Transformai-vos pela renovação da vossa mente -Romanos 12:2

I – O Que Não Fazer – “Não Vos Conformeis Com Este Século”
“Não”
Indica a descontinuação de uma ação em progresso, ou
A ação não deve ser feita continuamente.
“Conformeis” no grego significa
Formar ou modelar de acordo com algo
O verbo indica a:
– adoção ou imitação de uma pose, ou
– um modo recebido de conduta
Um escritor antigo chamado Juvenal disse: “Todos nós somos facilmente ensinados a imitar o que é vil e depravado.”
“Com Este Século”
Não entregar-se às várias manifestações de mundanismo por meio do qual nos vemos cercados. Exemplos:
_Linguagem suja
_Programas televisivos indevidos (não se tem “filtro” quem não o busca)
_Relacionamentos com más companhias (1Co 15:33)
A lista é infindável!
Ler – 1Co 2:6, 8; Gl 1:4
Uma forma que passa – 1Co 7:31 – uma frustração
Quem faz a vontade de Deus permanece para sempre – 1Jo 2:17
II – O Que Fazer – “Transformai-vos Pela Renovação da Vossa Mente”
“Transformai-vos” no grego significa
Mudança; isto é, alteração na forma
“A transformação não deve ser uma questão de impulso: ora avança, ora se retrai. Tem de ser continua.” Hendriksen
É basicamente uma obra do Espírito Santo – 2Co 3:18
Porém, os crentes não totalmente passivos – Fp 2:12, 13; 2Ts 2:13
1 – Paulo não diz “substituam a forma externa por outra”
“Pela Renovação da Vossa Mente”
“Mente” no grego indica mente, a faculdade do pensamento, a razão em sua atividade e qualidade moral
A transformação que se necessita passa pelo pensamento e pelo raciocínio, porém deve-se avançar para uma mudança interior – Rm 7:22-25
III – O Resultado – “Experimenteis Qual Seja a Boa, Agradável e Perfeita Vontade de Deus”
“Quanto mais vivem de conformidade com essa vontade, e a aprovam, mais, também, por meio dessa experiência, aprenderão a conhecer essa vontade e a de alegrar-se nesse conhecimento. Exclamarão: “Tua vontade é nosso deleite.” Hendriksen

Referência
HENDRIKSEN, William: Comentário do Novo Testamento – Romanos. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.

