MP questiona apresentador de TV por preconceito aos ateus

Em seu programa Datena teria afirmado que só quem não acreditava em Deus poderia ser capaz de cometer determinados crimes
MP questiona apresentador de TV por preconceito aos ateus
O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo entrou com uma ação para que programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, se retrate de uma atitude preconceituosa contra ateus, veiculada no último dia 27 de julho. A TV Bandeirantes possui concessão pública e não pode ser usada para disseminar preconceito, segundo o MPF.
De acordo com o MPF, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos ficaram por 50 minutos proferindo ofensas e declarações preconceituosas contra cidadãos ateus durante reportagem sobre um crime bárbaro. Em todo o tempo em que a matéria ficou no ar, o apresentador associava aos ateus a ideia de que só quem não acreditava em Deus poderia ser capaz de cometer tais crimes.
A ação civil pública, com pedido de liminar, solicita que a Rede Bandeirantes de Televisão seja obrigada a exibir, durante o programa “Brasil Urgente”, um quadro com retratação das declarações ofensivas às pessoas ateias, bem como esclarecimentos à população acerca da diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil, com duração de no mínimo o dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas.

Fonte: Agencia Estado

Papa pede esforço da Igreja brasileira contra perda de fiéis

Crescimento das comunidades evangélicas pode ser a causa

O papa Bento XVI pediu nesta sexta-feira à Igreja Católica do Brasil que não poupe esforços para deter o crescente abandono de fiéis e enfrentar, por outro lado, a rápida expansão das comunidades evangélicas e neopentecostais. O pedido foi feito durante discurso aos bispos brasileiros, recebidos hoje em Castelgandolfo (a cerca de 30 quilômetros de Roma), na tradicional visita “ad limina” (visita aos túmulos, em livre tradução), realizada a cada cinco anos pelos representantes eclesiais de cada país.
“É observada uma crescente influência de novos elementos na sociedade, que há poucas dezenas de anos não existiam. Isto provoca um crescente abandono por parte de muitos católicos da vida eclesial ou inclusive da Igreja, enquanto no panorama religioso do Brasil se assiste à rápida expansão das comunidades evangélicas e neopentecostais”, disse Bento XVI. Segundo o papa, este afastamento se deve a “uma evangelização, em nível pessoal, às vezes superficial”.
“Às vezes, os batizados não são suficientemente evangelizados, por isso são facilmente influenciáveis, já que têm uma fé frágil e frequentemente baseada em uma ingênua devoção”, acrescentou o Sumo Pontífice. Por isso, o papa instou que “a Igreja Católica se empenhe na evangelização e que não economize esforços na busca de católicos que tenham se afastado ou de pessoas que conheçam pouco ou nada da mensagem cristã”.
O Pontífice explicou que, diante “do desafio da multiplicação incessante de novos grupos, nos quais às vezes é feito uso de um proselitismo agressivo”, é necessário reforçar o “diálogo ecumênico”. “A falta de unidade (entre as Igrejas cristãs) mina a credibilidade da mensagem cristã divulgada à sociedade”, afirmou Bento XVI.

ViaCPADNews

Sim, we temos no bananas!

