Brasil produz alimentos com maior teor de vitaminas e nutrientes

Arroz Integral e Feijão Azuki_5O Brasil está produzindo feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e arroz polido com altos teores de zinco – alimentos que podem ser aliados no combate à desnutrição.
De acordo com a Agência Brasil, os produtos foram desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são conhecidos como alimentos biofortificados.
A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos. A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa Marilia Nucci.
A Embrapa dispõe de uma quantidade de sementes para o plantio das safras. A distribuição é feita por pedidos diretos de prefeituras ou escolas para uso em programas de merenda escolar. O foco do projeto é a Região Nordeste. Testes foram feitos nos Estados do Maranhão, de Sergipe e do Piauí, onde também é processada a multiplicação das sementes.

Fonte: Estadão / Jornal Gospel News

Jovens que aderiram ao “Escolhi Esperar” são destaque em jornal da Rede Globo

Geração Escolhi EsperarUma matéria produzida pelo ESTV, programa jornalístico da Rede Globo no Espírito Santo, teve como destaque um evento promovido pelo movimento Escolhi Esperar. Liderado pelo pastor Nelson Junior, o Escolhi Esperar tem como sua principal bandeira a prática sexual apenas depois do casamento.
Na reportagem, a jornalista Tati Braga apresenta vários casais que tomaram a decisão de, seguindo os ensinamentos bíblicos, só se relacionarem sexualmente depois do casamento. A ideia defendida pelos jovens é apresentada pela repórter como algo “fora dos padrões normais dos dias de hoje”.
A motivação da reportagem foi um encontro promovido no estado pelo líder do movimento, Nelson Junior, que trabalho com um ministério que, segundo ele, serve de apoio para os jovens que decidem ir contra o que é comum, e seguem os ensinamentos da Bíblia acerca do sexo depois do casamento.
Clique aqui para assistir a reportagem no site da Rede Globo.
Por Dan Martins

Fonte: Gospel+/Jornal Gospel News

Cada vez mais, as pessoas descuidam da alimentação e têm problemas de saúde

alimentosComer depressa, não prestar atenção no que está à mesa, não saborear a refeição, não escolher o que ingerir. Estes são os maiores problemas, na opinião de especialistas do setor, para qualificar o que impera hoje na população brasileira: o descuido com a alimentação.
“As pessoas estão sempre correndo, ninguém mais senta para comer devagar e com prazer, engolem o que é prático e rápido. Virou um ato automático, mecânico”, destaca Carolina Mantelli Borges, endocrinologista da Clínica de Especialidades Integrada, em São Paulo.
“Parece que, hoje, é normal comer lanches ao invés de comida”, completa Wilmar Accursio, endocrinologista e nutrólogo, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento.
O resultado disso é que, com frequência, as pessoas incorrem em vários erros que acabam comprometendo a estética e a saúde. O hábito de pular refeições, por exemplo, em especial o café da manhã, compensando nas refeições seguintes, é altamente prejudicial.
Outros enganos são ingerir pouca quantidade de verduras e legumes; comer excesso de massas e frituras nas refeições principais ou ainda recorrer a fast food, alimentos cheios de química que vão degenerando o organismo; substituir frutas por calorias vazias como doces, biscoitos recheados, salgadinhos nos lanches e nas sobremesas; abusar de sal e açúcar; exagerar no álcool; trocar água e sucos por refrigerantes.
Fome gera comilança
Outro deslize recorrente, apontado por Carolina Borges, é o jejum prolongado, comum em quem faz dieta. “Permanecer longos períodos sem se alimentar gera ansiedade e, consequentemente, faz com que a pessoa coma mais do que o necessário na refeição seguinte, tendendo a escolher itens mais calóricos e gordurosos.” Ela salienta que “está na moda” excluir carboidrato ou proteína do menu. “Não devemos deixar de lado qualquer classe de alimento por muito tempo, pois cada uma tem sua função específica.”
Os carboidratos fornecem energia e, se forem retirados do cardápio, o organismo a busca em outras fontes, atacando o músculo e a gordura. Aí, perdemos massa muscular e o corpo fica flácido. As proteínas fortalecem as unhas e os cabelos, e sua falta torna ambos mais moles e quebradiços. A boa gordura (HDL), por sua vez, auxilia no transporte e na absorção, pelo intestino, das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Portanto, a recomendação é adotar uma alimentação equilibrada, com todos os grupos, em quantidades controladas.
Faltam nutrientes básicos, diz pesquisa
Estudo realizado em 2007 pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com a Faculdade de Saúde da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que 90% da população brasileira com mais de 40 anos consomem cálcio (encontrado no leite, em seus derivados e em verduras de folhas verde-escuras) abaixo da quantidade internacionalmente recomendada (1.200 mg por dia).
No Brasil, a ingestão diária desse nutriente é de cerca de 400 mg por dia – 1/3, portanto, do considerado ideal para a saúde. E tem mais: 99% não comem a quantidade ideal diária de vitaminas D (gema de ovo e fígado) e E (óleos vegetais e soja); 80% não consomem magnésio (cereais e grãos) e vitamina C (frutas cítricas) suficientes; 50% não incluem o que deveriam de vitamina A (vegetais com pigmento amarelo) e 81% sofrem com falta de vitamina K (óleos vegetais e vegetais de folhas verdes).
A carência de tais nutrientes compromete a saúde óssea e cardiovascular, além de reduzir a imunidade e levar a doenças como hipertensão, diabetes e osteoporose. Participaram do estudo 2.420 pessoas com mais de 40 anos, entrevistadas por meio de inquérito alimentar em 150 municípios nas cinco regiões do país.
Atenção aos sinais
Felizmente, na maioria das vezes o corpo dá alguns alertas de que não está sendo nutrido adequadamente. Por exemplo, várias condições que levam à doença cardíaca têm relação com a alimentação: pressão alta, aumento de gorduras no sangue, diabetes e obesidade.
“Pessoas que consomem carboidratos em excesso, principalmente farinha branca, e não priorizam à mesa frutas, verduras e legumes, fontes de fibras, provavelmente irão manifestar sintomas como depressão, enxaqueca, tensão pré-menstrual (TPM), queda de cabelo, olheiras e celulite”, adverte Carolina Borges.
André Zamarian Veinert, especialista em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), médico da equipe HealthMe Gerenciamento de Peso, em São Paulo, cita outros sinais: ganho de peso, mesmo que a pessoa não coma muita quantidade; inchaço nas pernas, principalmente no fim do dia, causado por itens ricos em sódio; queimação no estômago, comum quando se extrapola nos industrializados ou condimentados (pimenta, mostarda, catchup, molho inglês); e alterações no hábito intestinal, seja por prisão de ventre ou evacuações amolecidas. “Neste último caso, são resultado de penúria de fibras ou exagero de gordura no cardápio.”
Já os indícios de que está tudo certo com o menu são: unhas fortes e lisas, sem ondulações e manchas; cabelos resistentes e brilhantes; pele corada e com viço; boa digestão, sem formação de gases; sono de qualidade; disposição física e mental. Para saber como continuar assim e não vacilar, Carolina Mantelli Borges sugere seguir, sempre, a pirâmide alimentar.
No topo, gorduras, óleos, molhos para salada, azeite, margarina e doces em geral, itens que fornecem calorias e poucos nutrientes e, por isso, devem ser consumidos com moderação. Abaixo, vem a turma rica em proteínas, cálcio, zinco e ferro, principalmente de origem animal: leite, queijos, iogurtes, carnes, aves, peixes, leguminosas (feijão, ervilha, soja, lentilha e grão de bico) e ovos.
No nível seguinte, encontram-se os alimentos de origem vegetal: verduras, legumes e frutas, importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras. Na base, pães, cereais e massas, que dão energia para as atividades diárias. “Basta imaginar a forma de uma pirâmide e ir em frente: os que estão embaixo são mais benéficos, os de cima devem entrar com parcimônia.”
De olho nos sintomas
As cinco deficiências nutricionais mais comuns no Brasil são de zinco, magnésio, vitamina D, vitamina E e ômega 3. Preste atenção aos sintomas:
Magnésio: ansiedade, insônia, nervosismo, irritabilidade, depressão, fraquezas e contrações musculares;
Zinco: depressão, apatia, acne, queda de cabelo, unhas quebradiças ou manchas brancas nas mesmas, níveis de colesterol aumentados, impotência, infertilidade masculina, perda de memória, imunidade comprometida e fadiga;
Vitamina D: cansaço, depressão, insônia, osteoporose, ganho de peso, raquitismo, sudorese no couro cabeludo, sensação de queimação na boca, alergias e comprometimento do sistema imunológico;
Vitamina E: distúrbios neurológicos como alteração de reflexos;
Ômega 3: pele e cabelos secos, acne, psoríase, cicatrização deficiente, depressão, infertilidade, pedras na vesícula, tensão pré-menstrual (TPM) e fraqueza imunológica.