Pastor Zwinglio Rodrigues

Estudo aponta que 32% dos britânicos são favoráveis ao criacionismo

No aniversário de 200 anos de nascimento de Charles Darwin, o cientista que formulou a mais revolucionária explicação sobre os seres vivos, um estudo publicado no Reino Unido revela que seus próprios compatriotas ainda desconfiam dele.
Segundo a pesquisa “Rescuing Darwin” [Resgatando Darwin], que veio a público na última semana, mais da metade dos britânicos acredita no design inteligente, em detrimento da teoria da evolução. Esta determina que animais, plantas e seres humanos mudam para adaptar-se às condições do ambiente ao longo dos tempos, por meio da seleção natural.
Ensinamento bíblico indica que Deus criou a Terra e seus seres; para especialistas, força do criacionismo mostra deficiência na educação
Ensinamento bíblico diz que Deus criou a Terra e seus seres; para especialista, força do criacionismo mostra necessidade de informação
Realizada pelo Theos, um “think tank” dedicado a temas religiosos, e o Instituto Faraday, de Cambridge, o estudo aponta que aqueles que defendem ou simpatizam com a ideia de criacionismo da Terra Jovem somam 32%.
E o design inteligente conta com 51% de adesão –os números não são excludentes, pois referem-se a um questionário múltiplo.
A interpretação desse resultado é considerada difícil pelos próprios organizadores. Nick Spencer, diretor do Theos, considera que há uma imensa “área cinzenta” devido ao fato de as pessoas não conhecerem claramente os significados da teoria darwiniana, do criacionismo e do design inteligente.
“A urgente necessidade de educação e informação é o que mais impressiona. A confusão e o ceticismo, causados pelo modo como ciência e religião são ensinados, levam as pessoas a dar respostas até mesmo contraditórias de um ponto de vista científico”, disse à Folha.
Dez mil anos atrás
Feitas as ressalvas, acadêmicos como Denis Alexander, diretor do Instituto Faraday e responsável pela interpretação da pesquisa, consideram que ela traz resultados preocupantes. Principalmente por conta da grande quantidade de pessoas que acham que a Terra foi criada nos últimos 10 mil anos.
“É desconcertante que, em 2009, existam pessoas que pensam que o mundo tem essa idade por conta de uma leitura da Bíblia, quando toda evidência científica demonstra que isso é errado”, diz Denis Alexander, diretor do Instituto Faraday, responsável pela interpretação desses números, à Folha.
Alexander diz que não pode comprovar de um ponto de vista estatístico, mas tem a impressão de que o criacionismo esteja crescendo consideravelmente no Reino Unido nos últimos anos. E aponta três causas que considera principais.
As duas primeiras seriam o aumento da população de imigrantes islâmicos e a proliferação de igrejas pentecostais de africanos ou afrodescendentes, grupos em que o criacionismo é muito popular.
A terceira seria o “desfavor que vêm fazendo à ciência os ditos intelectuais neodarwinistas”. Entre eles, o principal culpado seria o também britânico Richard Dawkins, autor de “O Gene Egoísta” e “Deus, um Delírio” (Companhia das Letras), que, por meio das ideias de Darwin, defende o ateísmo.
“Não é sua intenção, mas ao fazer campanha pró-evolução, Dawkins tem estimulado a ascensão do criacionismo neste país. Sua mensagem, repetida de modo simplório em igrejas, mesquitas e sinagogas, é a de que “a evolução significa ateísmo”, ao que os fiéis são levados a responder: “Bem, não aceitamos o ateísmo, então também não apoiamos a evolução”.
Segundo ele, ao lutar contra algo com violência, Dawkins estaria estimulando um comportamento extremo oposto. “Um fenômeno social muito comum na história das ideias”, conclui Alexander.
James Williams, estudioso de ciência da educação da Universidade de Sussex, concorda. “Dawkins é um intelectual a ser respeitado, mas exagera em suas interpretações. Para ele, se você acredita em algo, isso é suficiente para que você seja considerado um idiota. Elimina a ideia de que evolução e crença em Deus possam andar juntas. Tenta provar que Deus não existe, mas não pode fazer isso. Desse modo, provoca uma reação violenta, que acaba dando força ao criacionismo”, diz o pesquisador.
Para o acadêmico, Darwin, se estivesse vivo, não lutaria ao lado de Dawkins, para desapontamento deste. “Ele o respeitaria pela importância de seus estudos, mas só isso, não concordaria com a violência que está imprimindo ao debate.”
Alexander também reforça essa ideia. “Darwin era um cavalheiro educado, ao estilo vitoriano. Deveria ser visto por nós como um exemplo de alguém que teve bom relacionamento com acadêmicos de diversas correntes e credos. É algo que está muito em falta nos dias de hoje. Estou seguro de que ficaria chocado com a brutalidade desse debate teológico. Além disso, esse nem era o centro de seus estudos.”
O caso brasileiro
O professor de sociologia da USP Antônio Flávio Pierucci acha que no Brasil os resultados de uma pesquisa como essa provavelmente não seriam os mesmos, devido à pouca força que os criacionistas têm aqui.
“Não dá para ter uma ideia clara, mas vejo uma tendência de simpatia pelo evolucionismo, por exemplo, entre adeptos do espiritismo, que é uma religião muito popular no Brasil. Mas é só uma sensação.”
Pierucci considera assustador o fato de que tantos britânicos acreditem no criacionismo. “As pessoas em geral não entendem como funciona a ciência até que ela tenha um efeito prático em suas vidas. Uma evidência científica funciona apenas para os cientistas”, diz.
Ele concorda com a ideia de que educação e informação permitiriam um melhor entendimento do significado de assuntos como a teoria da evolução, o criacionismo e o design inteligente.
“Ao ouvir a expressão ‘design inteligente’, a tendência é a pessoa pensar que há por trás um ‘designer inteligente’, a personalizar o processo; é assim que funciona o raciocínio popular desinformado”, diz.

