fantástica das flores se abrindo nem desafinar o grandioso coral de pássaros no espetáculo gratuito diário que extasia a humanidade.

Viver e preservar rios mares, cuidando dos animais, porque fazem parte do equilíbrio da vida.

Viver no firme propósito de melhorar todo dia: no grupo de amigos, na família, no trabalho, disposto a assumir o compromisso de colocar um mosaico na construção da paz, para viver experiências de melhores dias.

Ivone Boechat

A Pátria

 

A Pátria não é o imenso território, nem o ofertório de flores que a Natureza deposita diariamente aos pés do Senhor;

não são os rios escandalosamente grandes e lindos que saem por aí dando show de beleza e esplendor;

nem tampouco as  montanhas e vales nada tímidos que se escancaram de amor e  se declaram publicamente, sem pudor!

A Pátria tem o suave perfume do auriverde pendão da minha terra,

estandarte, cantado em prosa e verso, abençoado, consagrado e beijado por milhões de brasileiros…

Minha Pátria parece uma menina sem juízo: cresceu, apareceu, brilhou e

se esqueceu de se comportar com civismo e se vestir dignamente com a grandeza de potência de todos os mundos…

Às vezes, sai de sapato nada alto, enrolada num manto bordado de democracia, gritando feito louca, sacudindo os chocalhos da dominação…

Com essa cara de  viciada em berço esplendido, essa menina-Pátria sabe plantar, colher  e comer sozinha, já é adulta, contudo, não perdeu ainda a mania de ganhar comida na boca.

A Pátria é a força do povo delicado e gentil, hospitaleiro e forte que se doa até à morte pelo Brasil.

 

Ivone Boechat

Pessoa boazinha

 

 

A pessoa boa é justa, muitas vezes, assusta porque é transparente e sincera.
A pessoa boazinha agrada à primeira vista. Prefere fazer comentários e críticas no camarim. Ela quer sair bem na foto com todo mundo.
A pessoa boa tem poucos amigos, mas gosta de ajudar o próximo. Não representa um papel, é ela mesmo.
A pessoa boazinha é popular, defendida por todos, “porque é boazinha, não pode ser aborrecida em nada”! Ela faz a política da boa vizinhança.
A pessoa boa vive refém da boazinha e faz um esforço enorme para agradar à boazinha, porque ela gosta de show, principalmente se tiver platéia, porque é aí que a boazinha deita e rola. Fica simpaticíssima, mas tristinha se tocam num milímetro do seu território.
A família tem sempre pessoas “boazinhas” apertando as rédeas de todo mundo.A pessoa boa se equilibra num fio esticado para agradar, porque senão a boazinha pode se vingar in off, fazer chantagens e desequilibrar o ambiente, mas aparenta não saber o que está acontecendo.
A pessoa boazinha parece ser uma pessoa de bom humor e é, se tudo estiver nos trinques, como ela quer. Todo mundo faz tudo para agradar, “afinal, ela merece, porque é boazinha”. No mínimo aborrecimento, a boazinha fica irreconhecível, não tem pressa de dar o troco, mas dá e como dá. Como ela é boazinha, se tiver testemunhas, na hora, consegue duzentas assinaturas de adesão. É oportunista. Deita e rola em cima do sucesso.
A pessoa boa é franca, direta, sempre se dispõe a ajudar em tudo, mas experimenta fazer um apelo para a boazinha dar um real a alguém. Ela dá, mas faz uma tragédia grega, debaixo dos panos.
A pessoa boa é consensual. A boazinha é teimosa, faz como quer, na hora que ela quer, do jeito que ela quer. E quando faz é elogiadíssima, porque faz tanto charme, tanta propaganda que os inúmeros fãs vêem e acham linda a sua “generosidade”.
A pessoa boazinha se faz de fraca, mas de fraca não tem nada. Vira um gigante, quanto tira satisfações com a pessoa boa.
Ser bom é o certo, é virtude! Vale a pena pagar o preço de querer ser bom.

Ivone Boechat

O que é Escola Bíblica Dominical ?