Fonte: UOL/ Jornal Gospel News

Flor da Pele: projeto social mantido pela ONG Casa Azul promove inclusão social a crianças e adolescentes

 casa-azul-ongO projeto Flor da Pele atua no sentido de auxiliar no desenvolvimento social de famílias carentes, oferecendo atenção direta a 900 alunos entre 6 e 17 anos, e beneficiando indiretamente cerca de 3.045 pessoas.
A iniciativa é mantida pela Assistência Social Casa Azul (ASCA), que foi fundada, em 1989 para prestar assistência a famílias de assentamentos, instaladas em condições de alta vulnerabilidade.
Os propósitos da ASCA são a inclusão social e econômica de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, por meio de atividades que possibilitem o ingresso no mercado de trabalho. A missão da instituição é “ser um espaço prazeroso e de referência no atendimento à criança e adolescentes, voltado para a formação humana, solidária e cidadã”, segundo informações no site casaazul.org.br.
A preservação de identidade étnico-racial também é uma das prerrogativas do projeto Flor da Pele, que promove oficinas de arte e cultura.
Para saber mais sobre o projeto, visite o site oficial ou envie e-mail para atendimento@casaazul.org.br. Se preferir, entre em contato através dos telefones (61) 3359-2211 ou 3359-2095.
Por: Tiago Chagas

Fonte: Gospel+ / Jornal Gospel News

A fé em Cristo é o melhor remédio para depressão?