Arqueólogos encontram em Jerusalém muralha atribuída ao rei Salomão

Arqueólogos israelenses descobriram em escavações realizadas junto à Cidade Antiga de Jerusalém os restos de uma muralha do século 10º a.C., que poderiam confirmar a descrição bíblica dos tempos do rei Salomão.
Uma parte da muralha, de 70 metros de comprimento e seis de altura, foi encontrada em um local de nome Ofel, entre a conhecida como Cidadela de Davi e a parede sul do Monte do Templo judeu, também conhecido como Esplanada das Mesquitas muçulmana.
Empreendidas nos últimos meses, as escavações fazem parte de um projeto da Universidade Hebraica de Jerusalém, a Autoridade de Antiguidades de Israel e outras instituições, e conta com o financiamento de patrocinadores americanos.
Sua diretora, Eilat Mazar, data a muralha com base em fragmentos de vasilhas descobertas nos arredores. Segundo ela, os objetos são de tempos do reinado de Salomão, o período de maior construção até então em Jerusalém e quando foi erguido o Primeiro Templo judeu, segundo o Antigo Testamento.
“Esta é a primeira vez que se descobre uma estrutura desse período que pode ter uma correlação com as descrições das obras de Salomão em Jerusalém”, afirma.
“A Bíblia conta que Salomão construiu, com ajuda dos fenícios, que eram excelentes construtores, o Templo e seu novo palácio e que os rodeou com uma cidade. O mais provável é que estivesse conectada à muralha mais antiga da Cidadela de Davi”, explica a diretora das escavações.
No local, foram desenterradas também uma monumental guarita de vigilância de seis metros de altura e uma torre que serviria de mirante para proteger a entrada da cidade, que são características do estilo do Primeiro Templo.
Deste período datam os antigos povoados israelitas de Meguido ou Be’er Sheva, declaradas em 2005 Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Para a arqueóloga, os restos da muralha representam uma prova adicional da exatidão com que as sagradas escrituras descrevem o esplendor do período dos reis Davi e Salomão.
Ela cita o Primeiro Livro de Reis (3:1), no qual “Salomão se tornou parente do então Faraó do Egito, pois se casou com sua filha Anelise e a trouxe à cidade de David, quando terminava de construir sua casa, a casa de Jeová e os muros de Jerusalém ao redor”.
As pesquisas sugerem que os restos da muralha revelam a presença de uma monarquia e que a fortaleza e forma de construção indicam um alto nível de conhecimentos de engenharia.
Os vestígios estão em um ponto estratégico, no alto do vale do Kidron, hoje limite da Cidade Antiga de Jerusalém.
“Ao comparar as últimas descobertas das muralhas e portas da cidade do período do Primeiro Templo e os restos de vasilhas encontrados no local, podemos assegurar com bastante certeza que os muros são da cidade construída pelo rei Salomão em Jerusalém, na última parte do século 10º a.C”, afirma Mazar.
A inscrição encontrada em um fragmento de vasilha descreve: “do supervisor do pa…”, que a arqueóloga acredita se referir ao “supervisor do padeiro”, um oficial responsável por controlar o fornecimento de pães à corte real.
Outros fragmentos contêm as palavras “do rei”, e também foram encontrados selos de cera com dezenas de nomes.
O explorador britânico Charles Warren descreveu o traçado da muralha em 1867, mas sem atribuí-lo à época de Salomão, cuja monarquia ficou conhecida pelas “decisões justas” ou “salomônicas”.
Nesse contexto de difícil equilíbrio, cabe se perguntar se a Bíblia pode servir ou não de guia arqueológico, uma polêmica que enfrenta duas tendências na arqueologia israelense e especialmente incerta no que se refere às descobertas em torno do período do rei Davi e de seu filho Salomão.
Mazar pertence à corrente que reconhece a validade do relato bíblico, enquanto arqueólogos da Universidade de Tel Aviv acham que o Pentateuco não está isento de interesses políticos de seus autores e que as monarquias de ambos os reis não eram uma potência regional como descreve o livro sagrado.

Maior templo da Roma antiga é reaberto ao público

O maior templo da Roma antiga foi reaberto ao público nesta quinta-feira após mais de 20 anos em obras. O anúncio ocorre em meio a uma tempestade política sobre a manutenção dos tesouros artísticos italianos, após o colapso da Casa dos Gladiadores em Pompeia.
O templo de Vênus e Roma, construído durante o governo do imperador Adriano no século 2 (de 121 a 135), se situa no coração do Fórum Romano, perto do Coliseu. Do imenso edifício original com duas entradas restam dezenas de colunas e partes de duas absides com tetos ornamentados.O templo era visível para os visitantes do fórum, mas o acesso estava interditado por causa das obras. Até os anos 1980, carros podiam até mesmo estacionar em frente as suas colunas.
“Restauramos para Roma um dos mais importantes símbolos de poder e grandeza do império romano”, declarou à AFP Claudia Del Monte, arquiteta encarregada da restauração durante a reinauguração do templo.
O trabalho de restauração foi centralizado, principalmente, na pavimentação do templo de Roma, nas melhorias nos vãos de sustentação do teto, enegrecidos pela poluição, e limpeza de um esgoto próximo ao local.
DEUSA DO AMOR E DA CIDADE
Erguida nas ruínas da Domus Aurea –a casa do imperador Nero–, este templo comporta duas partes unidas: o templo de Vênus, deusa do amor e ancestral mística dos romanos, e o templo de Roma Aeterna, deusa da cidade.
Mesmo fechado ao público, o templo vem sendo utilizado, desde o papa João Paulo 2º, para cerimônias da Sexta-Feira Santa.
Del Monte explicou que certos aspectos da restauração não teriam sido necessários se o local tivesse sido mais bem conservado.
“Os italianos devem estar conscientes de seu patrimônio e parar de maltratá-lo”, disse.
A reabertura ocorre na mesma época em que o ministro da Cultura italiano, Sandro Bondi, está sendo ameaçado por um voto de censura por sua responsabilidade no colapso da Casa dos Gladiadores que ocorreu no sábado, no sítio arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles.
Bondi, aliado de Silvio Berlusconi, defendeu-se vividamente e rejeitou qualquer responsabilidade.

