Prisão domiciliar do Pastor Cubano Mario Barroso é revogada. Veja o Vídeo que ele enviou à ANAJURE contando detalhes sobre o caso.

bandeira-de-cubaNo dia 30 de janeiro, fomos informados de que os agentes do governo cubano receberam ordens para sair da casa do pastor Mario Felix Lleronart Barroso, que teve sua prisão domiciliar revogada. Ele foi detido no dia 25 de janeiro, retornando para sua casa um dia depois, sob vigilância do governo. O líder religioso e sua esposa, Yoaxis Marcheco, fizeram contato com nossa redação através do twitter por meio de um sistema via SMS, após o telefone dela ser liberado e desbloqueado. Na noite de ontem, (03/02), recebemos um vídeo em que o pastor Mario comenta o caso, e outro vídeo mostrando parte do tratamento que recebeu dos agentes do governo.


Não são poucos os casos de violação à liberdade de expressão e religião em Cuba. Quem não lembra o caso do Pastor Gude Perez? Um líder do Movimento Apostólico que teve grande crescimento em Cuba, e foi preso por acusações fabricadas em maio de 2008, passando 18 meses impedido de sair da Ilha?

Em 2013, o Pr. Mario junto com sua esposa e com o Pr. Gude Perez lançaram um documento intitulado de ’30 questões para o governo cubano’, divulgado no Brasil por vários sites cristãos, como o da ANAJURE e o da Missão Portas Abertas, cuja elaboração visava demonstrar que a liberdade de religião e crença não é respeitada pelo governo de Cuba.

Em abril do ano passado, a ANAJURE também publicou em parceria com a CSW um relatório sobre restrições à liberdade religiosa em Cuba, disponível em “ANAJURE Report Cuba”, onde entre tantos outros casos, a situação de Mario Barroso já era apontada.

O Presidente da ANAJURE, Dr. Uziel Santana, agradece pelas orações e apoio da igreja no Brasil. “Cremos que por conta das constantes orações e da pressão internacional após a detenção do líder cubano, ocorrida sem nenhuma razão justificável, Mario Barroso também foi dispensado de uma intimação vinda da Segurança do Estado cubano. Estamos certos de que a oração do justo pode muito em seus efeitos.”

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Por: Assessoria de Imprensa – ANAJURE

REVERENDO ERNÍ SEIBERT DA SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL COMEMORA 40 ANOS DE MINISTÉRIO E CONCEDE ENTREVISTA AOS EDITORES CRISTÃOS (ASEC)

RevERNÍEle é Doutor em Ciências da Religião, mestre em Teologia, autor de quatro livros e trabalhos publicados em várias revistas especializadas em Teologia e Ciências da Religião, tanto no Brasil como no exterior. Estamos falando de Erní Seibert, que hoje é Secretário de Comunicação e Ação Social da Sociedade Bíblica do Brasil e Diretor do Museu da Bíblia de São Paulo e do Centro Cultural da Bíblia no Rio de Janeiro. Essa semana em que completa 40 anos de ministério, foi procurado pela assessoria dos Editores Cristãos para uma entrevista muito especial sobre sua vida. Confira na íntegra essa conversa:

 

ASEC: São 40 anos de ministério, correto? Como e quando começou tudo isso?

       

Rev. Erní: Quando me formei em teologia, no final de 1973, coloquei-me à disposição da minha Igreja para atuar no ministério pastoral. Eles me convidaram para trabalhar numa missão nova da Igreja, na cidade de Piratini (RS). Eu aceitei, fui ordenado e instalado neste trabalho. Aí tudo começou.

 

 

ASEC: Como era a igreja de 40 anos atrás e como surgiu seu profundo interesse pela Bíblia?

 

 Rev. Erní:  O mundo e a igreja eram outros. Por exemplo, nesta cidade em que fui trabalhar, não havia sinal de televisão, era difícil ouvir rádio (o melhor era em ondas curtas). No tempo que estive lá, nunca tive telefone. Computador pessoal não havia. Ligação por estrada asfaltada com outra cidade também não havia. Energia elétrica havia apenas no templo em construção na pequena cidade. No interior do município não havia energia elétrica. Isso já mostra a diferença para hoje. Só existia uma igreja católica e um pequeno grupo de luteranos que chegaram lá por migração de outras cidades. Eu era muito jovem. A dimensão de uma Igreja brasileira não estava presente naquele contexto.

 

 

ASEC: Em que ano começou a trabalhar na Sociedade Bíblica do Brasil? Quais eram os maiores desafios?

 

Rev. Erní: Eu comecei a trabalhar na Sociedade Bíblica do Brasil em 1991. Fui convidado para ser editor assistente. A direção da SBB estava pensando em ampliar sua linha editorial de material bíblico. Quase não havia publicação de texto bíblico para crianças e jovens. Os livretes (porções bíblicas) praticamente se limitavam a edições dos Evangelhos. Bíblias de estudo não havia. Os computadores estavam começando a se tornar mais populares. Estas áreas precisavam ser desenvolvidas para difundir o texto bíblico.

 

 

ASEC: Certamente, em todos esses anos, diversas edições e traduções passaram pelas suas mãos e pelos seus olhos. Quais o senhor considera verdadeiras obras primas?

 

Rev. Erní: É difícil falar em obras primas em geral. Obras primas são aquelas que atendem a uma necessidade. Lembro quando publiquei um livrete com o título “Por Causa do Amor de Deus”. Era uma novidade. Em três meses foram distribuídas 750 mil cópias. Quanto às Bíblias, neste período, foi lançada a Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Ela alcançou uma popularidade enorme em nosso país e segue sendo a tradução que mais cresce em termos de distribuição. Em Bíblias de estudo, a Bíblia de Estudo Almeida e a Bíblia de Estudo NTLH continuam sendo textos com enorme aceitação. Em Bíblias temáticas, nada supera a Bíblia da Mulher. Também vejo com grande alegria o crescimento das publicações digitais. Algumas delas, de valor excepcional, como a Bíblia Glow e as Bíblias com número Strong.