ebdA Escola Bíblica Dominical, como o próprio nome a define, é Escola. Como tal, organiza-se com diretor, secretários, professores e alunos, projeto pedagógico. Projeto pedagógico, será ? Esta Escola, evidentemente, desenvolve-se através de aulas sistemáticas e outras atividades, por isto, nos preocupa, quando o tempo regular da aula não é gasto, muitas vezes, com aula. Por falta de orientação, os professores esgotam os preciosos minutos das aulas com outras atividades muito importantes: pedidos de oração, testemunhos, cânticos, comemorações, etc… só que no horário das aulas e pouquíssimo tempo sobra para o estudo das lições.
Há uma tendência, em nosso meio, de se transformar o período da Escola Bíblica Dominical em oportunidade para se resolverem todos os imprevistos e, para tristeza nossa, até os assuntos previstos, no tempo da aula bíblica. São reuniões de finanças, comissões disso e daquilo que se aproveitam do sagrado momento da /Escola para “tiraram um tempinho da Classe”.
– Olha, irmãos, vamos pedir licença, por alguns minutos, porque é um assunto importante, inadiável, para ser discutido agora! E a aula?
A Escola Bíblica Dominical nem sempre é olhada como a Universidade de Cristo. O Cultodevocional, que é importantíssimo, não se pode pensar o contrário, consome dez a quinze minutos do estudo bíblico. Divide-se o grupo em classes, ai, lá vai o professo, mal orientado, e gasta mais outros cinco a dez minutos, contando as “ricas bênçãos recebidas” por ele ou por sua família, durante a semana. Ás vezes, até o noticiário das violências é reproduzido, com detalhes. Não raramente, abre-se uma sessão extraordinária de pedidos de oração. Orar é importante, mas ninguém deve se esquecer de que o tempo reservado para a aula deve ser aula. Há horários programados pela Igreja para a oração e outras inúmeras oportunidades. Começar e concluir o estudo com oração é excelente, mas o professor não pode gastar o tempo da aula e transformá-lo num culto de oração, porque os alunos estão matriculados na classe para estudar a Bíblia!
Os grandes problemas gerados pela falta de respeito ao tempo da aula da EBD são o improviso, o excesso de resumo do assunto e a informação nublada de temas doutrinários que se arrastam, sem o devido esclarecimento, pelo mau uso do tempo. O professor, atônito pela falta de organização, vem sempre com a mesma desculpa:
– “Infelizmente, irmãos, o tempo acabou”.
– Infelizmente, irmãos, o tempo da EBD é reduzidíssimo. O sinal já soou.
Sabemos que isto acontece, porque o tempo da aula deve ser no mínimo de cinqüenta minutos e, infelizmente, algumas Igrejas não têm orientado assim. Culto devocional não é aula, pedidos de orações não são aulas e testemunhos também não. Aula é aula!
Se a Igreja adota o sistema de um culto devocional prolongado, que este tempo seja anterior à aula. Por exemplo: a EBD vai começar às 9, das 8:30 às 8:50h – culto devocional. Às 9:00h – classes estudando a Bíblia, em sala. Não é procurando a sala, é dentro dela.
Outro problema que preocupa na EBD é a demora na movimentação para a divisão em classes. Tudo isto deve ser resolvido, porque tanto se critica a escola dos homens e estes mesmos erros interferem na escola de Cristo. Entre o culto devocional e a divisão em classes, os alunos já entendem que é tempo de merendar e formar-se um verdadeiro recreio em volta do Templo, na cantina, etc… Até que resolvam estudar, metade do assunto já foi discutido e os retardatários chegam “cheios de dúvidas”, obrigando o professor a rediscutir as mesmas coisas para os eternos atrasados. Metade da classe se desinteressa, a outra metade começa a conversar e muitos saem se entender o assunto. Quando o professor é enérgico, impede o fracasso da aula, caso contrário, é indisciplina na certa.
O que vem acontecendo regularmente nas classes de crianças, com o tempo da EBD atropelado é a pressa ao se contarem as histórias bíblicas. É bom lembrar que a desculpa da falta de tempo é desorganização! Pobreza no investimento para educação é incompetência. Há uma tendência negativa ao se contarem as histórias bíblicas. O foco principal deveria ser outro. Vejam só! As crianças aprendem que Davi foi o jovem que acertou com a pedra na testa do gigante. Só isso! Ele que foi poeta, escritor, compositor, “homem segundo o coração de Deus”, autor de Salmos extraordinários, tem reduzido o seu currículo como o “pastorzinho que matou o gigante”. Há até músicas reforçando “só isso”.
Zaqueu é apresentado como um baixinho, “quase um anão”, o resto da história quem sabe? Jonas, o maior evangelista de todos os tempos, o pregador que conseguiu realizar a grande cruzada evangelística, quando toda a cidade se converteu, até o rei! Não! As crianças sabem que ele foi engolido pelo peixe, mais nada!
É falta de tempo na EBD? Como é estudada a lição na classe de crianças? Com a mesma pressa da classe de adultos, com desculpa de que o tempo já se esgotou?
Irmãos, ou muda-se o processo de alfabetização bíblica ou o número analfabetos vai multiplicar-se como na escola dos homens. Quem sabe os assuntos da Bíblia pela metade não terá argumentos para vencer o mundo.
A EBD tem sido a única oportunidade para milhares e milhares de pessoas lerem e estudarem a Bíblia. Pela negligência de muitos lares no ensinamento bíblico, crianças, jovens e adultos vacilam e o mundo os têm arrastado.
