Do vinho para a água: Jóide Miranda ex-travesti que virou pastor vai ministrar na Câmara Federal

Jóide Miranda, conhecido nacionalmente por ter deixado a vida como travesti e se tornado pastor evangélico, ter casado e se tornado pai de um menino, vai ministrar um culto de oração promovido pela bancada cristã da Câmara Federal. O convite a Jóide foi feito pelo deputado federal Cabo Juliano Rabelo (PSB) e de outros membros da bancada evangélica. O culto está programado para o dia 4 de abril, em Brasília.
Jóide Miranda vai falar sobre a renovação da sua vida e dar seu testemunho. “E não vou falar só de homossexualismo. Eu falo sobre a volta de Jesus e que as pessoas precisam ter esta consciência de que estamos despertando a igreja para a transformação na vida das pessoas”, declarou.
A história de Jóide Miranda é cheia de polêmicas, quando criança ele foi violentado por um advogado que morava em frente a sua casa. Segundo ele isso foi a brecha para se tornar homossexual. “Eu cresci minha vida toda pensando que eu tinha nascido assim. Aos 14 anos eu me travesti, passei a ir para as esquinas para ganhar dinheiro. Comecei então a fazer uso de anticoncepcional.”
Após um tempo no exterior e anos de prostituição a mudança começou quando a mãe de Jóide Miranda começou a falar de Jesus. “Eu tive uma decepção amorosa homossexual muito grande quando estava na Europa. Nesta época, já não estava mais na prostituição, me tornei um profissional na área da culinária e vivia um relacionamento (há seis anos) que dizia ser “estável” e “fiel”, mas de estável e fiel não tinha nada, e ainda continuava com aquele vazio interior”.
Entre 1991 e 1992, Jóide Miranda conheceu a pastora Gisela, ainda como travesti. Jóide relata que a mudança não foi fácil. “Foram quatro anos de discipulado, de renúncia, de cura interior com a psicóloga na igreja, Doutora Rosalba. Quando eu conheci a Edna (atual esposa) daí foi uma longa história. Fui conhecendo a bíblia, o Esprito Santo foi incomodando. Aqueles peitos enormes foram me dando vergonha. A pastora dizia que o problema da homossexualidade está na mente e que eu precisava restituir a minha mente, como diz a palavra em Romanos 12, de que “Deus vai transformar a nossa vida completamente”. Então ela me discipulou.”
Hoje, com 13 anos de casado Jóide Miranda declara que está feliz e não sente mais atração por outros homens. “ Tenho um filho lindo e maravilhoso de um ano e seis meses e a gente tem percorrido o Brasil todo para proclamar as bênçãos do Senhor, que Deus muda a família, que Deus transforma e liberta, que restaura. Hoje eu posso dizer que Graças a Deus eu tenho a minha mente 100% transformada. Eu sou hetero 100%.”
Hoje a vida de Jóide Miranda é outra. “Quando eu mostro as fotos, quando eu tinha 16 anos, quando estava em Paris, quando estava na Itália, depois mostro as fotos do meu casamento, as pessoas se impressinam. Infelizmente, nós temos muitos irmãos que vieram da linhagem de (São) Tomé, que precisam ver para crer. Mas eu fico feliz.”

Fonte: Pátio Gospel / Jornal Gospel News

Alcoolismo apressa divórcio, diz estudo

E quem abusa do álcool também demora se casar
Quem abusa do álcool demora mais para se casar. E, depois da união consolidada, divorcia-se mais rápido. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, que analisou o consumo de bebidas e as relações matrimoniais de mais de 5 mil pessoas.
Segundo o advogado Gustavo Bassini, vice-presidente da Associação Brasileira dos Advogados de Família (Abrafam), o abuso de álcool e outras drogas é um problema também para os casais do País. “É um dos principais motivos de divórcio. E, nos últimos quatro ou cinco anos, percebi um aumento de até 300% em casos desse tipo”, diz.
De acordo com a pesquisa, a dependência entre as mulheres está associada a um risco 23% maior de não se casar até os 30 anos – para os homens, esse índice é de 36%. Quando casados, homens e mulheres alcoólatras têm duas vezes mais risco de se separar. O levantamento também constatou uma proporção maior de homens com o problema: 23%, contra 8% de mulheres.
A pesquisadora Mary Waldron, uma das autoras, afirma que esse é o primeiro projeto relacionado ao assunto que analisa uma gama tão variada de faixas etárias. No início do recrutamento, em 1980, os voluntários tinham entre 28 e 92 anos. Eles foram acompanhados por cerca de 10 anos.
Bassini conta que 25% dos casos de divórcio atendidos em seu escritório de advocacia estão relacionados ao consumo abusivo de álcool e drogas por um dos parceiros. Em 80% das ocorrências, o parceiro problemático é o homem. Em situações como essa, a separação acaba em briga judicial.
“Após várias tentativas de curar o cônjuge e internações em clínicas, a mulher acaba desistindo do marido.” Então, entra com o pedido unilateral de divórcio e, muitas vezes, a outra parte nem responde ao processo. “Nessa fase, a pessoa não tem interesse em nada a não ser consumir a bebida”, destaca.
Para a psicóloga Vânia Patrícia Teixeira Vianna, da Unidade de Dependência de Drogas (Uded) do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o alcoolismo é um grande fator de risco para o relacionamento familiar. “Não se pode dizer que ele é o único, mas é um dos elementos que podem levar a desentendimentos e à separação precoce”, explica.
Patrícia acredita que é importante estar atento aos sinais de alerta para o consumo exagerado. Constatados os fatores de risco, o ideal é procurar ajuda de um profissional especializado. Na Uded, é possível participar da triagem para tratamento pelo telefone (11) 5549-2500.
Sinais de alerta
Um desses fatores, isolado, não caracteriza alcoolismo, mas a associação entre eles pode indicar um comportamento de risco:
– A pessoa, que antes bebia só aos finais de semana, passa a beber quase todos os dias;
– Começa a faltar em compromissos por causa da ressaca;
– Desenvolve problemas de saúde potencializados com o uso de álcool, como gastrite ou úlcera;
– Passa a frequentar só lugares com bebidas (por exemplo, deixa de ir a uma festa infantil porque lá não haverá álcool);
– Faz várias tentativas de beber menos, mas não consegue cumprir suas metas.
Ping Pong com a professora Mary Waldron
Por que estudar a relação entre alcoolismo e casamento?
Poucas pesquisas examinaram o impacto do consumo excessivo de álcool no tempo de casamento. Vários reportam associações entre o consumo precoce com futuro alcoolismo e também com casamento precoce, mas a maioria desses trabalhos não seguiu os indivíduos depois dos 30 anos.
O resultado surpreendeu?
Sim, surpreendeu especialmente os resultados sobre casamentos tardios. Vários trabalhos anteriores haviam reportado associação entre consumo de álcool precoce com casamento ou coabitação precoce.
Há relação entre quantidade de bebida consumida e qualidade do casamento também?
Não examinamos a quantidade ou a frequência da bebida nem a qualidade do casamento. Nossa análise era da relação entre história de vida da dependência do álcool e o tempo das transições matrimoniais.

Fonte: Correio do Estado / Jornal Gospel News