       

 

ASEC: O que acha da diversidade de Bíblias modernas com reflexões e opiniões de pastores e celebridades evangélicas?

 

Rev. Erní: Vejo com alegria o surgimento de Bíblias de Estudo. É sinal que as pessoas continuam estudando a Bíblia. Sempre é bom fazer distinção entre o texto bíblico e as notas e comentários. As notas e comentários visam ajudar a compreensão do texto bíblico. Mas o texto bíblico continua sendo soberano. O tempo vai dizer quais dessas novas Bíblias de Estudo vão permanecer e quais não irão ser mais publicadas. Isso é assim com todos os livros. Mas, sempre que uma Bíblia de Estudo é publicada, ela provoca o estudo do texto bíblico e isso sempre é positivo.

 

 

ASEC: Nesses 40 anos como o senhor vê o crescimento dos evangélicos no Brasil? Eles entendem a Bíblia que leem?

 

Rev. Erní: É difícil falar sobre o crescimento dos evangélicos e até mesmo sobre os evangélicos. Há diferentes maneiras de ser evangélico e diferentes compreensões sobre o tema. De qualquer maneira, o crescimento das igrejas evangélicas nestes 40 anos é impressionante. Eu diria até que é surpreendente. Na década de 1960, na teologia, falava-se da morte de Deus. Lembro que quando estava na Faculdade de Filosofia, no começo dos anos 1970, ser cristão era visto pela maioria como algo ultrapassado. Em muitas Igrejas falava-se do declínio do cristianismo no mundo. Por isso, ver hoje o vigor do movimento evangélico no Brasil é algo surpreendente.

Sobre a compreensão que a igreja evangélica tem da Biblia, há diferentes situações. Se olhamos para as epístolas, no Novo Testamento, percebemos que eram cartas escritas para igrejas jovens. Elas tinham problemas e realidades diferentes. A compreensão da fé cristã que tinham também ressaltava alguns aspectos e era fraca em outros. O mesmo se passa na igreja evangélica no Brasil. Mas o movimento vai crescendo e amadurecendo. Com isso, a compreensão da Bíblia também fica mais ampla e profunda.

 

 

ASEC: Como surgiu o Museu da Bíblia? De quem foi a ideia?

 

Rev. Erní: A ideia do Museu é antiga dentro da SBB. Ela já existia na década de 1960. Havia até o embrião de um Museu da Bíblia (não com este nome) no Rio de Janeiro. Mas nunca chegou a ser realidade. No início dos anos 1990, o Rev. Luiz Antonio Giraldi apresentou a ideia ao então prefeito de Barueri (SP). Aí a ideia criou forma. O trabalho foi desenvolvido em conjunto, entre a SBB e a Prefeitura de Barueri. A SBB cuidou do Museu e a Prefeitura providenciou a infraestrutura. Foi um trabalho que deu certo.

 

 

ASEC: Como foi feito o acervo desse museu?

 

Rev. Erní: Havia algum acervo de Bíblias acumulado desde os anos 1960. Mas, quando começamos o Museu, a ideia não era que fosse baseado em acervo. Há museus modernos que apenas contam a história, sem ter como base, necessariamente, o acervo. Este é o caso do Museu da Bíblia. De qualquer forma, hoje já temos um acervo expressivo, recebido principalmente por doações.

 

 

ASEC: A Bíblia é o livro mais lido e traduzido de toda a história. Acha que algum livro um dia pode superar a Bíblia?

 

Rev. Erní: Não creio que outro livro vá superar a Bíblia. Ela é única na história da humanidade.

 

 

ASEC: Em toda essa caminhada, pode lembrar dos seus melhores momentos e dos piores?

 

Rev. Erní : A gente tende a lembrar os bons momentos e esquecer os maus. Mas aprendemos muito nos maus momentos. Aprendi muito para a vida em hospitais, presídios, asilos, orfanatos. Aprendi muito em visitas a casas humildes. Errei muitas vezes, infelizmente. Aprendi que o mais importante é confiar na graça de Deus em Cristo Jesus.

 

 

ASEC: Família, ministério e trabalho: como fez para administrar tudo isso?

 

Rev. Erní: Conciliar as diferentes responsabilidades faz parte da vida. Ter uma família amorosa e compreensiva é muito importante. Não vejo estas atuações como conflitantes ou buscando prioridade. Ter uma boa família e dar atenção a ela é fundamental para um bom ministério e para o trabalho em geral. Por outro lado, se conseguimos, pela atuação no ministério, trabalhar para ter pessoas melhores e uma sociedade melhor, isso é bom para a nossa família. Tudo está interligado.

 

 

ASEC: Se pudesse voltar no tempo, faria tudo novamente da mesma forma ou mudaria alguma coisa?

 

Rev. Erní: É claro que tentaria fazer melhor do que fiz. Não faria tudo igual. Mas dedicar-me ao ministério, isso, com a graça de Deus, faria novamente.

 

 

ASEC: Acha que será mais cobrado por Deus por trabalhar tanto tempo com um livro tão sagrado como a Bíblia?