Já virou lugar-comum dizer que a depressão é o mal do século. Aliás, ela já o foi no século passado, e adentrou no terceiro milênio com força total, alavancada por uma série de fatores típicos da modernidade, como o estresse da vida moderna, a falência dos relacionamentos interpessoais e, mais recentemente, o agravamento da crise econômica global. A Organização Mundial da Saúde considera a depressão como a segunda maior causa de deficiência no mundo, depois apenas das doenças cardiovasculares, e a expectativa é que se torne a número um nos próximos dez anos. Nos Estados Unidos, de cinco a 10% dos adultos experimentam os sintomas da depressão. Mais de 25% das pessoas enfrentarão a depressão em algum momento de suas vidas, e quinze por cento dos adultos americanos fazem uso constante de medicamentos antidepressivos.
Como explicar esses números? Em parte, eles são resultado de uma dupla mudança nas atitudes culturais sobre depressão. Grupos como a Aliança Nacional em Doenças Mentais e companhias farmacêuticas têm agressivamente promovido a idéia de que ela não é uma falha característica, mas um problema biológico – doença, mesmo – e precisa de uma solução biológica, ou seja, terapia medicamentosa. E, de tão disseminada, já não é algo a ser escondido. Consequentemente, a depressão saiu do armário. Alguns críticos argumentam que, junto com a epidemia de depressão, vem um baixo diagnóstico limiar. Os professores Allan Horwitz e Jerome Wakefield, autores de A perda da tristeza, alertam que os psiquiatras deixaram de fornecer espaço para as agruras emocionais de seus clientes ou aqueles altos e baixos usuais da vida, rotulando até flutuações de humor como sintoma depressivo.
Críticos como Horwitz e Wakefield  estão certos em parte. É verdade que profissionais e instituições de saúde mental tenham baixado o limiar para o reconhecimento da enfermidade, o que faz com que outros sintomas, muitos deles passageiros e circunstanciais, sejam diagnosticados como depressão. Por outro lado, ainda que se trace o quadro da depressão nos Estados Unidos ao longo dos últimos 20 anos usando um critério fixo, será notado um crescimento significativo na ocorrência de novos casos. Então, apesar de os números poderem estar inflados, esse solavanco inquestionavelmente serve para as margens de lucro das empresas farmacêuticas, que têm um substancial e documentado crescimento para tentar explicar.
Sofrimento emocional – Depressão é geralmente diagnosticada quando o paciente exibe um ou ambos dos dois sintomas principais – humor depressivo e falta de interesse nas atividades do dia a dia, junto com quatro ou mais sintomas como sentimentos de inutilidade ou culpa inapropriada, diminuição da habilidade de se concentrar ou tomar decisões, fadiga além do normal ou do razoável em face da própria rotina e agitação psicomotora (caracterizada quando a pessoa não consegue se aquietar), insônia ou excesso de sono. Pode haver também queda ou aumento significativo de peso ou apetite, além de, nos casos mais extremos, pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
A definição clínica é estéril, entretanto, é falha em capturar a principal característica da pessoa que sofre severamente de depressão: o sofrimento emocional. Não se trata simplesmente de um estado da mente ou um modo negativo de ver a vida, mas de algo que afeta o corpo físico também. Sinais de um episódio significativo de depressão incluem avaliações negativas e sem razão de amigos, da família e de si mesmos, dor emocional e problemas físicos. A nossa sociedade colheu benefícios consideráveis da fusão como ampla rede e assumindo que tudo que é adquirido é uma doença.
Agora, doentes e seus familiares estão mais sintonizados com a carga emocional do sofrimento da depressão, e contam com medicações que combatem esses fatores. É um ganho significativo. Por outro lado, a definição ampla como uma doença também traz consequências desfavoráveis. Esse modelo reconhece certamente o aspecto biológico da natureza humana e a possibilidade de que seja inteiramente desordenado; porém, falha em considerar outras dimensões no jogo. Por exemplo, o modelo da doença ignora ambientes sociais como possíveis contribuintes para o desencadeamento do processo depressivo, visualizando as pessoas deprimidas como indivíduos isolados com uma forte fronteira entre o limite de seu corpo e tudo do lado de fora. Pessoas depressivas são reduzidas a corpos quebrados e cérebros que precisam de conserto.  Ainda que o aspecto biológico da depressão seja mais complexo que um simples desequilíbrio químico, a enfermidade é associada, não obstante, como regulação insignificante dos mensageiros químicos do cérebro, como a serotonina.
Hospital de Deus – A igreja é o hospital de Deus. Sempre foi cheia de pessoas “no conserto”, já que o próprio Cristo enfatizou que não veio para os que se consideram sãos, mas para os doentes. Não deve ser surpresa, então, que os depressivos estejam não somente nos hospitais e clínicas, mas nas igrejas também. Contudo, a depressão permanece tanto familiar quanto misteriosa para pastores e líderes, para não mencionar aqueles que dividem o banco de igreja com pessoas depressivas – quando não são os próprios a experimentá-la. É claro que todo mundo já experimentou um dia “para baixo”, frequentemente por nenhuma razão clara. Mas a profundidade de uma depressão severa permanece um mistério – e já atormentava gente como Davi, que no Salmo 31 traça acerca de si mesmo uma descrição típica de um deprimido: “Seja misericordioso comigo, ó Senhor, pois estou em aflição; meus olhos se consomem de tristeza, e minha alma e meu corpo, de desgosto. Minha vida é consumida pela angústia e meus anos pelos gemidos. Minha força falha por causa da minha aflição, e meus ossos estão fracos.”
Depressão severa é frequentemente um mal além de qualquer descrição. E quando tais profundos e dolorosos sentimentos não podem ser explanados, eles cortam o coração de um ser espiritual. Se as igrejas querem efetivamente ministrar a pessoas nesta condição, elas devem contar com toda a complexidade do ser humano. Estudos de grupos religiosos – de judeus ortodoxos a cristãos evangélicos – revelam evidências de que a fé não os imuniza contra seus sintomas, embora muitos pensem o contrário. Em uma típica congregação de 200 adultos, 50 vão experimentar depressão em algum momento de suas vidas, e no mínimo trinta fazem uso de algum antidepressivo.
O problema é que, além das causas tipicamente biológicas, pensamentos distorcidos contribuem para o desencadeamento da depressão. Aqueles que são depressivos não se avaliam rigorosamente – ou seja, tendem a pensar simplesmente que não são tão bons quanto os outros –, e constantemente depreciam o próprio valor. Aaron Beck, o pai da mais popular psicoterapia de hoje, a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), propõe que a depressão deriva em grande parte dessas distorções cognitivas. Quando usados sensatamente, antidepressivos e terapia comportamental cognitiva podem restaurar a estabilidade nos indivíduos de negociar melhor os desafios do dia-a-dia.
Para aqueles que estão no auge da depressão paralisante, os efeitos dos remédios e da TCC podem levar à gratidão pela graça comum. Eles deveriam agradecer. Essas aproximações nem providenciam muita ajuda em entender o mais fundamental e intratável problema do qual a epidemia da depressão é um sintoma. Essa aproximação provê alívio necessário, mas não respostas ou prevenção. Os modelos médicos fizeram sucesso rápido porque eles podem somente ir tão longe quanto sua compreensão do tema do problema irá levá-los. E tratam do mesmo assunto: o ser humano.
As instituições culturais e autoridades podem até algumas vezes tratar o ser humano como se fossem apenas cérebros em corpos, mas isso não faz com que pessoas de fato limitem-se a esta equação. Para aqueles com olhos para ver, a epidemia da depressão é uma testemunha da complexa natureza humana. Em particular, ela nos lembra que somos criaturas sociais e espirituais, assim como físicas, e que as aflições da sociedade caída estão frequentemente gravadas nos corpos dos seus membros. Na verdade, algumas vezes um episódio que parece com quadro depressivo não indica que o corpo humano esteja funcionado mal – a dor emocional pode ser uma resposta apropriada para o sofrimento em um mundo errado.
Chorar com os que choram – O autor do livro bíblico das Lamentações pode ter sentido dor quando contemplou a destruição de Jerusalém, por volta do ano 588 a.C. “ Já se consumiram os meus olhos com lágrimas; turbada está a minha alma; o meu coração se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo, pois desfalecem os meninos e as crianças de peito pelas ruas da cidade.”
Os cristãos são chamados para chorar com os que choram e receber sua dor emocional como resultado da empatia. Se a Igreja crescer adormecida para a dor e sofrimento que a cerca, perderá sua humanidade. O ensinamento de cristão sobre o pecado e seus efeitos liberta a Igreja da surpresa sobre o estado desordenado do assunto humano. Ela pode reconhecer os efeitos do pecado tanto dentro quanto fora e apontar para Deus, que ressuscitou o único que entrou completamente na condição humana e foi capaz de quebrar o poder do pecado, da morte e do inferno.
Aqueles que suportam as marcas da perda da esperança em seus corpos precisam de uma comunidade que lhes aponte o caminho. Eles precisam de comunidades que exercitem a esperança novamente e se deliciar nas promessas de Deus para o mundo vindouro. Eles precisam ver que essa grande promessa, assegurada pela ressurreição de Cristo, compele o ser humano a trabalhar no meio dos destroços na esperança. E fazendo isso, a Igreja provê aos seus membros depressivos uma esperança plausível e lembrança tangível da mensagem que eles mais precisam ouvir: Esse pecado, cravado na realidade, não tem a última palavra. Cristo, consagrado na sua Igreja, é a solução final.