Fonte: Folha.com

As bem-aventuranças – parte 4

Ter fome e sede de justiça significa que devemos ter anseio por ver o triunfo final de Deus sobre o mal e o Seu Reino plenamente estabelecido. Vivemos em um mundo onde duas forças, a do Bem e a do Mal, lutam constantemente. Cabe decidirmos qual lado nós seguiremos. Por isso devemos chegar a Jesus com sede de justiça, não de bem-estar, como está escrito em Provérbios 11:4 “Não aproveitam as riquezas no dia da ira, mas a justiça livra da morte.” Os pecadores não têm fome nem sede de justiça. Ao contrário, eles bebem da iniquidade como se bebe água. Está escrito em Jó 15:16 “Quanto mais abominável e corrupto é o homem, que bebe a iniquidade como a água?” Não precisamos ir muito longe para ver isso, olhe ao seu lado e veja do que os não salvos têm sede. Está escrito em Salmos 14:3 “Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.” Mas quem é bom? Sabemos desde que o mundo é mundo que há muitas pessoas que fazem o bem.
Porém, Deus enxerga a humanidade assim: todos se corrompem e fazem coisas abomináveis, Deuteronômio 12:31 “Assim não farás ao Senhor, teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor e que ele aborrece fizeram eles a seus deuses, pois até seus filhos e suas filhas queimaram com fogo aos seus deuses.” Enquanto nos mantivermos ignorante à lei e aos mandamentos de Deus, não faremos a mínima ideia do que significa ser bom. Romanos diz em 7:12 “Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.”
Devemos saber que a condição fundamental para uma vida santa em todos os aspectos é ter fome e sede de justiça. O estado espiritual do cristão durante toda a sua vida dependerá da sua fome e sede da presença de Deus, da Palavra de Deus, da comunhão com Cristo, da justiça e da volta do Senhor. Deus satisfaz o anelo de justiça mediante o Salvador Jesus Cristo, ele é a nossa justiça. Podemos ler em Jeremias 23:6 “Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro;e este será o nome com que o nomearão: O Senhor, Justiça Nossa.”
Somos dependentes de Deus, e quem reconhece isso é justificado por Ele. Está escrito na Bíblia em Romanos 5:8-9 “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Deus demonstrou o seu amor por nós na cruz, quando Cristo foi crucificado, quando todo seu sangue escorreu e quando ele morreu. Revestindo-nos com o sangue de Cristo, seremos defendidos contra todo mal, conforme escreve o apóstolo Paulo na segunda epístola aos Coríntios 5:21 “Àquele que não conheceu o pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” O inimigo pode querer nos acusar, nos derrubar, mas, estando revestidos com a armadura de Deus, estamos seguros. Efésios 6:10 diz: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.”
João escreveu em Apocalipse 22:11 “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” Nossas obras devem ser obras de justiça. Não podemos parar de buscar e melhorar nossa vida espiritual a cada dia que passa. Em um mundo em crise social, econômica, política, familiar, etc, as pessoas desejam mudanças urgentes e clamam por justiça, mas esta fome e sede de justiça não é a que traz a verdadeira felicidade. Somente os pobres de espírito têm sede e fome de justiça.
Os ricos espirituais são aqueles que se consideram justos diante de Deus. São aqueles que se justificam por meio de suas ações diante dos homens. Jesus disse, Mateus 5:20 “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.”
E em Mateus 23:28 “Assim, também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” Não é o trabalho do homem que satisfaz a necessidade da alma, não são doações, nem pratos de sopas. Devemos reconhecer os erros do dia a dia. O fruto do trabalho do servo do Senhor se resume em conhecimento, que é transmitido através da Palavra. Somente aqueles que se alimentam da Palavra de Deus têm em si a justiça maior. Basta o homem reconhecer a sua pobreza espiritual que Deus não negará o alimento necessário que produz nova vida. Recebendo Jesus no coração, a beleza e a perfeição da Sua vida tornam-se nossas. Só em Cristo é possível obter a justiça que vem de Deus. Após ser justificado por meio de Cristo o homem obtém o direito de entrar no reino dos céus. E assim se cumpre a Palavra: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”.