Em 1932, pela primeira e última vez na história, católicos e protestantes irlandeses (do norte) se uniram, para um protestar contra alguma coisa (nesse caso o desemprego na Irlanda). Como a única música não-sectária que ambos conheciam era ‘Yes, we have no bananas’ de Frank Silver e Irving Cohn, esta passou a ser o tema musical da passeata.
Com a eterna criatividade tupiniquim, Braguinha e Alberto Ribeiro, quinze anos depois, compuseram a marchinha de carnaval “Yes, nós temos bananas”, incrustada na nossa memória por Carmem Miranda. A música nada mais era do que uma crítica aos brothers do Tio Sam e o seu desprezo pelos latino-americanos.
Não sei por que, mas foi essa a música que me veio à mente no último sábado, quando fui assistir ao show do Delirious? na Igreja Bíblica da Paz, em São Paulo.
Imaginei, pelo ingresso graciosamente recebido, que seria uma boa oportunidade para ver um show de rock britânico, feito por um grupo de músicos competentes que, por coisas que só o “deustino” sabe, são todos meus irmãos na fé.
É claro que fui preparado para um evento cultural (afinal, música também é cultura) promovido por crente, ou seja, fui preparado para a maior bagunça. E não é que até que estava organizado? Fila para entrar, ausência, quase que total, de vendilhões no templo, barraquinha com merchandising oficial da banda…
Mas cai (quase que literalmente) na real, assim que o “show” começou…
Fui informado pelo apóstolo que dirigia o evento que o show seria gravado, com equipamentos de última geração, para o lançamento de um DVD. Além disso, não era só a gravação do Delirious?, mas sim a participação da banda no show de um cantor muito adorado pelos crentes brasileiros. Até tirei o ingresso do meu bolso, para ver se era aquilo mesmo… Bom, pelo menos no meu ingresso não era, não…
Ouvi também do apóstolo que, como a gravação seria ao vivo, era pro pessoal não assobiar no meio do show, seguir toda a direção de quem estivesse “ministrando”, não colocasse a namorada nos ombros e, uma série de outras coisas, que minha memória, já paralisada naquele momento, não guardou.
Bom… a idéia de ser ao vivo não é prá gente registrar essa participação do povo??? Só faltou ele falar que não seria permitido cantar e palmas só se subisse uma placa.
Ainda tive de ouvir que aquilo não era um show, mas um culto. Foi a deixa prá começar um “vira pro seu irmão e diz isso e diz aquilo e bate na cabeça e fala que é prá ele não assobiar”… Claro, que seguido de uma oração de uns cinco minutos expulsando o inimigo do lugar e clamando pelos anjos e bênçãos do Senhor para o cantor e os músicos…
Naquele momento, a cotação do programa já tinha subido mais três cocares…
Eis que o show começa com o brazuca cantando em inglês… Tudo bem… Vou dar um desconto… ele tá pensando no mercado internacional… Mas ai, o cara começa a ministrar prá molecada, em inglês!!!!! Era um Holly Ghost prá cá, um Holly Spirit prá lá, e toma lift your voice, praise the Lord…
A segunda música também foi em inglês… E a terceira… E o pop-star continuava a cantar e a “ministrar” em língua estranha pra maioria do público… Lamentável… Imaginei que muitos ali estavam como que católicos em uma missa celebrada em latim.
É claro, que naquele momento meu desânimo – e por que não dizer desapontamento com a Igreja Evangélica brasileira – representada pelo respeitado senhor que abriu o culto e seu filho, um dos mais admirados cantores gospel da atualidade, se fizeram mais latentes. Tive vontade de dar uma banana para tudo aquilo…
Por que a igreja não consegue apenas ser igreja, nos dias de hoje? Tudo tem de ser espiritual ou financeiro? É hora de nos preocuparmos com o reencantamento da fé, ou como disse o teólogo Jung Mo Sung, empreender uma busca por encontrar nas coisas, atividades e pessoas, valores que transcendam o econômico “e revelem um sentido de vida que seja muito mais humano e profundo que simplesmente acumular riquezas e ostentar bens de consumo”.
Temos que achar um cântico que una todos os cristãos, católicos e protestantes brasileiros para juntos marcharmos contra a mediocridade e irrelevância existentes na igreja evangélica tupiniquim, nem que seja a música Yes, nós temos bananas, bananas prá dar e vender”…
Ah… quase me esqueci de dizer… Ouvi duas músicas do Delirious? antes de ir embora… E não é que os caras são bons, mesmo?!

Matéria postada no site www.cristianismocriativo.com.br
em 14 de fevereiro de 2008