MINHA VIDA COM OS ANTI-DEPRESSIVOS
“Comecei a tomar antidepressivos há oito anos. Eu era solteiro e bastante envolvido com a vida religiosa e PhD em Teologia. A combinação do estresse da academia, o estilo de vida solitário e um ambiente espiritualmente tóxico me enviou para uma severa depressão. Felizmente, havia ganhado bastante experiência no assunto com outras crises ao longo da vida, já que o problema também era hereditário, e reconheci o que estava acontecendo em tempo de buscar ajuda profissional. Dentro de poucas sessões, meu terapeuta cristão me recomendou antidepressivos. Eu nunca os tinha tomado antes e tive resistência inicialmente, mas minha depressão era tão intensa que eu logo concordei em tentar.
“Os resultados não foram rápidos ou miraculosos. Dentro de semanas, minha depressão piorou. Eu já não me sentia sobrecarregado ou que Deus estava longe de ser encontrado. Eu estava isento de confusão e paralisia mental para tomar decisões importantes em minha vida que levaram, entre outras coisas, ao casamento e família que hoje eu tenho. Os remédios, combinados com aconselhamento, melhoraram sensivelmente a minha vida. Meu terapeuta recomendou que eu continuasse os tomando – definitivamente, se necessário –, o que fiz pelos seis anos seguintes. Mas, lentamente, percebi que a medicação estava me afetando de uma maneira que não me agradava. Comecei a ficar realista e impaciente, insensível e espiritualmente complacente. Os antidepressivos faziam com que me sentisse bem mesmo quando eu não deveria. Parecia que eu flutuava sobre as circunstâncias da vida, envolvido numa esfera farmacêutica de impenetrabilidade emocional.
“E então, pouco menos de dois anos atrás, eu parei de tomar medicamentos para depressão. Sou grato a Deus pelo modo como eles me ajudaram quando eu estava em crise e os recomendaria a outras pessoas em situação semelhante. Mas estou desconfiado do modo com que os antidepressivos podem nos acostumar a sentimentos como compaixão, aflição, culpa e arrependimento – emoções que são essenciais para a maturidade espiritual. E o pior é que a sociedade vê essas drogas como uma espécie de saída mágica. Antidepressivos são uma vantagem para quem verdadeiramente precisa deles, mas não são uma panacéia para a condição humana.”
Luz na escuridão
“Eu tenho uma doença crônica mental, uma desordem cerebral que costumava ser chamada de depressão maníaca, mas agora é denominada, menos ofensivamente, de desvio bipolar. Comecei minha jornada no mundo da doença mental com uma depressão pós-parto depois do nascimento do meu segundo filho. Procurei ajuda de psiquiatras, assistentes sociais e profissionais de saúde mental. Submeti-me a terapia ativa com sucessivos profissionais por muitos anos e recebi prescrições de muitos medicamentos psiquiátricos, que pouco aliviaram meus sintomas. Cheguei a ser hospitalizada e recebi até tratamentos terapêuticos eletroconvulsivos. Tudo isso ajudou, eu devo dizer, apesar da minha repugnância a remédios e hospitais. Esse processo todo ajudou-me a reconstruir algo de mim mesma, e pude continuar a ser a mãe, sacerdotisa e escritora que acredito que Deus quer que eu seja.
“O problema era que, durante esse período de doença, eu me perguntava frequentemente o porquê de tudo aquilo, ou seja, como uma cristã de fé poderia ser submetida àquela tortura da alma? E como eu poderia dizer que aquilo não tinha nada a ver com Deus, que é o pressuposto dos psiquiatras em geral, para quem a fé é geralmente encarada como uma muleta, ou, pior ainda, sintoma de doença? E ainda como eu poderia confessar minha fé nesse Senhor que era “socorro bem presente na tribulação”? E se minha depressão tivesse alguma coisa a ver com pecado, punição ou castigo divino? E se eu fosse, para usar uma frase de Jonathan Edwards, simplesmente um “pecador nas mãos de um Deus irado”?
“Mas depressão não é só tristeza ou aflição. Depressão não é somente pensamento negativo, ou simplesmente ‘estar para baixo’, como se diz. Depressão é como estar andando descalço no vidro quebrado, sentindo o peso do corpo moer ainda mais os fragmentos que nos ferem. Quando eu estou depressiva, todo pensamento, toda respiração, todo momento consciente machuca. E, com o meu problema de bipolaridade, muitas vezes acontece o oposto – sinto-me cintilante, tanto para mim mesma, e em minha imaginação, como para o mundo todo. Mas mania é mais que velocidade mental, euforia ou gênio criativo no trabalho. Algumas vezes, quando aponta para uma psicose desabrochada, pode ser aterrador. A doença mental não nos permite simplesmente tirar o corpo fora: não há como se salvar pelos próprios esforços.
“No meu caso, a fé oferece um mundo de esperança real, encontrada no Cristo crucificado. Nos meus cantos de doença mental, o entendimento da esperança cristã me dá conforto e encorajamento, mesmo se não houver alívio dos sintomas. A ressurreição de Cristo mata até o poder da morte, e promete que Deus irá tirar toda lágrima no último dia. O sofrimento não é eliminado pela ressurreição, mas transformado por ela – mas nós ainda temos lágrimas no presente. Nós ainda morremos. Mas toda a Criação será redimida da dor e da aflição. A aflição e tristeza não existirão mais. As lágrimas acabarão. Até cérebros doentes como o meu serão restaurados.”