As bem-aventuranças – parte 3

Já estudamos a primeira e a segunda bem-aventurança.
Hoje, veremos a terceira.
Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, a palavra “manso” é um adjetivo que indica aquelas pessoas que são calmas, dóceis, gentis e tranquilas em sua maneira de falar e agir. Mas Jesus não está falando desse tipo de mansidão, de possuir um temperamento calmo ou tranquilo, de ter falta de firmeza no caráter, de pessoas que abrem mão de suas convicções para não criar problemas ou conflitos com outras pessoas ou de ter um caráter frágil.
Podemos ler na Bíblia, no livro de Números 12:3: “E era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.” Moisés foi o homem mais manso que existiu, porém não conseguiu herdar a terra prometida. Então, como nós a herdaremos? Qual era a intenção de Jesus ao dizer que os mansos são felizes? Afinal, quem são os mansos? E qual é a terra prometida? A resposta está em Mateus 11:29: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.”
Quando Jesus falou ‘bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra’, não foi com o intuito de provocar quem estava ouvindo para que tivesse uma personalidade semelhante ou superior a de Moisés. A mansidão que Jesus faz referência não é comportamental, e sim vinculada ao coração, ou seja, a sua nova natureza de ser filho de Deus. Que acontece porque o homem aprende de Jesus essa transformação em seu coração, sendo humilde. Este que receberá a plenitude de Cristo, e será semelhante a Ele.
Os mansos são humildes e submissos diante de Deus, acham nEle o seu refúgio e lhe consagram todo o seu eu, preocupam-se com a obra e o povo de Deus em vez daquilo que lhe possa acontecer pessoalmente.
O apóstolo Pedro citou em sua primeira epístola, no capítulo 3, versículo 4: “Mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” Pedro refere-se aos mansos de coração, daquele homem regenerado, não fala do homem natural. Somente através dessa regeneração adquirimos a natureza de Cristo, ou seja, somos novas criaturas, segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade. Estas características são pertinentes à pessoa de Cristo. Somente através do novo nascimento nos tornamos humildes e mansos de coração.
Mateus e Pedro trazem a palavra manso nos mostrando uma melhor maneira para se viver. Há quem julgue que ser manso é o mesmo que ser fraco, não ter força, firmeza ou virilidade, ser covarde. Não é nada disso. Manso é aquele que pode combinar, em sua personalidade, força e delicadeza, virilidade e suavidade, firmeza e ternura. Em outras palavras, manso é alguém que conseguiu obter domínio próprio, por isso é capaz de empregar a força, mas também agir com cortesia, segundo a necessidade. O fato é que devemos mostrar que nossa mansidão vem pelo fato de sabermos que nossa vida está sob os cuidados de Deus. Foi isso que Cristo fez a sua caminhada inteira. Conquistou corações em sua mansidão, cumpriu sua missão como cordeiro manso. O maior desafio de todos é manterem-se mansos quando esta mansidão parece somente prejudicar.  A sociedade diz que o homem manso é humilhado dentro das empresas, nas competições de mercado de trabalho, em vários outros lugares. Refletindo sobre isso, surge a questão: o que me mantém manso? A resposta é confiar em Deus, sabendo que o que Jesus prometeu vai se cumprir.
Conta a parábola do fariseu e do publicano, em Lucas 18:9-14: “E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando de pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” Feliz daquele que consegue se humilhar e renunciar o próprio eu, este fará parte do Reino de Deus.
Somente através do novo nascimento o homem torna-se humilde e manso de coração. Jesus renunciou a sua posição e veio para nos ensinar e sofrer em nosso lugar. Podemos ter mansidão porque somos mansos, somos o sal da terra, as pessoas têm que nos ver como pessoas benditas de Jesus, esta é a ação de Deus em nossa vida.

Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo

Israelenses descobriram as ruínas do que eles acreditam ser uma das mais antigas sinagogas do mundo.
Segundo a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni, as ruínas descobertas no norte de Israel são da época do Segundo Grande Templo de Jerusalém, entre os anos 50 antes de Cristo e 100 depois de Cristo. O local das escavações, a praia de Migdal, na costa do Mar da Galiléia, é citado tanto em escrituras judaicas quanto cristãs.
Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas.
A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel. A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas. Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém.
A cidade de Migdal, sob o nome aramaico de Magdala, é citada nas escrituras cristãs como o local de nascimento de Maria Madalena, uma das mulheres que acompanharam Jesus Cristo e que depois foi tornada santa pela Igreja Católica.
Segundo Avshalom-Gorni , é possível supor que a comunidade que seguiu Jesus na Galiléia frequentava a sinagoga descoberta.

Fonte: O Verbo.