DEUS – VERSÃO 2.0

Creio que o Deus morto por Nietszche foi agora ressuscitado, numa versão mais sofisticada ao sabor da terceira modernidade. Esta tentativa vem desde a primeira modernidade, no Éden, após a queda de Adão, quando ele quis ser como Deus declarando a sua independência em busca de sua autonomia.
Nova tentativa de um upgrade de Deus foi feita na segunda modernidade iniciada por volta da época cartesiana, lançando-se o homem como fonte da verdade científica. Período chamado simplesmente de Modernidade.
Em todas estas versões há uma transposição em que o homem busca ser o seu próprio Deus. Nesta última versão, o Homem-Deus já não usa mais a capacidade da independência de escolha (Éden – primeira modernidade) ou a razão como sua garantia de afirmar a verdade por si (a chamada modernidade), mas a sua natureza mais primitiva (cérebro reptiliano) como fonte de verdade ética e moral.
A sua vontade de potência (Nietszche, sua índole ou seus instintos (em termos ontológicos e não psicanalíticos) é que determinam as suas decisões.
É uma ética irresistível representada em frases como “porque quando você se dá conta já rolou” ou como na música popular intitulada “Deixa a vida me levar” que diz “fiz o que estava a fim de fazer … meu coração mandou … eu fiz”, ou ainda “o meu coração está em paz…”.
As pessoas têm procurado um Deus que atenda às suas demandas em vez de buscar a razão de suas vidas em Deus. Nesta versão, Deus deixa de ser Deus e passa a ser uma espécie de súdito ou gênio da garrafa que deve atender aos desejos infinitos das pessoas, que se tornaram o próprio Deus. Vemos isso também na Teologia da Prosperidade.
Parece-me que nem a adoração contemporânea escapa disso, com a ênfase na transcendentalidade como que numa espécie de “yoga gospel” em que as sensações místicas subjetivas são as únicas válidas.
É preciso considerar que o homem não foi criado para ser Deus, mas para ser simplesmente homem. Se continuarmos avaliando o que é ser homem à luz do paradigma da modernidade ou pós-modernidade (terceiro Éden), não compreenderemos o real sentido da vida. Neo, no filme Matrix, negou a sua suposta liberdade tomando a pílula vermelha e achou a realidade. Nós precisamos negar a nossa suposta liberdade, voltando ao estado edênico, aí encontraremos a verdadeira liberdade para qual fomos criados. É o paradoxo do Cristianismo – o negar-se a si mesmo e caminhar em direção à ressurreição a uma nova vida (Lc 9.23; Rm 6).
A nossa vida só tem sentido em Deus, versão única e completa, nós só precisaremos, então, sermos humanos, simplesmente isso. Humano, simplesmente humano!

Lourenço Stelio Rega
é teologo, educador e escritor.

Guerra diminui frequência em igrejas no Rio de Janeiro

Bancos de madeira vazios na Assembleia de Deus da Avenida Ministro Edgard Romero. O pastor usa microfone, mas nem precisaria. No culto da noite desta quarta-feira, 15 pessoas ouviam a pregação do líder evangélico Izael Jacinto em sua igreja. Normalmente, segundo ele, o número é quatro vezes maior. Com a violência que vem assustando os moradores de Madureira, os fiéis se afastaram. Por enquanto, resta ao pastor orar para que esse período acabe.
— A frequência tem sido pequena. Quem vai querer correr risco? — questiona o pastor, que iniciou o culto com 40 minutos de atraso porque ainda não havia fiéis na igreja.
Moradora da parte baixa da Serrinha, uma senhora resolveu ir ao culto mesmo depois do susto que tomou no último domingo, quando precisou se esgueirar pelos muros e paredes da rua para chegar em casa com segurança, em meio ao tiroteio.
— Quando a polícia dá as costas, o tiroteio recomeça. Se a situação está muito agitada, nem venho, porque não consigo subir. De segunda para terça-feira, ninguém dormiu na comunidade. Dava para ver os traçantes (tiros) passando — contou.