Kathryn Greene-McCreight
Fonte: Cristianismo Hoje / Jornal Gospel News

Ele se foi e você ficou, o que fazer?

A perda do companheiro é o evento mais doloroso que pode acontecer na vida de uma mulher. Parece um pesadelo do qual espera logo acordar e, então, tudo será como antes. Porém, não é pesadelo. Ele se foi e você está viva! Há providências a serem tomadas exatamente no momento em que está menos preparada para qualquer deliberação.
Infelizmente há sempre aqueles que desejam se aproveitar da sua dor e momentânea fragilidade e você poderá ser levada a tomar decisões das quais mais tarde se arrependerá, porque lhe trarão enormes prejuízos, inclusive financeiros.
Amargas experiências nos levaram a formular conselhos sobre o que deve ou não ser feito logo em seguida à perda de seu amado.
“NÃOS”
– Não tome nenhuma decisão importante logo em seguida.
– Não mude logo de casa, nem pense em vende-la em seguida para mudar-se. Se não conseguir permanecer lá, alugue a casa por um tempo.
– Não comece a vender ou distribuir as coisas logo em seguida. Não permita que outra pessoa, nem mesmo da família, venha ajudar na limpeza, jogando fora coisas, papéis, contas velhas, etc. Lembre-se que o Imposto de Renda pode querer ver certos documentos e comprovantes. As companhas de luz, telefone e outras, às vezes cobram contas já pagas, se você não tiver os respectivos recibos. É bom guardá-los por cinco anos.
Se você não tiver condições psicológicas de olhar para as coisas, guarde-as em caixas até poder organizar tudo a seu jeito.
– Não abra mão de títulos de clubes, seguros, montepios, carnês e outros documentos, sem antes verificar seus direitos. Sempre que entregar algum documento em repartições, etc., peça recibo. Se tiver que entregar os originais tire antes um xerox e guarde.
– Não assine procurações que transfiram poderes irrestritos e ilimitados a terceiros, porém apenas procurações bem específicas.
“SIMS”
Procure no dia seguinte ou o mais rápido possível um advogado para abrir inventário. O imposto “causa mortis” é devido a partir do óbito. Se o inventário foi iniciado após 30 dias do óbito, haverá uma multa de 10% sobre este imposto.
A viúva carente deve conversar com o advogado para pleitear assistência judicial gratuíta. Se ela só tiver imóvel – de moradia – ela poderá pleitear isenção do imposto “causa mortis”. Obtenha, na Secretaria da Receita Federal, um novo CIC em seu próprio nome urgentemente.
Se tiver contas conjuntas, correntes ou de poupança, zere-as, sacando o saldo, antes de entregar o atestado de óbito no banco. Abra novas contas em outro banco, no seu próprio nome, com o novo CIC.
Junte todas as contas como: luz, água, aluguel, condomínio, telefone, clubes, prestações, Imposto Predial, escolas, Imposto de Renda e qualquer outras e providencie o seu pagamento.
A vida continua e você é quem terá que arcar com juros e acréscimos pelos atrasos ocorridos. Veja rápido a situação no BNH, levando o atestado de óbito para que cessem as cobranças, se for o caso.
Se o óbito for perto do fim do ano, cuidado com o exercício findo.
Se for época do Imposto de Renda, apresente a declaração do espólio e a sua mesma, como viúva do inventariado.
Procure logo os bens e dinheiro que seu marido tenha emprestado e peça-os de volta, antes que caiam no esquecimento e seja difícil recuperá-los.
Quando pegar o atestado de óbito, peça desde logo umas 10 cópias, se possível, dependendo dos bancos e instituições com que seu marido operava, pois, em cada local em que você for reivindicar algo, terá que deixar uma cópia do atestado com a firma devidamente reconhecida.
Deus permitiu que tivesse anos maravilhosos com seu marido. Se o levou e a deixou aqui, é porque ainda tem um plano especial para você.
Nós, mulheres sós, devemos ser sensíveis ao que Deus deseja de nós, pedindo-lhe que nos mostre o que quer de nós agora.
Autora: Oneida Green de Almeida