As bem-aventuranças – parte 2

O Sermão da Montanha do Evangelho de Mateus é um dos textos mais importantes do Novo Testamento, onde estão expressos alguns dos principais conceitos do Cristianismo e contém a síntese da mensagem de Jesus. As Bem-aventuranças são os primeiros passos da conversão, é onde começa o processo de evolução do espírito, descritos com clareza para o homem, para que ele deva seguir e assim chegar ao Reino dos Céus.
Na edição anterior, começamos o estudo com a primeira bem-aventurança, e nesta edição estudaremos a segunda, que está em: Mateus 5:4 “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.”
Se não for bem examinada, esta bem-aventurança pode ser mal entendida, levando a conclusões erradas. A seguir, veremos quatro exemplos na Bíblia de choros que não se aplicam a esta bem-aventurança.
O primeiro é o choro da alegria retratado em Gênesis 46:29,30 “Então, José aprontou o seu carro e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, mostrando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço e chorou sobre o seu pescoço, longo tempo. E Israel disse a José: Morra eu agora, pois já visto o teu rosto, que ainda vives.” Foi o choro de alegria no encontro emocionante de José com seu pai Jacó depois de muitos anos de separação. Este tipo de choro é excepcional e não precisa de consolo.
O choro da incredulidade, que está em Números 14:1-3 “Então, levantou-se toda a congregação e alçaram a sua voz; e o povo chorou naquela mesma noite. E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhe disse: Ah! Se morrêssemos neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam presas? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?” Está relatado aqui que o povo de Israel, que Moisés tirou da escravidão do Egito, se levantou em choro amargo, murmuravam e choravam, mostrando a dureza dos seus corações ao se recusarem a acreditar na fidelidade do Senhor em cumprir a promessa de lhes enviar à terra prometida. A murmuração é uma demonstração da falta de fé, é a revolta contra Deus, uma queixa, uma reclamação, pois na essência da murmuração está o não reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas.
O outro choro é o do remorso que está relatado em Lucas 22:62 “E, saindo Pedro para fora,  chorou amargamente.” O apóstolo negou Jesus por três vezes, agora derramava o choro do desapontamento, da decepção e da derrota. Quando Jesus disse a Pedro que ele o negaria três vezes, Pedro estava confiante, ele não acreditou e não aceitou o que Jesus lhe dissera, confiando em si mesmo e em sua própria força, então vendo sua própria fraqueza, se decepcionou e chorou. O remorso não vem de Deus, vem do maligno e por essa razão produz apenas coisas ruins no interior das pessoas. Quem sente remorso, maltrata-se e isso destrói e mata a coragem de buscar o perdão de Deus.
O último exemplo de choro, é o da saudade, descrito em João 20:13-15 “E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras?Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se o levaste, dize-me onde o puseste e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni  (que quer dizer Mestre)!” Nesta passagem Maria Madalena chorava de saudade e preocupação sobre o paradeiro do corpo de Jesus, quando esteve na madrugada do domingo da ressurreição no local onde fora colocado o corpo do Senhor.
Nem o choro da alegria, da incredulidade, do remorso e nem da saudade trazem bem-aventurança, estes choros não são bem-aventurados, porque não são consolados.
A bem-aventurança do choro reside no fato de que ele nasce nos olhos que se sabem impotentes para superar problemas muito pesados. Você chora porque não consegue superar suas dificuldades. E pede socorro ao Senhor e Ele te escuta, como está escrito no livro de Apocalipse 21:4 “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas”. Podemos encontrar algumas passagens na Bíblia que relatam o verdadeiro choro da bem-aventurança.
Podemos ler em 2 Samuel 15:30: “E subiu Davi pela subida das Oliveiras, subindo e chorando, e com a cabeça coberta; e caminhava com os pés descalços; e todo o povo que ia com ele cobria cada um a sua cabeça, e subiam chorando sem cessar.” É como se ele dissesse: não há nada que eu possa fazer, senão chorar. Ele creu em Deus, confiando os caminhos de seu filho ao Senhor.
Também em 1 Samuel 1:10 e 17: “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente.(…) Então, respondeu Eli e disse: vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste.” Quando Ana chora clamando ao Senhor que a faça gerar um filho, pois ela é estéril. Deus escuta suas incessantes orações e choros, concedendo a bênção para Ana.
No livro de Isaías 38:5: “Vai e dize a Ezequias: aAssim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentei aos teus dias 15 anos.” Ezequias estava sentenciado à morte e se pôs a chorar verdadeiramente diante do Senhor com o coração contrito. Então Ele o salvou.
E também em Gênesis 21:16: “E foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco; porque dizia: que não veja eu morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.” Agar e seu filho Ismael são expulsos de casa por Abraão, no meio do deserto a água do odre acaba e ela se põe a chorar por ver o menino morrer de sede. Deus escuta o clamor da mãe e abre os seus olhos para o poço de água.
Como vimos, Jesus não está dizendo que a pessoa vai experimentar a alegria por chorar pelas perdas de um ente querido, a perda do emprego ou o término de um relacionamento. Não! É muito maior que isso. Embora todas essas situações nos fazem chorar, elas não tem qualquer relação com a bem-aventurança apresentada no Sermão da Montanha. Ele nos fala em chorar com o verdadeiro arrependimento da alma, é aquele choro que vem quando percebemos que não podemos nada sem Jesus e não somos nada sem a presença diária de Deus em nossas vidas. Como está escrito em Salmos 51:17: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” É quando choramos em espírito, quando derramamos lágrimas por vermos a situação decadente da nossa própria alma, e à medida que choramos por causa de nossos próprios pecados, o Espírito Santo vai nos consolando e nos reavivando, trazendo a alegria da salvação. O choro denota a condição de impotência frente a questões impossíveis. Após reconhecer a condição de miserabilidade espiritual, a reação do homem é o choro.
E somente a Palavra pode nos mostrar o que são pecados aos olhos de Deus, como está escrito em Gálatas 3:24: “De maneira que a Lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fossemos justificados.” É a lei de Deus que quebranta o nosso espírito e nos dá a misericórdia para lamentar os nossos pecados. Podemos ler Romanos 7:25: “Dou Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à Lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.”
Mas algumas pessoas choram falsamente, tão presente é o choro que, às vezes, elas o fazem para atrair a piedade ou até para vender uma falsa impressão a seu respeito. É como se o choro autenticasse a inocência. É o chamado choro enganador, debochado. Estas pessoas que vivem no mundo de pecados caminham a passos largos na direção do inferno. As pessoas estão secas por dentro, já não choram mais por suas aflições e nem se emocionam diante das tragédias que nosso mundo vem vivendo. Elas choram falsamente.
O choro tem que ser espiritual, isso é uma consequência do conhecimento dos nossos próprios pecados que leva-nos a experimentar a felicidade do perdão e o avivamento na vida. O avivamento acontece quando o cristão volta seus olhos para o seu coração e, com humildade de espírito, choram por causa dos próprios pecados. É o pecador que evoca um arrependimento sincero, que vem do fundo do coração e da alma, ante os erros cometidos, não só com relação ao próximo, mas também com relação a Deus. Esse choro é a saúde espiritual.
No entanto, nós como discípulos de Jesus, devemos chorar também pelos pecados dos outros, como fez Jesus. Quando presenciamos alguma notícia de violência, terrorismo, fome, massacres, morte, exploração sexual, fraudes, corrupção e pecados na sociedade e no mundo, devemos chorar porque estas coisas não são comuns, não são a vontade de Deus para os seus filhos aqui na terra. Então, devemos clamar a Deus por misericórdia e suplicar pelo perdão dos pecados cometidos pelo povo.