 

Rev. Erní: Em Deus há dois aspectos. De um lado, devemos fazer a sua vontade. Ele nos cobra e nunca fazemos tudo o que poderíamos. Merecemos ser condenados. Por outro lado, em Cristo, Ele nos perdoa e convida graciosamente a sempre de novo voltarmos a andar nos seus caminhos. Trabalhar com a Bíblia é uma grande responsabilidade. Mas também é um grande privilégio. Somos lembrados diariamente da vontade e do amor de Deus. Mas, de forma alguma, é uma posição em que estamos mais ou menos debaixo da cobrança de Deus.

 

 

ASEC: Como o senhor analisa a literatura cristã brasileira moderna?

Rev. Erní: A literatura cristã no Brasil está tendo um grande desenvolvimento. Não vivemos mais apenas de traduções. Temos grandes autores nacionais e grandes editoras. É um trabalho maravilhoso feito nesta área.

 

 

ASEC: O que acha da Bíblia digital? Modernidade pode afetar o teor espiritual?

 

Rev. Erní: As Bíblias digitais ajudam muito em vários aspectos. Por meio delas chegamos a lugares onde é impossível atingir de outra maneira. Hoje há Bíblias sendo baixadas em celulares em países onde a Bíblia impressa não consegue entrar. Além disso, a Bíblia em formato digital é excelente ferramenta de estudo. O que muda é o relacionamento com o meio que traz a Bíblia até você. Na história da humanidade, a Bíblia em formato de livros é recente. A imprensa de Gutenberg só apareceu por volta do ano 1500. Até ali, o conhecimento bíblico era transmitido, na maioria das vezes, de forma oral. Pode-se dizer que o contato que as pessoas tinham com a Bíblia era o áudio. Por aí já se vê que não há, necessariamente, nada negativo nesta nova tecnologia de difundir a Palavra de Deus.

 

 

ASEC: Que mensagem resumiria todos esses anos de ministério?

 

Rev. Erní: Eu sou grato a Deus por, nestes 40 anos, ter tido tantas e tão diferentes experiências no ministério pastoral. Tive a oportunidade de servir na Igreja como pastor, professor, comunicador e servo. Deus foi muito bondoso comigo e com minha família. Sou grato a Ele.

A pregação evangélica desmistificada e acessível

A Semente é a Palavra - CapaA Semente é a Palavra - CapaO pastor e escritor Deivinson Gomes Bignon lança manual moderno para difundir a Palavra de Deus

Vivemos em um mundo e em uma época de ebulição. As pessoas correm sem parar – e geralmente sem saber sequer por que, ocupadas que estão com seus problemas e obrigações. Torna-se cada vez mais difícil encontrar tempo para se realizar qualquer reflexão; inclusive nos questionar por que fazemos o que fazemos, e para onde estamos indo, afinal.

Neste cenário pós-moderno frenético e febril, o pregador evangélico vê-se diante de um grande desafio: mais do que pregar, é necessário pregar de tal forma que suas palavras façam real sentido para quem as recebe. E para tanto é preciso estar conectado com a realidade, mantendo-se fiel aos ensinamentos bíblicos, porém adequando-se a esta linguagem contemporânea, que exige adaptação e muita inteligência.

Tarefa nada simples, mas que parece tornar-se acessível durante a leitura do livro A Semente é a Palavra (Ed. Contextualizar, R$40), do pastor e escritor Deivinson Gomes Bignon. O título é uma metáfora retirada da Bíblia, que compara as pregações com sementes que germinarão no coração dos ouvintes – e é sobre esta metáfora que se desenrola o texto da obra.

O autor realizou uma competente e rigorosa pesquisa para escrever este livro, que traz, além de abordagens evangélicas clássicas, uma visão atualizada e original dos temas tratados, desprovida de preconceitos, transformando A Semente é a Palavra em um trabalho único no meio literário evangélico. Um livro que veio, de fato, para fazer a diferença.

De maneira clara, didática e compreensível, Deivinson levanta diferentes e relevantes questões, colaborando para que o pregador evangélico atualize e aperfeiçoe suas preleções, tornando-as mais eficientes, e transformando seu discurso em palavras que motivem ações, mudanças e reflexões.

Por meio de teorias linguísticas aplicadas ao discurso evangélico, o livro é dividido em 12 capítulos, que abordam os principais pontos para uma pregação evangélica atual e eficaz. Sem preconceitos e nem ranços ultrapassados, Deivinson trata de assuntos que vão desde a percepção de nossa atual realidade, até a importância e os cuidados que o pregador deve ter para utilizar as ferramentas interativas disponíveis atualmente em favor de sua pregação, e de sua legítima compreensão por parte dos fiéis.

A Semente é a Palavra traz ainda, a cada novo capítulo, os principais tópicos ali abordados, facilitando assim a leitura daqueles que procuram aprender sobre um assunto específico. Além do mais, ao final de cada capítulo o autor apresenta algumas perguntas, através de um pequeno questionário, cujo objetivo é levar o leitor a refletir, reiterando o que foi ensinado e mensurando até que ponto tais questões foram assimiladas.

Contudo, talvez o maior mérito do autor seja ter conseguido alcançar com seu texto a clareza e a simplicidade necessárias para se fazer compreender, sem que isso arranhe ou prejudique o conteúdo e as informações contidas na obra. Afinal, como o próprio autor cita em seu texto, “A pregação eficaz tem de fazer sentido”, para todos, e não somente para alguns. E para tanto se torna necessário dinamismo, interação e criatividade – qualidades que não faltam na obra.

No entanto, também é preciso cuidado para não transformar a pregação em um espetáculo: exuberante, porém vazio, focado mais na forma do que no conteúdo. Uma linha tênue e perigosa, mas que é esclarecida de forma certeira pelo autor.