“Não temos muito Islã, temos pouco Cristianismo” afirma Chanceler da Alemanha

A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, recebeu um estrondoso aplauso do Congresso do seu partido, a União Democrata Cristã, ao anunciar que o problema da Alemanha não passa por um excesso de Islã, mas sim de uma escassez de Cristianismo.
O comentário de Merkel surge no contexto de um debate alargado sobre a identidade alemã, o lugar dos cerca de 4 milhões de muçulmanos na sociedade e o multiculturalismo, um projecto que a Chanceler considera ter falhado.
“Não temos muito Islã, temos pouco Cristianismo. Temos poucas discussões sobre a visão cristã da humanidade”, afirmou a política, que em diversas ocasiões já manifestou publicamente a sua fé cristã.
A Alemanha precisa de mais debate sobre “os valores que nos guiam e a nossa tradição judaico-cristã. Temos que realçar isto com confiança, então conseguiremos chegar à coesão na nossa sociedade”.
As palavras de Merkel surgem numa altura em que foi tornado público que o seu partido quer passar uma resolução a consagrar a identidade judaico-cristã da Alemanha. Uma medida que não significa a exclusão dos muçulmanos, insiste a chanceler. “Esperamos que aqueles que venham para cá a respeitem [a tradição judaico-cristã], mantendo todavia a sua identidade pessoal”.
A liberdade religiosa não está em causa, adianta Merkel, que aproveitou para deixar uma mensagem sobre as minorias cristãs em países de maioria islâmica, ao dizer: “Claro que somos pela liberdade de cada um praticar a sua fé. Mas a liberdade cristã não pode parar nas nossas fronteiras. Isto aplica-se também a cristãos noutros países do mundo”.

Fonte: Renascença

Adoração e unidade

“… quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazerem ouvir, para louvarem o SENHOR e render-lhe graças; e quando levantaram eles a voz com trombetas, címbalos e outros instrumentos músicos para louvarem o SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre, então, sucedeu que a casa, a saber, a Casa do SENHOR, se encheu de uma nuvem”; (2ºCr. 5:13, 14) .
Introdução: Nos dias de hoje devemos estar atentos à urgência e a emergência de vivermos uma vida de adoração e unidade. Grandes são os desafios daqueles que desejam ser achado por Deus como verdadeiros adoradores. Gostaria de deixar alguns passos importantes na caminhada de um adorador que entende que a sua adoração, não pode estar distante da graciosidade da unidade com o Altar Deus, com o seu povo e com a sua igreja local. Nós como Ministros, Levitas, Músicos, Adoradores na casa de Deus, precisamos descobrir os mistérios da palavra uníssono. O texto diz: “… então, sucedeu que a casa, a saber, a Casa do Senhor, se encheu de uma nuvem”; – MINHA PERGUNTA É: QUANTOS QUEREM SER CHEIOS?
Quais os requisitos para sermos cheios?  Produzir o mesmo som. Ter o mesmo objetivo. Ser morada do senhor.
1º  PASSO: Para que um ministro e toda a sua equipe possam ser cheios, necessário é que todos tenham o mesmo pensamento. Ou seja: tenham um único som. Isto quer dizer que; para que haja unidade no ministério, não pode haver vários sons, vários pensamentos, vários sentimentos várias falas, várias motivações. Numa equipe pode haver várias idéias; porém o objetivo final precisa ser único. Ser único no mesmo objetivo e ter a mesma visão e querer a mesma coisa. Creio piamente que aqueles músicos e cantores desejavam a mesma coisa, queriam o mesmo, e isto foi fundamental para atrair a Presença de Deus até eles. (Rm. 12:16).
2º  PASSO: O texto diz: “… Tocaram as trombetas, cantaram, levantaram as vozes tocaram os instrumentos para louvarem ao Senhor”.Penso que pode sim, e deve haver uma diversidade de Instrumentos, assim como também em um ministério pode e deve haver diversidade de pessoas e até idéias diferentes. Porém para que Deus possa nos encher, necessário é que mesmo sendo diferentes, precisamos ter um único som e um único objetivo. UNIDADE NÃO ESTA NA IGUALDADE. Eu não preciso ser igual para ser unido. Uma equipe vencedora se faz com pessoas unidas e não necessariamente iguais.   (1º Cor.12:4-6)
3º  PASSO: O texto diz: “… então, sucedeu que a casa, a saber, a Casa do SENHOR, se encheu de uma nuvem;” Não basta a casa estar cheia, se não for à Casa do Senhor. Muitos não sabem ainda hoje, que somos a Casa do Senhor, a sua habitação, a morada do Espírito Santo. A nuvem representava a glória de deus. A glória de Deus só enche aqueles que conhecem a sua identidade como casa espiritual. “Você conhece realmente a sua Identidade?” Você é casa espiritual? (1Pd. 2:5). Para sermos cheios precisamos primeiro nos esvaziar. Mas esvaziar de que pode ser a pergunta; de conceitos, dogmas de pré-conceitos que não nos levará a unidade, e sim ao afastamento dos outros. Muitos querem ser cheios mais não querem primeiro se esvaziar. Esvaziar de si mesmo e permitir que o Espírito Santo, somente ele nos encha. A uma urgência creio mesmo nisso, de ministros, de líderes de músicos, de homens e mulheres cheio de Deus, que possam transbordar o amor de Deus  e que atraiam a Presença gloriosa dele até a nós. Para terminar, não basta estar cheio de Deus, necessário é permanecer 24 horas, todos os dias, todas as horas, segundos cheios da presença Dele.