As bem aventuranças – parte 1

Todos os dias desta semana, estaremos estudando as bem aventuranças. Esta é a primeira parte:
Jesus prepara o Reino dos Céus para os humildes e o orgulho nos distancia Dele.
Bem-aventurado significa feliz, muito feliz, e todas as vezes que a bíblia refere-se a alguém como bem-aventurado, está denominando-o feliz. Esse conceito de felicidade é completamente diferente do mundo; a felicidade, segundo o mundo, é resultado da prosperidade, do acúmulo de bens materiais, do individualismo, etc., mas as bem-aventuranças apontam para um estado de felicidade contraditório e independente de tudo isso. É Jesus que está focado para a direção certa do caminho de felicidade; ele ensinava, dizendo aos seus discípulos, o que é necessário para fazer parte do Reino dos Céus, como está em Mateus 5:1-11.
Esta passagem é o melhor exemplo que temos na Bíblia, para confrontar o mundo em que vivemos e o pecado, segundo Deus. Jesus mostra a essência da Lei, que é glorificar Deus, corrigir o que temos de ruim, que não agrada nosso Pai e, só assim o Espírito Santo estará nos auxiliando e nos convencendo do pecado. A função da Lei é acabar com a justiça do homem, por isso devemos ir até Jesus, para nos arrependermos de nossos pecados e sermos puros de coração. É isso que Deus quer, isso é seguir a Sua lei, como está em Mateus 7:12: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também para vós, porque esta é a lei e os profetas”. E em Romanos 13:8-10: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a Lei.”
São nove ensinamentos que Jesus pregou no Sermão da Montanha para ensinar e revelar aos homens a felicidade. Estes ensinamentos não têm como finalidade mostrar um padrão de conduta, mas sim as qualidades de caráter que devemos ter para pertencer ao Reino de Deus; a humildade é o primeiro alicerce para construção de nossas vidas; é o caráter do verdadeiro Cristão e é moldado em nosso interior, refere-se ao estado apessoado daquele que, com seu relacionamento com Cristo e a sua palavra receberam de Deus o amor e o cuidado.
Nesta edição falaremos da primeira bem-aventurança, e nas próximas edições, falaremos das outras oito.
Mateus 5:3 “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.”
A bem-aventurança é um tema que prendeu a atenção das pessoas que seguiam Jesus e hoje ainda cria expectativa em quem lê estas passagens. Afinal, quem não quer ser bem-aventurado?
Quando Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”, Ele não estava mostrando a moral do povo, anunciando um reino humano, como podemos ver em João 18:36. Jesus também não estava em busca de uma melhoria na condição socioeconômica do povo, que está escrito em João 12:8.
O homem precisa saber que não é só carne, ele tem que perceber que existe nele algo mais do que a matéria que conhece, que existe nele um espírito, um mundo espiritual. É quando inicia sua evolução espiritual, passando a buscar as coisas espirituais, tornando-se pobre de espírito.
Ser pobre de espírito significa que não temos qualquer auto-suficiência espiritual, que dependemos da vida do espírito, do poder e Graça de Deus para que possamos herdar o Reino dos céus. Ser pobre de espírito não significa ser desprovido, mas sim, ser destituído.
E para Jesus, destituído, não quer dizer para não possuirmos bens, mas para ser desprovido de orgulho e ser humilde. O homem tem que ter domínio sobre o dinheiro, usando moderadamente riquezas e honras. Desventurados os que colocam a felicidade na riqueza e amaldiçoados os que fazem os que são materialmente pobres se revoltarem contra a pobreza, e enchem os seus corações de ambição e de inveja.
Há ricos em bens materiais que são pessoas boas e caridosas; há pobres que são maus e cruéis; e o contrário também ocorre. Tomemos cuidado para não sermos escravos do dinheiro, ele pode ser mal usado somente para a satisfação pessoal e ganância. O apóstolo Paulo nos alerta em 1 Timóteo 6:8-10. Em contrapartida, o que Jesus quer é que possamos usar o dinheiro de forma útil, ou seja, para fazer a caridade e ajudar a quem precisa.
Ele expôs ao povo que é o único acesso ao Reino dos céus, e que todos aqueles que reconhecem que são pobres de espírito são bem-aventurados. Jesus está abrindo a porta dos céus a todas as pessoas, basta aceitá-lo. Porém muitas pessoas não conseguem aceitar a salvação através de Jesus, não conseguem se libertar dos desejos da carne; continuam sendo hipócritas e materialistas. Na Bíblia está escrito que Deus abomina a soberba, como está em Provérbios 8:13. Todos os homens precisam arrepender-se e o primeiro passo está em reconhecer a condição de miséria espiritual e a necessidade de socorro divino, no entanto a arrogância, o orgulho e a vaidade impedem o homem de sentir os seus pecados, por isso não conhecem a Deus.
Quando o homem inicia o caminho da evolução do espírito, começa a se tornar pobre de espírito, reconhecendo ser pecador e sua necessidade de um Salvador, mostra ser humilde e apoia sua existência em Deus. Assim poderá alcançar o Reino dos céus, porque aceitou por vontade própria a se humilhar perante Ele, e assumir sua total dependência espiritual em Deus.