Quanta responsabilidade ser diretor, secretário, professor e aluno da Escola de Cristo!
É preciso planejar esta Escola com o máximo cuidado, porque ela se propõe a ensinar a Bíblia. O aluno da EBD é tão exigente quanto o aluno da escola secular. Ninguém pense que aula improvisada vai convencer, porque não vai. Agora vejam: dentro dos frágeis cinqüenta minutos, ainda inventam uma “justa homenagem” aos aniversariantes, a tal chamada nominal (que sabemos necessária, só que o mecanismo atrasa outro tanto de aula) e não raro aparece aquele professor contando, no tempo da aula, todas as desgraças de que ele teve notícia durante a semana: inflação, assaltos, separações, enfermidades. Vamos homenagear todo mundo fora do tempo de aula! Desgraça? Nem pensar.
A Escola Dominical tem tudo para dar certo: conteúdo completo e perfeito, finalidade inegável, o melhor ambiente, só que alguns professores se esquecem de que eles, como professores, devem ter competência para o exercício do magistério, habilitação para o ensino bíblico, conhecimento doutrinário, capacidade ao aplicar a didática, senso de disciplina, e, sobretudo, amor pelo evangelismo.
A Igreja deve promover intenso programa de atualização dos professores da EBD, através de reciclagem permanente, de intercâmbio, lembrando-se de que a verba destinada à compra de material pedagógico não é despesa, é investimento. Na Era online, “cuspe e giz” tem sido único recurso da maioria dos professores. Se a Igreja tem condições financeiras, por que este desprestígio da EBD no orçamento, quando nem uma sala próprio às vezes, não tem ?
Senhores líderes, vamos cuidar da Escola de Cristo! Nada de salas escuras, sombrias, nem professores desanimados, falando baixinho, nem o extremo do concurso dos que falam mais alto. EBD é Escola.
Organize a aula com o mínimo de cinqüenta minutos, analisando o objetivo da aula, estudando e discutindo o assunto, avaliando o resultado. Ninguém vai achar que a aula foi pequena ou grande, todos vão gostar da aula.
Já notaram com os bancos ficam lotados naquela classe em que o professor prepara a aula? Notou como as crianças até choram, quando a professora diz que o estudo chegou ou fim?
Mas, por favor, não chame o culto que as crianças prestam a Deus na pureza de seus corações, de “cultinho”, nem ouse apelidar de “louvorzinho” os hinos que elas cantam. A EBD precisa ensinar a linguagem bíblica a seus alunos, porque esta terminologia estranha que se implanta nos arredores da Igreja pode ser corrigida pelo professor da Escola de Cristo. “Cultão, louvorzão, rebanhão”.
Reclama-se tanto do comportamento do brasileiro, de sua péssima formação, culpando-se a escola dos homens de incompetente e, alguém até já denunciou a falência do ensino e o fracasso da educação.
A EBD, Escola de Cristo – tem formado o cidadão celestial para o exercício a missão de “sal da terra e luz do mundo”, neste mundo tão carente de exemplos? Como funciona a EBD de sua Igreja?
Trabalhe, senhor diretor da EBD, como homem de Deus investido de humildade, convoque a Igreja para sustentar a Escola em oração. Exija dos alunos o uniforme completo que o Apóstolo Paulo desenhou para os efésios, descrito no capítulo seis.
A Escola Bíblica Dominical precisa, urgentemente, de uma reforma. Não reformar a grade curricular nem o conteúdo. Precisa-se reformar o corpo docente.
Quem vai suportar, o ano todo, aquele professor? Você sabe qual!
Toda vez que alguém visita uma Escola, o que observa? Vamos enumerar?
1 – A disciplina
2 – A atitude dos professores em classe
3 – A limpeza das dependências-
4 – Os murais
5 – A recepção dada pelos funcionários
Na Escola de Cristo observa-se ainda a capacidade de se usar o tempo, com sabedoria.
Há professores que, tão logo percebem o visitante, oferecem logo a ele “a oportunidade de ensinar a lição”.
– De que Igreja é o irmão? Seja bem vindo irmão, gostaríamos de ouvir a sua palavra, hoje, aqui na classe.
Isto é um comportamento extremamente perigoso, porque a Igreja confiou ao professor a tarefa de ensinar e, muitas vezes tem se esquecido de ajudá-lo a compreender a responsabilidade que pese sobre seus ombros. Ninguém deve transferir a uma pessoa que vê pela primeira vez a grande responsabilidade de ensinar a lição. Situações desagradáveis podem ocorrer e fica difícil reparar o erro. O professor titular da EBD deve conscientizar-se de que, na sua ausência, só poderá lecionar alguém credenciado pela Igreja, porque ele foi designado por ela. Mesmo na ausência inesperada o Diretor da EBD deve ser notificado por alguém da classe para que outro professor seja indicado.
Vamos lutar para que a Universidade de Cristo funcione como Escola organizada, credenciada, estruturada, vitoriosa. Na escola dos homens a estatística da evasão denuncia os graves erros cometidos no processo de aprendizagem. Por que os alunos da EBD desistem de estudar?
É tempo de intensa avaliação da Escola Bíblica Dominical. Ali, sentado nos bancos, dominicalmente, o menino de olhos atentos busca orientação para assumir o comando da Igreja. Ele poderá ser Pastor, Evangelista, Diácono, não importa como irá servir ao Senhor. Importa que faz parte do Corpo e qualquer erro pode interferir na sua formação espiritual. Irmão, leve sua Igreja a discutir o fenômeno do desinteresse pelo estudo bíblico.Irmão, existe solução.

Ivone Boechat