Assim sendo, o livro, que é destinado principalmente aos pregadores evangélicos que esperam aprimorar, através de conteúdo inédito, sua preleção, é igualmente muito útil para leigos interessados na disseminação dos ensinamentos bíblicos, e que certamente se beneficiarão das valiosas orientações descritas por Deivinson.

A Semente é a Palavra é leitura obrigatória para todos que buscam uma maneira eficaz e inteligente de comunicar a Palavra de Deus. E para todos nós, que vivemos neste mundo pós-moderno frenético e febril, correndo sem parar e sem saber sequer por que, ocupados que estamos com nossos problemas e obrigações.

Sobre a autora:

Carla Siqueira de Andrade é jornalista e assessora de comunicação.

E-mail de contato: carlasicandrade@gmail.com

Por Carla Siqueira de Andrade.

Ano novo

No horizonte da esperança, vão raiar as luzes de uma nova era. O Ano Velho está saindo, alquebrado, gasto; curvado ao peso dos dias, das promessas, da solidão. Vem chegando o ANO NOVO, como bebê recém-nascido, gerado no ventre da eternidade, assustado com o calendário, com medo da humanidade.
O ANO NOVO vai dando os primeiros passos como criança frágil, tentando equilibrar-se na cadência de doze meses pequenos demais para tantos planos. Ainda não aprendeu a falar a linguagem desatualizada do Ano Velho: não tive tempo, esqueci-me, amanhã eu vou, um dia volto, não posso.
O ANO VELHO sai em contagem regressiva pela estrada descartável da ingratidão, nem sabe o que fez das 365 oportunidades anotadas diariamente na sua agenda de omissão. Fez de conta que não viu os dias com 24 horas do presente despejado pelo caminhão de entrega celestial e muita coisa perdeu-se do lado de fora.
Na reconstrução do tempo, não se olha para trás. Tão logo o relógio aponta o minuto que faltava, já foi. Sem despedida e desculpas, passou você, ficou a realidade do simbólico e do imaginário, na curva do infinito. Já era. Nova Era. ANO NOVO! A hora é agora, não se espera na estação do tempo o que já foi.
Vem o NOVO! Chega depressa, sem avisar. Na empresa da vida não se arquivam ideais: ficam expostos na vitrine do potencial e saltam das prateleiras, toda vez que o painel de atitudes entra em ação. O automatismo de decisões faz parte da capacidade individual e ressalta na luminosidade da visão confiante. A maior pedra de tropeço nesta estrada é VOCÊ.
FELIZ ANO NOVO! Feliz construção de cada dia! Feliz administração da vida! Feliz desempenho na gerência das emoções, no controle do EU, na conquista do espaço, no exercício do respeito.
A velhice do Ano Velho, em fase de substituição, já mostra rugas de preocupação na testa do dever cumprido. Um vendaval de desculpas sopra forte sobre os erros, deixando à mostra as cicatrizes do mau uso do tempo. Cuidado com o vento.
Feliz Ano Novo, sempre!
Por: Ivone Boechat
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Fonte: Jornal Gospel News

ANO NOVO

O   ANO NOVO   sempre é uma caixa misteriosa de oportunidades, dias, novidades, lágrimas, esperanças, guardada com 365 papéis, longe da curiosidade humana. Por mais que se esforcem para olhar, além dos minutos que os rodeiam, a visão está nublada por empecilhos das noites e das dúvidas. Somente as horas se encarregam de abrir as páginas da vida.
A eternidade do tempo, sem medida nem conta, caiu na balança dos homens e desbotou-se na ferrugem de sua limitação. O ano ficou velho! É uma vingança deste ser, consciente da mortalidade, sobre o imorrível ANO NOVO, sempre.
Não importam os calendários velozes e passageiros. A peregrinação pela estrada da vida conduz ao intransferível fim. Morre-se com os segundos. É necessário, portanto, repensar o tempo e recriar a vida. Ambos caminham imprevisíveis e horizontais.
Quando as flores se curvam ao peso do orvalho ou se cansam do colorido jardim; quando os pássaros se confundem na revoada e nos cantos, há prenúncios de transformações e mudança. Nada ficou velho: os vôos se reabastecem na distância, as vozes se afinam em lágrimas, e as flores adormecem em pétalas, junto aos caules, para alimentar o resplandecer dos botões.
Neste ANO NOVO, que se faça o balanço das atitudes, subtraindo, na contabilidade da vida os fatores geradores de débitos para com o próximo. Na prestação de contas deste ano, que os prejuízos sejam pagos em doze novas prestações de amor.
Por: Ivone Boechat
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Fonte: Jornal Gospel News

Ano novo e patos selvagens

Mais uma mudança de ano se aproxima, obviamente que precedida pelos engordantes dias natalinos. Que bom, assim entramos no ano novo de barriga cheia, ânimos revigorados.
Certo, mas aqueles que gostam de pensar nas “resoluções de ano novo” já a partir do dia de natal podem precisar de um sal de frutas* para mitigar a indigestão!
Para não ter de passar por isso esse ano comecei mais cedo!
Pensei nas aves migratórias. Sabe aqueles patos selvagens que migram voando todos juntos? Percebeu que sempre voam no formato de delta (>)?
Não é por acaso!  Nessa formação a física aerodinâmica prova que o arrasto oferecido pelo ar é mais facilmente vencido, assim as aves que estão mais atrás gastam menos energia que as que estão voando mais à frente, regularmente há um revezamento de forma que a ave que está mais descansada toma a frente e as demais vão se posicionando mais atrás e descansando cada vez mais. Essa interação permite que a autonomia (distância percorrida) do bando seja maior.
No próximo ano vou querer por em prática isso, vou querer interagir com as pessoas que me cercam de forma que em algumas situações eu possa proporcionar momentos de descanso e que noutras eu possa descansar!
Nada de fazer tudo sozinho, ou esperar que os outros façam. A falta de equilíbrio só provoca quedas!  Se os patos tentassem voar a mesma distância sem estar em formação certamente cairíam de exaustão antes de completar a jornada!
Pense nisto. Mesmo os patos podem ser mais espertos que nós às vezes.
E que Deus nos ajude.
Feliz ano novo.
Por: Enos Moura Filho
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Fonte: Jornal Gospel News