Pr. Tércio Rocha
Líder do Ministério de Adoração IPV
Fonte: Mundo Gospel

Dilma Rousseff diz que é católica e não faz o Sinal da Cruz quando todos ao seu lado o fazem

A foto na capa da Folha de São Paulo é antológica. Merece o Prêmio Esso de Jornalismo. Capta o exato momento em que 15.000 fiéis, no Santuário de Aparecida, fazem o sinal da cruz , enquanto uma atéia, na platéia, é a única que fica estática, pois nada sabe do ritual religioso: Dilma Rousseff. No momento seguinte, Gabi Chalita cutuca a candidata e refaz o sinal, para que ela o siga. Automaticamente, Dilma Rousseff, a cristã de palanque, imita Gabi Chalita. É isso que dá usar a boa fé das pessoas para mentir e enganar.

Deus castiga.

Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo

Israelenses descobriram as ruínas do que eles acreditam ser uma das mais antigas sinagogas do mundo.
Segundo a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni, as ruínas descobertas no norte de Israel são da época do Segundo Grande Templo de Jerusalém, entre os anos 50 antes de Cristo e 100 depois de Cristo. O local das escavações, a praia de Migdal, na costa do Mar da Galiléia, é citado tanto em escrituras judaicas quanto cristãs.
Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas.
A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel. A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas. Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém.
A cidade de Migdal, sob o nome aramaico de Magdala, é citada nas escrituras cristãs como o local de nascimento de Maria Madalena, uma das mulheres que acompanharam Jesus Cristo e que depois foi tornada santa pela Igreja Católica.
Segundo Avshalom-Gorni , é possível supor que a comunidade que seguiu Jesus na Galiléia frequentava a sinagoga descoberta.

Via O Verbo.