Fonte: Ministério Apoio / Jornal Gospel News

Projeto combate obesidade em crianças e adolescentes com esporte e nutrição

obesidade-infantilAos 14 anos, o estudante Rodrigo Medeiros pesava 112 quilos. Quando contou aos amigos que começaria a treinar triatlo, ouviu piadas. Determinado, ingressou no programa social que a triatleta Fernanda Keller mantém em Niterói e passou a fazer exercícios quatro vezes por semana. Mas a redução de peso ocorreu mesmo quando ele começou a ter acompanhamento de nutricionistas. Chegou aos 80 quilos.
“Quando eu comecei, os outros garotos me chamavam de gordinho. Ficava sempre para trás. Fui melhorando as minhas marcas e fui passando um a um”, diz o rapaz, de 16 anos, que já correu a meia maratona e ganhou troféus em campeonatos estaduais.
Rodrigo está entre as 70 crianças e adolescentes atendidos pelo projeto Correndo Por Um Ideal, que há três anos recebem acompanhamento médico e orientação nutricional. Nesse período, o número de meninos obesos caiu de 60% para 20%. Entre as meninas, a redução foi de 25% para 8%.
O Instituto Fernanda Keller começou a atender crianças e adolescentes em 1998, com atividades esportivas no contraturno escolar.
No entanto, apesar dos exercícios, Fernanda percebia que algumas crianças não conseguiam ficar no peso ideal – algumas estavam abaixo e muitas acima. Havia ainda casos de desnutrição. Em 2009, ela inscreveu o projeto Correndo Por Um Ideal em um edital de patrocínio da Nestlé. Foi selecionada. “O edital não era voltado para projetos de esporte, mas o nosso foi o único programa esportivo selecionado no Brasil todo”, conta Fernanda.
Das mais de 500 crianças atendidas no Instituto Fernanda Keller, hoje 200 estão inscritas no Correndo Por Um Ideal. “O principal critério é o comprometimento familiar. Por causa disso, temos uma evasão mínima e fila de espera”, diz Priscilla Accorsi Voss, coordenadora pedagógica e de projetos do instituto. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Fonte: Estadão / Jornal Gospel News

Think & Love: iniciativa reúne e auxilia organizações que desenvolvem projetos sociais

jgn x TLO projeto Think & Love reúne organizações de ativismo social num portal e direciona doações recebidas de parceiros e voluntários, agindo como uma estrutura de apoio para ONGs, institutos e fundações.
De acordo com o site do projeto, a proposta da iniciativa é se “tornar o maior e mais qualificado movimento integrador de causas (ONGs), Institutos, Fundações e pessoas do Brasil, influenciando o maior número de indivíduos/cidadãos para o ato da generosidade (doação, voluntariado ou propagação), além de ser fonte de informação relevante sobre responsabilidade social, sustentabilidade e sobre modelos de captação de recursos”.
Entre os princípios do projeto, está o compromisso com a ética: “Não aceitaremos ONGs, institutos ou parceiros que não sejam absolutamente íntegros e éticos”.
Ainda de acordo com as descrições do projeto, o Think & Love começou como um projeto social “apartidário e sem fins lucrativos, com o objetivo de unir pessoas e marcas a causas sociais e ambientalmente responsáveis”.
No site, há ainda um marcador que mostra os valores arrecadados pela iniciativa, além dos nomes das 36 ONGs e 23 institutos atendidos.
Acesse o site thinkandlove.com.br e conheça mais sobre a história da iniciativa e formas de doação, além das organizações que são atendidas e beneficiadas através do Think & Love.
Assista abaixo, um vídeo da campanha de divulgação montada pelo Think & Love:

Por: Tiago Chagas

Fonte: Gospel+ / Jornal Gospel News

Papa diz que aborto, eutanásia e casamento gay afetam a paz mundial

 Papa Bento XVIO Papa Bento XVI atacou o aborto, o casamento gay e a eutanásia, que segundo o pontífice colocam em perigo a paz, na mensagem que será lida no primeiro dia do ano por ocasião da Jornada Mundial da Paz, divulgada com antecedência pelo Vaticano.
“Os que trabalham pela paz são os que amam, defendem e promovem a vida em sua integridade”, escreveu o Papa na mensagem que será lida em todas as paróquias no dia 1º de janeiro de 2013.
“Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana e, em consequência, defendem por exemplo a liberação do aborto, talvez não percebam que, deste modo, propõem a busca de uma paz ilusória. (…) A morte de um ser inerme e inocente nunca poderá trazer felicidade ou paz”, afirma o Papa.
“Quem quer a paz não pode tolerar atentados e delitos contra a vida”, completou.
“Qualquer agressão à vida, em especial em sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz e ao meio ambiente”, sentencia o pontífice.
“Como é possível pretender conseguir a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem que seja tutelado o direito à vida dos mais frágeis, começando pelos que ainda não nasceram?”, questiona o chefe da Igreja Católica.
“Tampouco é justo codificar de maneira sub-reptícia falsos direitos ou liberdades, que, baseados em uma visão reducionista e relativista do ser humano, e por meio do uso hábil de expressões ambíguas encaminhadas a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida”, adverte.
Na mensagem, o Papa elogia os “artesãos da paz” e pede a construção da paz “por meio de um novo modelo de desenvolvimento e de economia”.
Bento XVI afirma que “para sair da atual crise financeira e econômica, que tem como efeito um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos e instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para aproveitar inclusive a crise como uma oportunidade de discernimento e um novo modelo econômico”.
Ele convida os católicos a “atender a crise alimentar, muito mais grave que a financeira” e a apoiar os agricultores para que desenvolvam sua atividade “de modo digno e sustentável”.
O Papa reitera na mensagem que “a paz não é um sonho, não é uma utopia: é possível”.