Esperança de Ano Novo

Pronto, acabou mais um ano! Aqui estamos nós, envoltos nesse clima festivo, alegre e engordante, de natal e ano novo!
Somos catapultados logo após o dia das crianças para as compras natalinas, (perceberam como cada ano o comércio antecipa um pouquinho isso?).
É uma época de grandes festas, jantares, de cumprimentar pessoas que nunca viu, de se confraternizar com gente que passou o ano todo evitando falar conosco (ou seríamos nós que estávamos evitando falar com eles?), resumindo, o mundo fica mais “leve” nesses dias…
Talvez por isso mesmo seja mais fácil pararmos para pensar um pouco no que aconteceu desde o último dezembro. Imaginarmos uma série de metas para os próximos doze meses, e acharmos que as ditas “resoluções de ano novo” são produto da mais importante meditação que fazemos no ano!
Será que a esperança de que, ao soar das doze badaladas à meia-noite de 31 de dezembro para primeiro de janeiro, de forma mágica, mística e indescritível, nossas vidas se revestirão de uma força de vontade e de uma certeza de sucesso através das quais as resoluções de ano novo vão vir naturalmente, quase que sem esforço, dirimindo nossos problemas e transformando nosso viver num mar de tranqüilidade?
Não sou pessimista, muito menos quero desprezar a beleza do natal e da chegada de um novo ano. Porém não são esses eventos que transformarão da noite para o dia a vida de ninguém.
Meditações sobre o que passou e planejamento para o futuro devem ser algo constante em nossa vida, não apenas uma vez ao ano, mesmo que sejam apenas revisões feitas sobre “as resoluções de ano novo”. E sermos mais realistas e menos sonhadores, é ter prudência.
No natal celebramos o nascimento do menino Jesus, Salvador dos homens, remissor de seus pecados, único caminho entre a humanidade e Deus. Não há nem como contestar a importância de uma celebração assim! Para os cristãos, é um momento de gratidão a Deus, assim como o é a Páscoa.
Mas onde temos colocado nossa esperança? Por que nossos olhos não estão abertos para ver que o ano novo chega ao lado do natal (e não é apenas uma coincidência de datas)?
Viver como cristão, que sabe o verdadeiro sentido do natal (o qual não estaria completo se não culminasse com as celebrações da Páscoa – ou seja, o nascimento do Salvador e Seu sacrifício e ressurreição), é o que alimenta nossa esperança.
Eu posso dizer que minha esperança está fincada em Deus e em seus mandamentos. Onde você põe a sua esperança? Nas doze badaladas do relógio no réveillon?
Que as suas festas de fim de ano não sejam apenas superficiais celebrações, mas recheadas com o amor de Deus, que nos faz entender o significado do natal, e então pautar nossas esperanças no Pai.
Por: Enos Moura Filho
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Fonte: Jornal Gospel News

Museu da Bíblia: há 10 anos promovendo a cultura bíblica A data será celebrada no dia 12 de dezembro, com apresentação musical, exposição de fotos históricas e inauguração da exposição Lendo a Bíblia ao Longo do Tempo.

Museu da Bíblia O Museu da Bíblia (MuBi), o primeiro do país e o maior do mundo em sua especialidade, está completando 10 anos. Para comemorar este marco, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em parceria com a Prefeitura Municipal de Barueri, cidade da Grande São Paulo onde o MuBi está instalado, realizará uma celebração especial no dia 12 de dezembro, às 19h. As atrações incluem exposição de fotos históricas que retratam a trajetória de uma década, apresentação musical do grupo Vozes da Traviatta e abertura da nova exposição temporária “Lendo a Bíblia ao Longo do Tempo”. São aguardadas autoridades públicas e personalidades, muitas delas alvo de homenagens, por terem contribuído para a concretização deste importante espaço. O MuBi está localizado à Av. Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672 – Vila Porto, em Barueri.

 O MuBi é resultado de uma vocação natural da SBB, de colocar à disposição da comunidade o magnífico acervo reunido ao longo de mais de 60 anos, promovendo educação e cultura por meio das Sagradas Escrituras. Uma parceria com a Prefeitura Municipal de Barueri viabilizou sua criação, em dezembro de 2003. Ocupando uma área de 900 m2, integrada a um Centro de Eventos, o MuBi reúne uma Biblioteca com mais de 17 mil títulos e um espaço de exposição que conta a história da tradução da Bíblia para a língua portuguesa e a influência da Palavra de Deus na formação da civilização ocidental.

 “Quando o Museu foi concebido, a ideia era fazer a Bíblia dialogar com a história da humanidade. A Bíblia, além de ser o livro de fé dos cristãos, é um dos escritos mais antigos. Hoje, ela é um livro impresso ou digital, mas partes desta obra foram escritas em pedras, tábuas, pergaminhos”, relata Erní Seibert, secretário de Comunicação e Ação Social e diretor do MuBi.

 Uma das atrações da cerimônia comemorativa será a leitura de versículos bíblicos por pessoas de diferentes perfis, como índios, pessoas com deficiência visual, crianças e idosos. “A Bíblia é o livro mais lido e traduzido de toda a história. Atualmente, mais de 2.500 línguas já contam com ao menos um trecho das Sagradas Escrituras. Isto inclui a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e o método braile”, destaca Seibert.