Estudo aponta que 32% dos britânicos são favoráveis ao criacionismo

No aniversário de 200 anos de nascimento de Charles Darwin, o cientista que formulou a mais revolucionária explicação sobre os seres vivos, um estudo publicado no Reino Unido revela que seus próprios compatriotas ainda desconfiam dele.
Segundo a pesquisa “Rescuing Darwin” [Resgatando Darwin], que veio a público na última semana, mais da metade dos britânicos acredita no design inteligente, em detrimento da teoria da evolução. Esta determina que animais, plantas e seres humanos mudam para adaptar-se às condições do ambiente ao longo dos tempos, por meio da seleção natural.
Ensinamento bíblico indica que Deus criou a Terra e seus seres; para especialistas, força do criacionismo mostra deficiência na educação
Ensinamento bíblico diz que Deus criou a Terra e seus seres; para especialista, força do criacionismo mostra necessidade de informação
Realizada pelo Theos, um “think tank” dedicado a temas religiosos, e o Instituto Faraday, de Cambridge, o estudo aponta que aqueles que defendem ou simpatizam com a ideia de criacionismo da Terra Jovem somam 32%.
E o design inteligente conta com 51% de adesão –os números não são excludentes, pois referem-se a um questionário múltiplo.
A interpretação desse resultado é considerada difícil pelos próprios organizadores. Nick Spencer, diretor do Theos, considera que há uma imensa “área cinzenta” devido ao fato de as pessoas não conhecerem claramente os significados da teoria darwiniana, do criacionismo e do design inteligente.
“A urgente necessidade de educação e informação é o que mais impressiona. A confusão e o ceticismo, causados pelo modo como ciência e religião são ensinados, levam as pessoas a dar respostas até mesmo contraditórias de um ponto de vista científico”, disse à Folha.
Dez mil anos atrás
Feitas as ressalvas, acadêmicos como Denis Alexander, diretor do Instituto Faraday e responsável pela interpretação da pesquisa, consideram que ela traz resultados preocupantes. Principalmente por conta da grande quantidade de pessoas que acham que a Terra foi criada nos últimos 10 mil anos.
“É desconcertante que, em 2009, existam pessoas que pensam que o mundo tem essa idade por conta de uma leitura da Bíblia, quando toda evidência científica demonstra que isso é errado”, diz Denis Alexander, diretor do Instituto Faraday, responsável pela interpretação desses números, à Folha.
Alexander diz que não pode comprovar de um ponto de vista estatístico, mas tem a impressão de que o criacionismo esteja crescendo consideravelmente no Reino Unido nos últimos anos. E aponta três causas que considera principais.
As duas primeiras seriam o aumento da população de imigrantes islâmicos e a proliferação de igrejas pentecostais de africanos ou afrodescendentes, grupos em que o criacionismo é muito popular.
A terceira seria o “desfavor que vêm fazendo à ciência os ditos intelectuais neodarwinistas”. Entre eles, o principal culpado seria o também britânico Richard Dawkins, autor de “O Gene Egoísta” e “Deus, um Delírio” (Companhia das Letras), que, por meio das ideias de Darwin, defende o ateísmo.
“Não é sua intenção, mas ao fazer campanha pró-evolução, Dawkins tem estimulado a ascensão do criacionismo neste país. Sua mensagem, repetida de modo simplório em igrejas, mesquitas e sinagogas, é a de que “a evolução significa ateísmo”, ao que os fiéis são levados a responder: “Bem, não aceitamos o ateísmo, então também não apoiamos a evolução”.
Segundo ele, ao lutar contra algo com violência, Dawkins estaria estimulando um comportamento extremo oposto. “Um fenômeno social muito comum na história das ideias”, conclui Alexander.
James Williams, estudioso de ciência da educação da Universidade de Sussex, concorda. “Dawkins é um intelectual a ser respeitado, mas exagera em suas interpretações. Para ele, se você acredita em algo, isso é suficiente para que você seja considerado um idiota. Elimina a ideia de que evolução e crença em Deus possam andar juntas. Tenta provar que Deus não existe, mas não pode fazer isso. Desse modo, provoca uma reação violenta, que acaba dando força ao criacionismo”, diz o pesquisador.
Para o acadêmico, Darwin, se estivesse vivo, não lutaria ao lado de Dawkins, para desapontamento deste. “Ele o respeitaria pela importância de seus estudos, mas só isso, não concordaria com a violência que está imprimindo ao debate.”
Alexander também reforça essa ideia. “Darwin era um cavalheiro educado, ao estilo vitoriano. Deveria ser visto por nós como um exemplo de alguém que teve bom relacionamento com acadêmicos de diversas correntes e credos. É algo que está muito em falta nos dias de hoje. Estou seguro de que ficaria chocado com a brutalidade desse debate teológico. Além disso, esse nem era o centro de seus estudos.”
O caso brasileiro
O professor de sociologia da USP Antônio Flávio Pierucci acha que no Brasil os resultados de uma pesquisa como essa provavelmente não seriam os mesmos, devido à pouca força que os criacionistas têm aqui.
“Não dá para ter uma ideia clara, mas vejo uma tendência de simpatia pelo evolucionismo, por exemplo, entre adeptos do espiritismo, que é uma religião muito popular no Brasil. Mas é só uma sensação.”
Pierucci considera assustador o fato de que tantos britânicos acreditem no criacionismo. “As pessoas em geral não entendem como funciona a ciência até que ela tenha um efeito prático em suas vidas. Uma evidência científica funciona apenas para os cientistas”, diz.
Ele concorda com a ideia de que educação e informação permitiriam um melhor entendimento do significado de assuntos como a teoria da evolução, o criacionismo e o design inteligente.
“Ao ouvir a expressão ‘design inteligente’, a tendência é a pessoa pensar que há por trás um ‘designer inteligente’, a personalizar o processo; é assim que funciona o raciocínio popular desinformado”, diz.