Senador Magno Malta é reeleito, afirma ser descriminado por ser evangélico

“As pessoas que tentaram calar a minha voz devem ter algum interesse nisso. Elas sabem o porquê e eu também sei”. A reação do senador Magno Malta que conquistou a segunda vaga para o Senado no Espírito Santo com reeleito com 1.285.177 votos, mostra uma ponta de mágoa com as críticas de setores da sociedade civil organizada feitas a ele durante a campanha.
“Eu sou um nordestino, que veio para o Estado, filho de faxineira, discriminado pela fé que professa, num país como o nosso, vivendo num século como esse e ainda fui discriminado. Mas as pessoas reconhecem meu trabalho, eu tenho respeito no Brasil. O Brasil respeita esse senador do Espírito Santo, porque a minha defesa é da família, a minha defesa é de vida, a minha defesa é de criança, é de enfrentamento a violência.
O Senador reeleito agradeceu os mais de um milhão de votos conquistados nas urnas. “As pessoas reconheceram meu trabalho. Então eu estou muito feliz, agradecido a Deus. Num processo democrático, que você disputa com mais de três pessoas, acontece um embate e foi isso que aconteceu. Quem quer ver Magno Malta longe dessa história de combater pedofília e combater o narcotráfico e fazer a redução da maioridade penal: foram essas pessoas que trabalharam para votar contra o Magno Malta”, disse.
Em relação às vaias que recebeu quando chegou ao TRE, Magno Malta disse que foi vaiado por viúvas. Além disso, ele afirmou respeitar o governador mesmo não tendo sido apoiado por Paulo Hartung. “Eu nunca tive apoio do Paulo Hartung, eu trabalhei duro para o Ricardo Ferraço ter o meu segundo voto. Eu nunca reclamei de não ter apoio do governador. Eu não sou inimigo e nem sou cego pra não enxergar o que ele fez pelo Estado. Eu não beijo mão de homem, meu compromisso é com Deus, a minha espinha é dura e não dobra nunca”, afirmou.
Quanto às críticas que recebeu da Igreja Católica, Magno Malta disse que recebeu votos de católicos e por isso, os respeita. “Eu respeito a instituiçao católica, eu os respeito como respeito os budistas, induístas ou outras religiões. Quando o Papa foi atacado pela imprensa, quem fez a defesa fui eu. O meu crime foi ter prendido um senhor de 58 anos que abusa de criança. As pessoas que sentiram tanta dor de vê-lo indo preso não imaginaram que podia ser um filho deles sendo abusado”.

Fonte: Gazeta Online