 O evento também marcará a inauguração da nova exposição temporária. Com o tema “Lendo a Bíblia ao Longo do Tempo”, a mostra reúne peças e publicações, além de meios tecnológicos e painéis que apresentam a evolução dos métodos de leitura das Sagradas Escrituras, desde os rolos até a mídia digital. 

Mais de 230 mil visitantes – A variedade de espaços e de documentos expostos consolidaram o MuBi como centro de referência da Palavra de Deus, com números grandiosos: 230.589 visitantes já tiveram a oportunidade de conhecer Bíblias e textos bíblicos em diferentes idiomas, além de incontáveis peças de seu acervo. Ali estão reunidas preciosidades como a Bíblia Vulgata, de 1583; a primeira Bíblia em língua portuguesa em volume único, datada de 1819; várias miniaturas, incluindo o menor livro do mundo. Há também um conjunto de 144 traduções bíblicas; a Bíblia em Braile; materiais trazidos de Israel, como o trigo e o joio, água do Rio Jordão, sementes de mostarda, um punhado de terra de Belém e água do Mar Morto.

Entre as peças que mais chamam a atenção está uma réplica, em atividade, da prensa de Gutenberg, fabricada na Alemanha. Considerada uma das grandes invenções da humanidade, a prensa possibilitou que o Livro Sagrado fosse reproduzido e difundido pelo mundo. Destacam-se ainda as roupas da época do Apóstolo Paulo; curiosidades como a Bíblia King James impressa numa única página; e objetos que resgatam a história da escrita (vasos de cerâmica, papiros e pergaminhos).

Para todas as pessoas – Designers e arquitetos especializados em acessibilidade projetaram os espaços do Museu, com dez áreas diferenciadas, por meio das quais é possível fazer um verdadeiro mergulho na história do Livro Sagrado: A Bíblia e a História da Escrita; A Bíblia e a História da Tradução; a Bíblia e a História do Livro; A Bíblia no Mundo; a Bíblia no Brasil; a Bíblia Falada; O Conteúdo da Bíblia; Novidades sobre a Bíblia; A Bíblia e as Crianças, ambiente em que a garotada participa de atividades de lazer e educação. Um último espaço é reservado para mostras temporárias.

 A interatividade do público com o MuBi é um ponto forte. Algumas das atrações: uma Bíblia manuscrita, na qual cada visitante pode copiar um versículo da Bíblia até completá-la; um painel com jogo de conhecimento bíblico; a sala de escuta com atividades de áudio e vídeo; jogos de perguntas e respostas sobre a Bíblia (quiz), instalados em computadores; estações de escuta para seleções bíblicas em áudio e o Novo Testamento dramatizado; e um painel de perfumes bíblicos, como acácia, nardo, aloé, mirra, cálamo, canela e rosa de sarom.

Com total acessibilidade para pessoas com deficiência, o projeto do Museu segue o conceito de arquitetura inclusiva. Os móveis são adequados para usuários de cadeiras de rodas e também há legendas em braile e painéis interativos, garantindo atrações específicas para deficientes visuais. O MuBi ainda abriga uma loja de lembranças, cuja arrecadação é revertida para manutenção das instalações.

Contribuindo com a divulgação da Causa da Bíblia, o espaço integrado ao MuBi tem sido utilizado para a realização de eventos, como o Fórum de Ciências Bíblicas, celebração do Dia da Bíblia e Dia das Crianças, Encontro de Pessoas com Deficiência e Seminário sobre Dependência Química, entre outros.

Também instalada no Centro de Eventos, a Biblioteca do Museu da Bíblia, inaugurada em outubro de 2006, tem em seu acervo obras raras, acadêmicas e curiosas, entre elas, as Escrituras Sagradas em mais de mil idiomas. Criada com o objetivo de disponibilizar a Bíblia em todos os idiomas para os quais já foi traduzida e se tornar um centro de referência de novas traduções, iguala-se em importância à Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, instalada por iniciativa das Sociedades Bíblicas Unidas. Ali está abrigada a maior coleção de traduções bíblicas do Hemisfério Sul, que são classificas e colocadas à disposição da comunidade acadêmica para pesquisas.

A SBB e o MuBi – Fundada em 1948, no Rio de Janeiro, a Sociedade Bíblica do Brasil tem a missão de “promover a difusão da Bíblia e sua mensagem como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento dos valores éticos e morais e de incentivo ao desenvolvimento humano, nos aspectos espiritual, educacional, cultural e social, em âmbito nacional”. É uma entidade sem fins lucrativos, de natureza religiosa, social e cultural, que se dedica a traduzir, produzir e distribuir a Bíblia.

Por volta do início dos anos 80, a Sociedade Bíblica do Brasil deu os primeiros passos no sentido de ter um museu dedicado ao Livro Sagrado, com a instalação de um pequeno espaço na cidade do Rio de Janeiro. Mas não atendia às expectativas. Para chegar ao formato atual, a equipe da SBB foi buscar inspiração no que havia de mais moderno em termos de museu em países como Alemanha, Escócia e Estados Unidos.

O objetivo do MuBi é promover o conhecimento da Bíblia, enfatizando seus aspectos culturais, éticos e religiosos. Compreende área de exposição com 450 m2, Biblioteca com 225 m2, auditório para 500 pessoas e estacionamento para 200 veículos.

O MuBi tem entrada gratuita e conta com monitores treinados para receber os mais diferentes públicos – crianças, adultos, terceira idade, deficientes visuais e escolas, entre outros. As visitas monitoradas, entretanto, devem ser agendadas previamente. 