Fonte: Estado de Minas / Jornal Gospel News

Testemunho: O missionário de ouro

“Eu viajei para Londres e ainda voltei com duas medalhas de ouro. Para quem imaginava que passaria o resto da vida preso em casa não é nada mal”. É com esse misto de humildade e bom humor que o maior nome da bocha adaptada no Brasil comenta o grande momento que viveu e está vivendo após um desempenho espetacular na última Paralimpíada.
Dirceu José Pinto, 32 anos, foi um dos responsáveis por uma marca histórica para o Brasil, que conquistou em Londres seu melhor desempenho na história da Paralimpíada. O País contabilizou 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze. Apenas Dirceu conquistou duas medalhas de ouro e uma de bronze, um recorde na bocha adaptada.
Ele levou o bicampeonato da modalidade, classe BC4, nas categorias individual e dupla, tendo como parceiro Eliseu dos Santos. Nesse exato momento Dirceu está treinando para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A agenda dele em si é uma maratona.
Além do treinamento para os próximos desafios da bocha adaptada, o atleta coordena um projeto ousado em sua cidade natal, Mogi das Cruzes, que está revolucionando o modo de vida de dezenas de cadeirantes que, através do esporte, estão sendo reintegrados à sociedade.
Mas ele sempre arranja um jeito para fazer o que considera a atividade mais importante de sua vida: pregar o Evangelho. Membro da Assembleia de Deus Ministério Madureira, Dirceu se enxerga como um missionário eleito por Deus para falar especialmente às pessoas que, como ele, enfrentam as dificuldades da deficiência física.
Ao invés de carreira, ele fala em ministério; salvação de almas ao invés de competição por medalhas.
“Hoje tenho certeza que a minha missão na Terra é a de ganhar almas para Jesus através do esporte. Mas não sou eu quem faz isso. Deus me usa para fazer a obra Dele. Eu tenho consciência de que Deus tem me preparado para uma obra que é Dele porque vejo isso acontecer todos os dias”, afirmou.
Vida de desafios
Os pais de Dirceu, Maria e Carlos José Pinto, se mudaram de Rondônia para Mogi quando ele tinha apenas 11 anos.  Foi em Mogi que o sexto filho do casal descobriu sua doença.
O garoto se cansava demais quando ia para escola. Aos doze anos, recebeu o diagnóstico assustador: distrofia muscular de cinturas, uma doença genética incurável. A doença atingiu a parte interna da sua coxa, o abdômen e bíceps, substituindo o tecido muscular por tecido gorduroso. Dificuldade de locomoção, cansaço e dores fizeram parte do seu dia-a-dia.
Apesar do diagnóstico definitivo, o jovem Dirceu decidiu viver como se tudo fosse apenas uma fase ruim que passaria se ele fizesse exercício e tomasse os remédios certos. Mesmo com dificuldades de locomoção e dores, ele continuou na escola e concluiu o segundo grau.
Por acreditar numa cura, Dirceu fez o possível para manter uma boa saúde e condicionamento físico. Ele fazia natação, hidroterapia e fisioterapia. Apenas aos 16 anos que ele se deu conta de que não haveria realmente nenhuma cura.
Com isso veio a tristeza e, com o tempo, a depressão. A cadeira de rodas que era usada ocasionalmente nos momentos de maior cansaço também se tornou definitiva em sua vida.
Dirceu previu então que seu futuro seria sombrio por conta das severas limitações da doença.
Após o término de seus estudos, o jovem mogiano imaginou que poderia nunca mais sair de casa. O que lhe impediu de cair numa espiral de medo e desespero foi a formação religiosa. Dirceu foi “criado” dentro da escola dominical da Assembleia de Deus.
Ele ainda era um menino em Rondônia, mas se lembra claramente das professoras colocando cadeiras de plástico embaixo de árvores para contar histórias bíblicas. “Foi uma experiência que moldou meu caráter”, disse.
Dirceu conta que se comprometeu em ter contato com a Bíblia todos os dias. Em pouco tempo, ele começou a ler a Palavra de Deus de manhã, tarde e noite.
“Ao invés de perder tempo com TV e videogame, assumi essa responsabilidade com Deus. Acredito que li a Bíblia inteira seis vezes”, comentou.
Mas ele persistiu em práticas que hoje considera mundanas. Dirceu vivia uma fase depressiva que combinava bebidas e outros vícios.
Foi quando passou a ouvir a voz de Deus. Literalmente. E a voz dizia que ele estava fazendo tudo errado. No começo, Dirceu pensou que estava louco. Mas o conhecimento bíblico o ajudou a viver a experiência com outros olhos.
“Eu comecei a rir sozinho de pura felicidade. Porque sendo pecador da maneira como eu era e ainda sou, mesmo assim o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, em meio a bilhões de pessoas, estava falando comigo. Eu fiquei alegre de estar sendo corrigido pelo próprio Deus”, afirmou. Dirceu garante que até hoje escuta claramente a voz de Deus.
Trabalho social
Em tom pedagógico Dirceu explica que existem dezenas de modalidades para diferentes tipos de deficiências. A bocha adaptada, explicou, é especial porque é voltada para cadeirantes que não se encaixam em outras modalidades.
“São pessoas que normalmente ficam presas dentro de casa porque são paralisados cerebrais, sofrem distrofia muscular, que é uma doença muscular agressiva, ou são lesados medulares. A bocha adaptada surgiu para essas pessoas”, informou.
É por isso que Dirceu está engajado na missão de tirar cadeirantes de sua casa e agregá-los por meio do esporte. Ele é coordenador do programa municipal de Paradesporto, que funciona por meio de parceria entre o Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef)/ Clube Náutico e Prefeitura.
“Nós vamos às escolas, nas igrejas, e buscamos cadeirantes nas casas. Hoje são 72 pessoas beneficiadas. São deficientes em situação de risco social que recebem um salário mínimo, mais vale refeição e plano de saúde. Um projeto que está mudando a vida de muita gente”, enfatizou.
Além dos benefícios sociais, o programa municipal oferece um meio de devolver autoestima às pessoas. “Eu vivi esse drama na pele e por isso estou nesse trabalho. Quando médico dá o diagnóstico definitivo, a pessoa perde sonho e a noção de futuro. Queremos mostrar que elas não precisam ficar presas de suas casas. É possível lutar contra as dificuldades. Deus nos dá a força necessária para conviver com a deficiência. Eu sou prova viva disso”, finalizou.
Recomeço
Aos 19 anos, Dirceu aceitou a Jesus como seu salvador. Ele começou a entender que sua a deficiência havia sido permitida por Deus para que Ele o usasse em Sua obra. Foi naquela época que ele conheceu a bocha adaptada de uma forma totalmente inusitada.
Ele fazia fisioterapia no clube Náutico e via alguns sujeitos “jogando bolinhas”. Para Dirceu, aquilo era pura perda de tempo. “Eu via os caras jogando bolinha e pensava: ‘esse fisioterapeuta ridículo, ao invés de passar atividade, faz os caras jogarem bolinhas’. E esse foi meu primeiro contato com a bocha adaptada”, diverte-se.
Mas o “fisioterapeuta” (na verdade treinador, Ronaldo Gonçalves), fez convite para que Dirceu participasse. Por educação, ele foi um dia com a intenção de nunca mais voltar. Mas descobriu na bocha adaptada sua grande paixão.
Dirceu começou a praticar a modalidade apenas para ter alguma ocupação que o ajudasse com sua condição. Mas ascendeu rapidamente a posição de atleta de alto rendimento. Em 2002 ele foi vitorioso em uma competição regional no Rio de Janeiro.
“Foi um momento de virada. Eu comecei na bocha por hobby e um mês depois disputava o regional no Maracananzinho. Fui e conquistei medalhas. Foi inesquecível. O Maracanã é ali do lado e pude assistir o clássico Flamengo x Fluminense. Eu pensava que minha vida seria minha casa, então, voltei deslumbrado”, destacou.
Dirceu resolveu fazer um propósito com Deus: se ocupasse os primeiros lugares nas competições, testemunharia sobre o amor de Jesus Cristo aonde quer que fosse. Ele só não imaginava que iria tão longe para honrar o pacto.
“Daquele momento em diante eu fui campeão brasileiro individual, campeão em dupla, campeão regional e paulista. Passei a jogar de forma extraordinária. É como se eu fosse Michael Jordan da bocha adaptada”, brincou.
Antes da consagração em Londres, quando foi bicampeão da modalidade, o mogiano viveu uma experiência significativa na China. Lá ele conquistou sua primeira medalha de ouro fora do Brasil e também teve a oportunidade de testemunhar sobre Cristo para os chineses.
Para vencer a dificuldade do idioma, Dirceu recorreu a duas chinesas que falam o português de Portugal. Uma delas o ensinou a dizer “Jesus te ama” na língua nativa. O brasileiro ia aos ginásios para competir e repetia a frase para todas as pessoas que cruzassem seu caminho.
“No primeiro dia os chineses apenas assentiam com a cabeça. Dias depois quando entrava no ginásio, começava a frase todo mundo já completava. E a chinesa que me ajudou com as traduções confessou Jesus como seu Salvador”, comemorou.

Fonte: Exibir Gospel / Jornal Gospel News