Museu da Bíblia

Endereço: Av. Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672, Vila Porto, Barueri.

Funcionamento:

De terça a sexta-feira: das 9h às 17h

Sábados, domingos e feriados: das 10h às 16h

Telefone: (11) 4168-6225

E-mail: museu@sbb.org.br

Entrada gratuita

Por: Luciana Garbelini

ANAJURE e entidades representativas de universidades e escolas cristãs do Brasil emitem Nota conjunta sobre Plano Nacional de Educação que está em discussão no Senado Federal.

banner_notapublica_pne_720aa7361Na Nota, a ANAJURE e demais entidades criticam também o Documento de Referência que servirá de base para as deliberações da Conferência Nacional de Educação em 2014 pelo seu conteúdo pró ideologia LGBTT e atentatório aos valores cristãos.

Com relatoria do Senador Álvaro Dias, o Projeto de Lei PLC 103/2012, que trata do PNE, deverá ser votado pelo plenário do Senado Federal esta semana, no dia 11. E atendendo o pedido de apoio jurídico feito por várias associações educacionais, escolas e universidades cristãs do Brasil, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos, conjuntamente com essas instituições, posiciona-se acerca do Plano Nacional de Educação (PNE) e do que pode ser acrescentado ao plano em 2014 durante a Conferência Nacional de Educação (CONAE). AECEP (Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios), ABIEE (Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas), e ACSI – Brasil (Associação Internacional de Escolas Cristãs) assinam o documento.

Segundo a Nota, o PLC que será votado na próxima quarta-feira no Senado Federal, “ainda que não contemple questões essenciais do processo educacional de crianças e adolescentes, ao não priorizar, por exemplo, os saberes e habilidades fundamentais ao desenvolvimento cognitivo e intelectual”, por outro lado, “contempla reivindicações importantes e atuais de universidades, escolas, igrejas, famílias e pais de alunos que têm recorrentemente se insurgido contra ondas autoritárias no nosso País que visam, declaradamente, à desconstrução dos valores judaico-cristãos da nossa sociedade”.

O documento expõe à sociedade brasileira e aos Poderes Públicos da República Federativa do Brasil posições e preocupações acerca do PLC 103/2012, especialmente, no que concerne à tentativa dos movimentos sociais LGBTT inserirem, via MEC, conteúdos nos livros didáticos dirigidos a desconstruir os valores cristãos de crianças e adolescentes do nosso País.

As instituições supra identificadas e infra assinadas por seus respectivos mandatários – entidades essas de representação nacional de associações educacionais, universidades e escolas cristãs de todo o Brasil –, com apoio jurídico da ANAJURE – Associação Nacional de Juristas Evangélicos –, com fulcro nos princípios constitucionais da liberdade de expressão, da livre manifestação do pensamento e, precipuamente, no que está consubstanciado no art. 205 da Magna Carta, que afirma ser a Educação “um direito de todos, dever do Estado e da Família”, sendo promovida e incentivada com a “colaboração da sociedade” civil organizada, vem, através do presente expediente, expor aos Poderes Públicos da República Federativa do Brasil e à Sociedade, em especial às Famílias e Pais de Alunos, suas posições e preocupações com o que adiante se explicita:

1º) Encontra-se em tramitação no Senado Federal, o Projeto de Lei, PLC n.º 103/2012, que trata do PNE – Plano Nacional de Educação – para o próximo decênio. Segundo se noticia, no próximo dia 11/12 (quarta-feira), o referido projeto, tal como aprovado recentemente na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), será levado para aprovação no Plenário da referida Casa Legislativa.

2º) Destacamos o nosso apoio ao texto do PNE aprovado na CE do Senado, ainda que este não contemple questões essenciais do processo educacional de crianças e adolescentes, ao não priorizar, por exemplo, os saberes e habilidades fundamentais ao desenvolvimento cognitivo e intelectual. Seja como for, o texto do PNE aprovado na CE contém pontos muito positivos para o gerenciamento, fiscalização e desenvolvimento do Sistema Educacional Brasileiro. Além disso, tendo em vista o Estado Democrático de Direito em que vivemos, contempla e está fundamentado – entre outros – no princípio constitucional – e de direito humano fundamental – da “não discriminação” (PLC 103/2012, Art. 2º, III), assim como também na diretriz paradigmática de que o Sistema Educacional Nacional deve objetivar a “formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade” (PLC 103/2012, Art. 2º, V).

3º) A inserção do princípio geral de direito humano da não discriminação, aprovada no âmbito da CE do Senado, contempla universalmente todas as formas históricas de discriminação, não se limitando apenas a determinadas categorias sociais, privilegiando uns em detrimento de outros, como estava na proposição inicial do Governo Federal aprovada na Câmara (PL 8.035/2010). Mais que isso, impede certa ideologização e partidarização exacerbada do discurso dos direitos humanos no meio educacional brasileiro, como se apenas a discriminação racial (brancos x negros), de sexo (homens x mulheres) e comportamental (heterossexuais x homossexuais) estivessem presentes no nosso meio. De fato, as pesquisas demonstram outros casos de discriminação que também precisam ser coibidos e contemplados no PNE, como é o caso, por exemplo, da discriminação religiosa. Por isso mesmo, é louvável a fórmula geral do dispositivo aprovado na CE do Senado ao preceituar “não discriminação” como cláusula universal e não apenas “igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, como desejam certos setores ideologicamente mais radicais. Por outro lado, é preciso se tomar em consideração que a luta contra qualquer tipo de discriminação no Sistema Educacional Brasileiro não pode e nem deve limitar o processo de formação e educação dos cidadãos da nossa nação a uma mera “luta de classes”, como se fosse possível reduzir o complexo existencial da vida humana nesses termos. O Sistema Educacional Brasileiro não deve ser um palco de promoção da cultura de lutas, mas, ao contrário, da diversidade, harmonia, tolerância, respeito ao direito da família e paz social, sem se desconsiderar ou tentar desconstruir os valores históricos da Nação brasileira que, por certo, é eminentemente cristã.

4º) Do mesmo modo, o inciso V, do art. 2º do PLC nº 103/2012, ao destacar “a ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade”, contempla reivindicações importantes e atuais de universidades, escolas, igrejas, famílias e pais de alunos que têm recorrentemente se insurgido contra ondas autoritárias no nosso País que visam, declaradamente, à desconstrução dos valores judaico-cristãos da nossa sociedade. Cremos que essa é uma diretriz do PNE que deve realmente nortear todo o Sistema Nacional de Educação que, por certo, precisa ser o espelho dos valores, princípios e cultura da nação e não um mero sistema intromissor em questões que dizem respeito ao foro íntimo de famílias, pais e alunos, assim como a direitos humanos fundamentais dos mesmos, como é o caso do direito de educar seus filhos de acordo com os seus valores, consciência e religião. Nesse sentido, lembramos que o especial apreço da Constituição da República Federativa do Brasil é a “dignidade da pessoa humana” e nessa estão compreendidos os direitos às liberdades Religiosa, de Pensamento, de Expressão e de Objeção de Consciência. Assim também, lembramos que a mesma Magna Carta estabelece que a Educação é um dever da Família, de tal modo que esta é co-responsável no processo educacional, sendo assim um ator social, tal como o Estado o é, mas, inclusive, num nível superior, tendo em vista que a família é “base da sociedade” (Constituição Federal, art. 226).

5º) Por último – e esta se constitui numa das nossas principais preocupações – temos amplo e profundo conhecimento das proposições constantes no chamado “Documento de Referência” do Conselho Nacional de Educação que serão votadas na CONAE 2014 e que objetivam exatamente já alterar o Plano Nacional de Educação em votação no Senado, a fim de inserir emendas que consideramos desconstrucionistas dos valores da nossa Nação nos termos que apresentamos anteriormente. Não é razoável, nesse sentido, propor, como se faz, por exemplo, a criação de cartilhas de educação sexual e a inserção de conteúdos nos Livros Didáticos do Sistema Nacional de Educação que levam a uma erotização precoce das nossas crianças, assim como uma clara apologia e promoção do comportamento homossexual, como objetiva o movimento político LGBTT (Plano Nacional de Promoção LGBTT, 2010, p. 2-17). Mais ainda, na perspectiva do que assentimos anteriormente, o Documento de Referência apresentado no CNE estabelece uma verdadeira cultura de conflitos no meio educacional, na qual imperam construções semânticas autoritárias e sem base científica na realidade, como é o caso de conceitos como “homofobia”, “heteronormatividade”, “lesbofobia”, “transfobia”, etc (DR, CONAE 2014, Eixo II, 117, p. 28). Lamentavelmente, também, o Documento de Referência se apresenta como promotor de Hate Speech (Discurso de ódio), quando declaradamente apresenta o tipo “branco, masculino, de classe média, adulto, heterossexual, ocidental e sem deficiência” como alvo de desconstrução do Sistema Nacional de Educação (DR, CONAE 2014, Eixo II, 126, p. 29). Tais emendas, conforme dispostas no Documento de Referência da CONAE 2014, se aprovadas da forma como estão estabelecidas, certamente estarão institucionalizando um tipo de sistema educacional que visa, ao contrário do que se pretende, à desconstrução dos valores de paz, tolerância e respeito presentes na nação brasileira.

Destarte, deixamos assim registradas na presente Nota Pública nossas posições e preocupações enquanto co-responsáveis pelo Sistema Nacional de Educação do nosso País, porque é a partir dele que as próximas gerações de brasileiros serão formadas.

São Paulo – Brasil, 08 de dezembro de 2013.

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Por: ANAJURE l Press Officer – Wanda Galvão / Angélica Brito

Revista semanal traz informações sobre Israel ao público cristão!

capa-filipinas-2.001Nova publicação plantará uma árvore na Terra Santa para cada assinante

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Toda semana, a revista Unidos por Israel leva ao público cristão brasileiro textos, fotos, vídeos e músicas sobre Israel produzidos por renomados parceiros e colaboradores sediados em Jerusalém. “Apesar do grande interesse pelo tema, ainda há dificuldade em encontrar informações atuais e históricas com credibilidade sobre Israel. Por isso, estamos reunindo em uma só publicação material vindo de fontes de grande prestígio em Israel”, explica o jornalista Renato Aizenman, editor da nova revista.

“Judeus e cristãos têm raízes e ideais comuns. Iniciativas como esta, que contribuem para revelar a realidade israelense são fundamentais para fortalecer nossa amizade”, elogia o Embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad.

Entre os assuntos abordados na revista Unidos por Israel estão os acontecimentos atuais na Terra Santa pelas perspectivas bíblica e histórica; o papel de Israel segundo as Escrituras; as descobertas da Arqueologia Bíblica na Terra Santa; as realizações do moderno Estado de Israel na agricultura, meio-ambiente, ciência e tecnologia; a História de Israel e do povo judeu através dos séculos e as festas e costumes ancestrais de Israel.

Assinantes da nova publicação terão acesso a conteúdo exclusivo, como artigos, cursos online e séries especiais para colecionar e pastores contam com preço especial para assinaturas. “Diversos pastores já estão utilizando o conteúdo da revista para falar sobre Israel em suas Igrejas”, conta Aizenman.

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